Política | 14/10/2022 | Atualizado em: 13/10/22 ás 23:26

Olho nas Urnas

Fatos históricos da política brasileira

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Olho nas Urnas

Getúlio Vargas (1950)

Uma nova Constituição foi redigida em 1946, determinando que o mandato duraria cinco anos, e que as eleições de presidente e vice fossem separadas. Gaspar Dutra apoiou o candidato Cristiano Machado, do PSD. A União Democrática Nacional (UDN), criada em 1945, lançou a candidatura do brigadeiro Eduardo Gomes. Getúlio Vargas veio como candidato pela coligação entre o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido Social Progressista (PSP). Vargas acabou eleito com 48% dos votos.

Juscelino Kubitschek (1950)

Getúlio Vargas deu um tiro no coração no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, em 1954. O vice, Café Filho, assumiu o cargo até sofrer um infarto em novembro de 1955. Foi sucedido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Carlos Luz. No entanto, o ministro da Guerra, marechal Henrique Lott, o destituiu sob suspeita da aplicação de um golpe. Nereu Ramos comandou o país até o início do novo mandato. A coligação do PSD, PTB, do Partido Republicano (PR), do Partido Trabalhista Nacional (PTN), do Partido Social Trabalhista (PST), e do Partido Republicano Trabalhista (PRT) lançou como candidato o então governador de Minas Gerais, Juscelino Kubitschek (PSD). Ele foi eleito com 35,68% dos votos.

Jânio Quadros (1960)

Após anos de investimentos na rede de transporte do país e de alguns problemas econômicos, as eleições de 1960 tiveram vários candidatos. O marechal Henrique Lott, que havia garantido a posse de Juscelino, foi lançado pelo PSD, com apoio de partidos como PTB, PST, PSB e PRT; Adhemar Pereira de Barros saiu pelo Partido Social Progressista, sem coligação e Jânio Quadros, pelo PTN e Partido Democrata Cristão (PDC). UDN, PR e PL se uniram já no caminho da campanha. Jânio foi eleito com 48,26%.

Humberto Castello Branco (1964)

Jânio Quadros governou apenas por sete meses, cercado de polêmicas. Ele renunciou em agosto de 1961. João Goulart, o Jango, assumiria o poder. Porém, estava fora do país, que passou a ser comandado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli. Os militares eram contra a posse de Jango, por acreditar que ele estava mais próximo aos comunistas. Para apaziguar os ânimos, foi adotado o parlamentarismo, onde o Congresso é quem passava a tomar as decisões. Jango voltou ao Brasil e tomou posse. Em 1964, veio o Golpe Militar. João Goulart foi deposto. E a escolha para o novo presidente foi decidida no Congresso Nacional, transformado em Colégio Eleitoral pelo Ato Institucional Número 1 (AI-1). Humberto Castello Branco, Chefe do Estado-Maior do Exército, recebeu 98% dos votos.

Artur da Costa e Silva (1966)

Indireta, a sucessão de Castello Branco dividiu os militares brasileiros, pois de um lado encontravam-se aqueles que eram oriundos da Escola Superior de Guerra; do outro, seguidores liderados pelo ministro de Guerra, Artur da Costa e Silva, considerado “linha dura”. Costa e Silva foi o único candidato. Ao assumir o comando do Brasil, decretou o Ato Institucional Número 5 (AI-5), que instaurou o regime militar.

Emílio Garrastazu Médici (1969)

Meses antes, Costa e Silva foi afastado do cargo por causa de uma trombose cerebral. Para evitar que o vice, Pedro Aleixo, assumisse a Presidência — uma vez que ele tinha desejos democratas, a Junta Militar instaurou o Ato Institucional Número 12, que determinava que os ministros militares seriam os responsáveis pelo país enquanto o presidente estivesse fora. Augusto Rademaker, ministro da Marinha, Aurélio de Lira Tavares, do Exército, e Márcio de Sousa e Melo, da Aeronáutica, assumiram o poder neste período. Nas eleições, os militares escolheram o general Emílio Garrastazu Médici, com Rademaker de vice. Sem adversários. (Continua…)

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Cris Badu

Editora, analista SEO e responsável pelo conteúdo que escreve. Atenta aos conteúdos mais pesquisados do país.

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