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A evolução dos partidos políticos

A chamada República Velha (1889-1930) foi marcada pelo surgimento dos partidos republicanos estaduais, liderados principalmente por fazendeiros.
 

15/11/2020

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A evolução dos partidos políticos

O Brasil tem 33 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral e cerca de 150 milhões de eleitores, mas nem sempre foi assim. Confira uma breve síntese da história das siglas no Brasil e da sua relação com a população.

No tempo do Império (1822-1889) tudo se resumia a dois partidos principais, o Conservador e o Liberal, formados por proprietários de terras e de escravos. E a um terceiro, ao final do período – o Partido Republicano. A maioria da população, porém, nem sequer conhecia as legendas e menos 1,5% dos brasileiros votava.

A chamada República Velha (1889-1930) foi marcada pelo surgimento dos partidos republicanos estaduais, liderados principalmente por fazendeiros. A política limitava-se, na maior parte do país, ao poder de mando dos coronéis, chefes políticos locais, e ao voto de cabresto. O coronelismo era mais forte do que os partidos.

Na ditadura do presidente Getúlio Vargas (1937-1945), o culto ao personalismo atingiu o ápice. Vargas investiu pesado em propaganda e ficou conhecido como “pai dos pobres”, arrebatando multidões com o discurso populista. Nesse período, os partidos políticos foram proibidos. A política se resumiu, basicamente, a getulistas e a seus críticos.

1945- 1964 – Populismo

Entre 1945 e 1964, os partidos voltaram, mas por pouco tempo. Dividiam-se entre getulistas – Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e Partido Social Democrático (PSD) – e antigetulistas – União Democrática Nacional (UDN). Com o golpe militar, veio nova ruptura.

Os partidos não chegaram a se consolidar. Durante o governo militar, que se estendeu de 1964 a 1979, os partidos foram novamente extintos e centenas de pessoas tiveram os direitos políticos cassados. Em 1966, instituiu-se o bipartidarismo: Arena e MDB.

A Aliança Renovadora Nacional (Arena) reuniu setores conservadores pró-regime militar, incluindo membros da UDN e do PSD. O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) juntou membros do PTB e de siglas contrárias ao golpe militar.

Em 1979, os partidos políticos voltaram para ficar, mas tiveram de recomeçar do zero. Arena e MDB desmembraram-se em várias siglas, e a proliferação de novas legendas se acelerou como nunca. Tornaram-se corriqueiros o troca-troca de partidos, as indicações para cargos e alianças espúrias como forma de obter maiorias no parlamento.

 

País tem 33 partidos ativos

Hoje, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o Brasil tem 33 partidos oficiais, dos mais variados portes. O mais recente é a Unidade Popular (UP), fundada em dezembro de 2019. O excesso de legendas, na avaliação de especialistas, é um dos aspectos da crise do sistema partidário.

Os partidos por ordem de formação são:

Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido dos Trabalhadores (PT), Democratas (DEM), Partido Comunista do Brasil (PC do B), Partido Socialista Brasileiro (PSB), Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Partido Trabalhista Cristão (PTC), Partido Social Cristão (PSC), Partido da Mobilização Nacional (PMN), Cidadania, Partido Verde (PV), Avante, Progressistas (PP), Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), Partido Comunista Brasileiro (PCB), Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Democracia Cristã (DC), Partido da Causa Operária (PCO), Podemos (Pode), Partido Social Liberal (PSL), Republicanos, Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Partido Liberal (PL), Partido Social Democrático (PSD), Patriota, Partido Republicano da Ordem Social (PROS), Solidariedade, Partido Novo (Novo), Rede Sustentabilidade (Rede), Partido da Mulher Brasileira (PMB) e Unidade Popular (UP).

Jornalista e Colunista Celso Machado

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