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Coluna: O dia “D” no MDB

Primeiro pelo voto dos 185 mil filiados. E, depois, com o voto apenas de filiados aos diretórios municipais. Ao contrário, o racha pode ser ainda maior

01/12/2021

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: O dia “D” no MDB

Ilustrativa

A próxima segunda-feira (6) promete ser decisiva para o MDB. Deputados federais, estaduais, ex-governadores e outras lideranças o partido reúnem-se em Florianópolis em busca de uma solução ainda este ano para o racha criado com a proposta de indicar o candidato a governador. Primeiro pelo voto dos 185 mil filiados. E, depois, com o voto apenas de filiados aos diretórios municipais. Ao contrário, o racha pode ser ainda maior.

Atrás de um acordo

A ideia é anunciar acordo entre o senador Dario Berger e o prefeito Antidio Lunelli que, de fato, disputam a indicação. Com ambos abrindo mão da disputa à sucessão de Carlos Moisés (sem partido). E com o próprio Moisés candidato pelo MDB! Afinal, a bancada estadual e bom número de prefeitos emedebistas estão para lá de satisfeitos com o governador. Aliás, Moisés e o presidente do MDB, Celso Maldaner (foto acima), já conversaram várias vezes sobre isso.

O foco é Moisés

Ou com o MDB apoiando Moisés por uma sigla menor, mantendo perto da chapa outras legendas que também apoiam o governador na Assembleia Legislativa. Mas, isso posto, qual o espaço o destino político de Lunelli e Berger? O mandato de Berger vence em 2022 e restaria a ele uma reeleição difícil pois no ano que vem cada estado elegerá apenas um senador. E Lunelli? Disputaria eleição para deputado? Ambos dizem que a decisão é do partido.

Goela abaixo

Candidato do PSDB à presidência da República, João Dória tenta impor o lustre desconhecido politicamente, Vinicius Lummertz, atual secretário de turismo de São Paulo, como candidato a governador. Nascido em Rio do Sul, Lummertz foi secretário de Turismo de Florianópolis e secretário estadual de Articulação Internacional (governo Raimundo Colombo). De abril a dezembro de 2018 (governo de Michel Temer) foi ministro do Turismo.

Descartando Merisio

Doria acha que será a “nova onda” em 2022 a ponto de eleger Lummertz governador. Ou o PSDB engole o sapo e descarta o ex-deputado Gelson Merisio, ou rebela-se e indica um nome de consenso. A deputada federal Geovânia de Sá, que já tinha anunciado Merisio como candidato tucano, deve convocar o diretório estadual para deliberar. O único cargo eletivo que Lummertz disputou foi em 1996, para prefeito de Florianópolis. Foi o quarto mais votado.

Na CPI da Chapecoense

Senador e jornalista Jorge Kajuru, eleito pelo PRP de Goiás com 1.557.415 milhão de votos, é membro da Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado para investigar a causas do acidente aéreo na Colômbia que matou, há cinco anos, 71 pessoas, incluindo toda a delegação da Chapecoense, jornalistas, convidados, piloto e copiloto.

“O piloto morreu, é? ”

Na retomada dos trabalhos da CPI esta semana, Kajuru insistiu para que o piloto fosse convocado a depor. Até que o senador Jorginho Mello (PL), que presidia a sessão, obrigou-se a dizer a ele que o piloto e quase todas as pessoas que estavam no avião, morreram no desastre. “Ele morreu, é?”, espantou-se o senador hoje filiado ao Podemos.

Mais besteira

Em setembro, o deputado federal Hélio Costa (Republicanos), que também é jornalista, refletiu bem o grau de pouca cultura de muitos eleitos. Ao dizer, repetidas vezes, que o Mato Grosso do Sul fica na região Sul do Brasil e não no Nordeste. Nem uma coisa e nem outra. MS fica no Centro-Oeste do país. Em 2018 fez 179.307 mil votos. O mais votado dos 16 federais eleitos.

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