Variedades

Queijos e vinhos: saiba como combinar todos os tipos

Podcast explica como harmonizar e combinar queijos e vinhos com dicas para montar uma tábua perfeita, ou uma cesta de queijos e vinhos para presentear

13/11/2023

Por

Estudante da 5ª fase de Design, curiosa por natureza e apaixonada pelo que faz.

Você sabe como harmonizar e combinar queijos e vinhos? No podcast Que Vinho foi Esse?, com a ajuda das apresentadoras Isabelle Moreira Lima e Patrícia Brentzel, você descobre como conseguir o terceiro sabor e impressionar seus convidados.

Queijos e vinhos: saiba como combinar todos os tipos — Foto: Shutterstock

Além de desvendar tudo sobre os tipos de queijo mais comuns no Brasil e suas combinações, as especialistas também dão dicas para você montar uma tábua de queijos perfeita. Note que as sugestões podem ajudar você que está buscando montar uma cesta de queijos e vinhos para presentear amigos.

Isabelle explica que, geralmente, quando a gente fala de harmonização de queijos, a maior parte vai harmonizar ou casar melhor com vinhos brancos. “Se for uma tábua variada, a gente procura os vinhos mais curingas. Geralmente eles vão ser os brancos. Quando você experimenta um queijo com um vinho branco pela primeira vez, prestando atenção, você vai entender”, exemplifica Isabelle, lembrando das regras de harmonização.

Aprenda a harmonizar queijos e vinhos — Foto: Reprodução/Unsplash

Aprenda a harmonizar queijos e vinhos — Foto: Reprodução/Unsplash

 

🎧 Ouça o episódio completo:

 

Monte uma tábua perfeita:

 

Queijos frescos: minas frescal, feta, ricota, muçarela de búfala
Para harmonizar, as apresentadoras comentam: “Eu pensei em um Pinot Grigio. É bem fácil de beber Pinot Grigio”, sugere Patrícia, em relação à muçarela de búfala. Já para queijos com mais acidez, como o feta, as especialistas indicam um Sauvignon Blanc, ou até mesmo um vinho grego, o Moschofilero, pontuando que esta seria uma harmonização regional.

Queijos amarelos: gouda, maasdam, gruyère, queijos com uma textura macia
“Esses queijos têm acidez, mas também possuem um dulçor”, ressalta Patrícia. “Eu já colocaria um tinto para jogo aqui, como um blend de Bordeaux”, comenta Isabelle.

Queijos cremosos: brie, camembert, ou algum tipo brasileiro de ovelha
“A gente precisa encontrar um vinho que não brigue com a crosta branca e que case com essa cremosidade, estamos falando de brie e camembert”, explica Patrícia. “Para mim, a harmonização perfeita é borbulha: espumantes, porque as borbulhas vão limpar toda a gordurinha deste queijo que vai envolver a sua língua”, indica Isabelle, lembrando que este tipo de queijo deve sempre ser tirado da geladeira antes: “Queijo também tem temperatura ideal, e quando você for montar a sua tábua, lembra de tirar antes da geladeira”.

Queijos tipo azul: gorgonzola, roquefort, stilton“Quando a gente pensa em harmonização é nisso que a gente quer chegar. Neste caso, eu só vou querer falar da harmonização por contraste, que é o salgado do queijo com o doce do vinho. Esses queijos de mofo azul costumam ter o sal mais elevado, eles têm muita acidez e uma cremosidade média, então, a gente vai de Colheita Tardia”, sugere Patrícia, indicando também um vinho licoroso da uva Niágra.

Queijos mais durinhos: parmesão, grana padano, pecorino, canastra
“A gente precisa prestar atenção na textura, que não é cremosa, mas sim uma textura que esfarela na boca, o sal que é mais aparente, e esses queijos têm acidez. A dica é combinar com vinhos que tenham boa acidez, porém taninos macios”, destaca Isabelle, indicando as uvas Côteaux Bourguignon, Bequignol e Sangiovese.

Ao falar do queijo canastra, já eleito o melhor do mundo, Patrícia comenta relembra de uma experiência na qual entendeu este tipo de queijo como um “curinga”, destacando que ele harmonizou bem com todos os tipos de vinho, de tintos como o Pinot Noir, a brancos, laranjas e até vinhos de sobremesa. “Foi muito interessante, talvez com o tinto ele tenha ido um pouco menos, mas tanto o branco, como o laranja e até um de sobremesa funcionaram muito bem”.

Mais dica de harmonização

“Aquela bolinha amorosa frita e dentro a gente tem aquele queijo derretendo. Tem a acidez e a cremosidade daquele queijo que está dentro da bolinha. Então a gente vai para um espumante, ou pode ir para um branco com uma acidez bem relevante, eu até jogaria ali um vinho verde, porque ele tem essa característica em boca que a gente sente como se fosse uma agulhinha, por conta dessa acidez”, indica Patrícia.

 

Fonte: Globo

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