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Coluna: Mais problemas

Na confusão reinante no MDB, mais uma questão a resolver. Já são dois os postulantes do partido ao Senado

08/06/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Mais problemas

Na confusão reinante no MDB, mais uma questão a resolver. Já são dois os postulantes do partido ao Senado: o ex-deputado federal Edinho Bez (Tubarão), alegando que já costura sua candidatura desde setembro do ano passado. E o deputado federal Rogério Peninha Mendonça. Bez, com sete mandatos de deputado, lançou sua candidatura na semana passada. Como só há uma vaga em disputa nessa eleição, não cabem dois nomes do MDB.

Outros candidatos

O problema é que a indicação para senador também é cobiçada pelo presidente do MDB, deputado federal Celso Maldaner, pelo também deputado federal Carlos Chiodini e pelo ex-prefeito de Jaraguá do Sul, Antidio Lunelli. Os três do grupo que defende candidatura própria a governador, mas que, porém, curvou-se à vontade da maioria pela reeleição de Carlos Moisés (Republicanos).

Eleições

Dieter Werner (PTB), ex-vice-prefeito de Corupá em governos de Luiz Carlos Tamanini (MDB) lançou candidatura a governador de SC. A ideia é montar palanque na região do Vale do Itapocu para Kennedy Nunes, presidente estadual do partido e pré-candidato ao Senado.

Havia um acordo com Jorginho Mello (PL) para Nunes ser o candidato a senador pela aliança de partidos que devem apoiar o senador ao governo. Porém, o presidente Jair Bolsonaro (PL) impôs Jorge Seif Jr. (PL/Itajaí). Com isso, o PTB acabou isolado na disputa majoritária.

Nesse vai não vai do MDB, ouve-se dizer que “as bases” clamam por candidatura   própria a governador. Então, se assim é, está mais que na hora de se reunirem em movimentos sólidos que façam o comando do partido tomar a postura desejada. Todo o resto é conversa fiada.

Aliás, na segunda-feira (6) Antidio Lunelli foi, mais uma vez, ao encontro do governador Carlos Moisés (Republicanos) em menos de uma semana. Acompanhado pelo deputado e presidente da Assembleia Legislativa, Moacir Sopelsa, o nome forte para ser o vice de Moisés.

Na reunião que o MDB agendou para dia 13 devem ser definidos os nomes dos candidatos a vice na chapa de Carlos Moisés e ao Senado, que saem do grupo que, até agora, apoiou a pré-candidatura de Antidio Lunelli. E, também, o futuro político do ex-prefeito de Jaraguá do Sul.

Para embolar ainda mais o meio de campo, o deputado federal Rogério Peninha Mendonça, diz que vai à reunião e à convenção do partido, em agosto, como pré-candidato ao Senado. E que só sai em favor de Lunelli. Mendonça é nome de respeito no MDB.

Jaraguá do Sul é um dos dez maiores colégios eleitorais de SC, mas em toda a história das eleições majoritárias só Antidio Lunelli (MDB) fez aqui o lançamento de sua pré-candidatura. Vale dizer que os cinco maiores municípios da região somam cerca de 185 mil eleitores.

De vereador a prefeito, eleito e reeleito, a meteórica carreira política de Napoleão Bernardes, ex-prefeito de Blumenau pelo PSDB, virou pó em 2018 quando aceitou ser vice na chapa de Mauro Mariani (MDB). Mudou de partido, foi para o PSD como nome ao governo do Estado em 2022. Não decolou e, agora, tenta ser deputado estadual.

Vitória de Moisés

A há quatro meses do embate do dia 2 de outubro, o governador Carlos Moisés, do minúsculo Republicanos, já contabiliza expressiva vitória. Derrotou o poderoso MDB, maior partido político do Estado e, mais ainda, terá o partido a apoiá-lo. Se o MDB fizer o papel que lhe cabe, arrastando para essa aliança a massa de eleitores filiados e simpatizantes do partido e de políticos a ele filiados, Moisés torna-se um adversário difícil de ser derrotado.  E, se reeleito, o MDB ganha uma sobrevida de quatro anos.

Problemas na campanha

Porém, Moisés também enfrentará problemas. O Republicanos tem só dois deputados estaduais eleitos em 2018, à época pelo PRB e PSL, e nenhum federal. E um punhado de prefeitos e vice-prefeitos que vieram de partidos como PL, DEM e PSL. Já o Podemos, aliado de Moisés, também tem apenas dois deputados estaduais, egressos do PSL e PDT. Na prática isso representa pouco tempo no rádio e TV. O tempo do MDB só contará se o partido oficializar a aliança em convenção. Sem isso, os recursos do Fundo Eleitoral também serão escassos.

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