Santa Catarina | 12/05/2026 | Atualizado em: 12/05/26 ás 13:30

Empresas familiares e relação entre mães e filhas marcam negócios do varejo de moda infantil no Sul

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Empresas familiares e relação entre mães e filhas marcam negócios do varejo de moda infantil no Sul

Marli Forlin e a filha, Tálita Forlin Rincaweski, compartilham experiências sobre liderança e empresas familiares | Foto: Divulgação

A presença de mães e filhas à frente de lojas de moda infantil tem chamado atenção em encontros com lojistas realizados em diferentes regiões do país, principalmente no Sul, onde os negócios familiares aparecem com mais frequência e fazem parte da história de muitas empreendedoras do setor.

A percepção surge a partir das conversas conduzidas pela empresária Marli Forlin com lojistas do varejo infantil. Ao lado da filha, Tálita Forlin Rincaweski, ela compartilha experiências construídas ao longo da trajetória da empresa e conduz reflexões sobre liderança, sucessão, continuidade dos negócios e os desafios de empreender em família.

“Muitas mulheres chegam nesses encontros carregando o peso de tocar a loja, cuidar da família, tomar decisões e ainda lidar com a insegurança de achar que não estão prontas. O que a gente leva para elas é justamente essa visão de essência, liderança e autenticidade. A sucessão também passa por isso. Não acontece só no papel, ela começa na convivência, na confiança e na preparação das pessoas que vão seguir o negócio”, afirma Marli.

Dados da PwC mostram que no Brasil, 90% das empresas são familiares, porém, apenas 24% possuem um plano de sucessão estruturado. O aprimoramento do planejamento, da governança e da organização contribui significativamente para a continuidade desses negócios entre gerações.

Nos encontros, esse tema aparece de forma recorrente nas falas das próprias lojistas. Silvana e Beatriz participaram juntas de uma das edições e relatam que a identificação com a história compartilhada durante a conversa foi imediata. “Estar com a minha filha em um encontro como esse foi muito emocionante. A gente percebe que os desafios fazem parte da caminhada e que não acontecem só com a gente”, afirmam.

A lojista Maria também destaca a importância do incentivo e da troca de experiências entre mulheres que vivem a rotina do comércio. “A gente tem medo, mas vai com medo mesmo. O importante é seguir, aprender e ter coragem para dar o próximo passo”, diz.

Além da trajetória compartilhada por Marli, Tálita contribui com uma visão prática do varejo atual, trazendo insights sobre posicionamento, experiência de loja, comportamento do consumidor e integração entre físico e digital. A combinação entre experiência e renovação é um dos pontos que mais gera identificação entre as participantes, especialmente entre empresas conduzidas por diferentes gerações da mesma família.

Como isso impacta sua vida?

Para quem trabalha com comércio familiar, especialmente no varejo infantil, o tema reforça a importância de preparar a sucessão e dividir responsabilidades entre gerações. Em muitos casos, a continuidade do negócio começa na convivência diária entre mães, filhas e familiares que compartilham a rotina da loja.

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Maria Eduarda Günther

Jornalista em formação na FURB, nascida em Jaraguá. Cresci entre filmes, livros e peças teatrais. Após criar conteúdo para redes socias sobre Formula 1 e esportes descobri a paixão por jornalismo e a área de comunicação. Nunca perco a oportunidade de conhecer novos lugares e novas histórias por ai.

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