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Jararaca, teiú, corujas e gambás: Fujama registra 12 resgates em um dia em Jaraguá do Sul
O resgate de animais silvestres em Jaraguá do Sul teve um dia fora da rotina na última semana de outubro. A equipe da Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama) atendeu 12 ocorrências em apenas um dia, número considerado atípico pelos próprios biólogos da autarquia.
Entre os animais encontrados estavam uma jararaca, um lagarto teiú, dois filhotes de coruja e uma família de gambás. Segundo a Fujama, o aumento das temperaturas também influencia a movimentação de algumas espécies, principalmente dos répteis.
De filhotes de coruja a uma jararaca dentro de casa
Entre os atendimentos daquele dia, a equipe recolheu dois filhotes de coruja mocho-do-diabo (Asio stygius). Eles estavam em um terreno ao lado de um conjunto residencial.

Os biólogos também atenderam uma ocorrência envolvendo um lagarto teiú (Salvator merianae) e outra com um filhote de jararaca, localizado no depósito de uma residência.

Uma família de gambás também mobilizou a equipe. Os animais foram encontrados em uma escola, onde estavam no playground e dentro de um bueiro.

Durante o atendimento, o biólogo da Fujama Christian Raboch Lempek aproveitou a presença dos alunos para falar sobre educação ambiental e a importância da preservação das espécies.
“Com aumento da temperatura, alguns desses animais ficam mais ativos e saem da toca para buscar alimento em especial os répteis”, explicou.

Quando é necessário pedir o resgate
Segundo Christian Raboch, cerca de 40% do território de Jaraguá do Sul é composto por Mata Atlântica. Por isso, é comum que espécies nativas apareçam próximas ou até dentro de áreas residenciais.
O biólogo destaca, porém, que nem toda presença de um animal silvestre exige a atuação da equipe de resgate.
“Lembrando que a pessoa tem que solicitar o resgate somente se o animal estiver em perigo iminente pra ele ou pra pessoa. Se tiver um gambá em cima de uma árvore ou se tiver um lagarto e um terreno baldio ou algo assim não precisa solicitar resgate. Eles estão no ambiente deles.”
O atendimento deve ser solicitado quando o animal estiver encurralado, sem condições de sair do local ou ferido.
Na dúvida, a orientação é não tentar capturar o animal por conta própria, principalmente quando se tratar de uma serpente.
“Manda uma mensagem para nós da Fujama com uma foto do animal. Assim a gente certificar, por exemplo se é uma dormideira, espécie inofensiva, ou uma jararaca, cobra peçonhenta, para a gente passar certinho as recomendações até a chegada da equipe no local da ocorrência”, orientou Christian.
Gambás aparecem o ano inteiro; répteis aumentam na primavera e no verão
Entre os animais atendidos com maior frequência pela Fujama estão gambás e serpentes.
De acordo com o biólogo, os gambás aparecem em ocorrências praticamente durante todo o ano. Já répteis, como lagartos e cobras, tornam-se mais frequentes durante a primavera e o verão.
Dos animais recolhidos naquele dia, apenas os dois filhotes de coruja não retornariam diretamente à natureza. Segundo a Fujama, eles devem ser encaminhados a um centro de reabilitação.
Os demais animais seriam soltos em áreas de preservação ambiental.
Como pedir o resgate de animais silvestres em Jaraguá do Sul
De segunda a sexta-feira, o resgate de animais silvestres pode ser solicitado à Fujama das 8h às 11h30 e das 13h às 16h30.
O contato é pelo telefone (47) 3409-0290.
Durante a noite, nos finais de semana e feriados, o atendimento deve ser solicitado pelo telefone de emergência 193, dos Bombeiros Voluntários.
Com a chegada dos meses mais quentes, moradores de Jaraguá do Sul podem encontrar répteis e outros animais silvestres com maior frequência. A orientação da Fujama é evitar a captura por conta própria e pedir ajuda quando o animal estiver ferido, encurralado ou representar risco.
Se houver dúvida sobre a espécie, uma foto enviada à equipe pode ajudar na identificação e nas orientações até a chegada dos profissionais.




