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Coluna: Mello alavanca candidatura

E, é possível, o vice de Mello. No caso, talvez o prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli.

10/11/2021

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Mello alavanca candidatura

Jair Bolsonaro vai para o PL, presidido pelo ex-deputado Valdemar da Costa Neto. Uma mão na roda à candidatura do senador Jorginho Mello (PL), amigo pessoal e vice-líder do governo no Senado.

Sepultando desejo do senador Esperidião Amin em ver Bolsonaro no PP, viabilizando uma quinta candidatura a governador. Mas o PP, ex-aliado dos governos petistas de Lula da Silva e Dilma Rousseff, deve indicar o candidato a vice-presidente. E, é possível, o vice de Mello. No caso, talvez o prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli. Ou, então, apoiar a reeleição de Carlos Moisés (sem partido). Enfim, qualquer poleiro serve.

Condenado no “mensalão”

Em 2013, Valdemar da Costa Neto foi  condenado a sete anos e dez meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no rumoroso caso do “mensalão”, à época o grande escândalo de corrupção envolvendo o Congresso.

Costa Neto cumpriu pena de um ano em regime semiaberto e, depois, prisão domiciliar. Mas, em junho de 2016, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, mandou soltá-lo porque foi anistiado em votação do plenário do STF, incluindo extinção de multa de R$ 1,08 milhão.

Passado e presente

Em 2018, o então candidato Bolsonaro pregava o extermínio pelo voto de políticos corruptos, negando qualquer acordo com Costa Neto. Fazia questão de destacar sua condenação no caso do “mensalão”, dizendo que a imprensa mentia ao dizer que ele acenava para “corruptos e condenados”.

Mesmo assim e independentemente da filiação de Bolsonaro no PL, prefeitos de outros partidos e de importantes colégios eleitorais de SC estão “fechados” com o presidente na campanha à reeleição: Mario Hildebrandt (Podemos/Blumenau) e João Rodrigues (PSD/Chapecó).

Podemos recebe Moro

O ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, assina sua filiação ao Podemos hoje (10) em Brasília, quando deverá confirmar sua candidatura à presidência da República. O próprio Moro já divulgou um possível slogan da campanha em mensagem nas redes sociais: “Um Brasil justo para todos”. Agora, será a estrela maior do partido.

Em 2018 o Podemos disputou a eleição presidencial pela primeira vez com o senador Álvaro Dias (PR). Foi o nono mais votado entre 13 candidatos, com 859.601 votos. Em SC levou 51.771 votos.

Maldaner com Lunelli

“Eu seria o homem mais realizado e mais feliz do mundo em ser governador, mas coloco acima dos meus interesses pessoais a nossa instituição, que é o MDB. Quem estiver melhor será o nosso governador.

E, com certeza Antídio, a bola está contigo”. Do deputado federal Celso Maldaner (MDB) em encontro do MDB em Jaraguá do Sul. Como já foi dito aqui na coluna, na verdade o MDB sempre teve dois e não três pré-candidatos: Lunelli e o senador Dario Berger.

Partido da Mulher Brasileira

Homologado pelo Superior Tribunal Eleitoral em setembro de 2015, o Partido da Mulher Brasileira resulta de movimento iniciado em 2008 pela maranhense e comerciante, Suêd Haidar Nogueira.

Radicada na cidade do Rio de Janeiro e desde então a presidente do diretório nacional. Sua sobrinha, a advogada Jéssica Rabello Guimarães, é a vice. O PMB, com o número 35 e sem direito ao Fundo Partidário, nunca elegeu ninguém para o Congresso Nacional.

Mulheres ignoram o PMB

Em SC, o PMB sequer existe. Estranhamente, na prática, é olimpicamente ignorado pelas próprias mulheres com pretensões políticas que possam resultar em mandatos eletivos.

E que também ignoram a atual campanha de incentivo à participação feminina na política patrocinada pelo Tribunal Superior Eleitoral.  Afinal, se a queixa é a discriminação nos diretórios liderados por homens, por que, então, se filiar a partidos que não o PMB?

 

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