Matéria Especial
Alvaril Gomes: a trajetória de um pioneiro negro no empreendedorismo de Jaraguá do Sul
Ele foi indenizado no emprego de mecânico e recebeu mil cruzeiros novos. Dividiu ao meio com o cunhado e abriu uma fábrica de estofados; ali nascia a trajetória de um dos primeiros empresários negros de Jaraguá do Sul.
Resumo da matéria
Nascimento: Corupá, 20 de julho de 1938, filho do ferroviário José Maria Gomes e de Adélia Martins Gomes Empresa: Américo & Gomes Limitada, contrato assinado em 26 de julho de 1967 Capital inicial: mil cruzeiros novos, o valor integral da indenização dele Sócio: o cunhado Alcides Américo, estofador Expo 100: participou da Exposição Industrial de 1976, no centenário da cidade, com certificado da ACIJS Loja: Móveis Gomes, na Venâncio da Silva Porto, 219 Sociedade União: presidente do clube da comunidade negra, cuja sede foi erguida em mutirão Associação de moradores da Vila Lenzi e Nova Brasília: presidente entre 2000 e 2002
No final da década de 1960, quando Alvaril Gomes recebeu mil cruzeiros novos de indenização ao sair do emprego de mecânico, ele decidiu arriscar e apostar no próprio negócio em Jaraguá do Sul. Dividiu, então, o valor em duas partes iguais e, ao lado do cunhado Alcides Américo, abriu uma fábrica de estofados, tornando os dois sócios do novo empreendimento.
O contrato social da Américo & Gomes Limitada foi assinado em 26 de julho de 1967, seis dias depois do aniversário de 29 anos dele. E o capital da firma era exatamente o valor da indenização.
Alvaril já conhecia o ofício da estofaria e foi justamente esse conhecimento que guiou a escolha. A partir dali, começou uma trajetória construída com poucos recursos e muito trabalho.
Na época, Alvaril já tinha quatro filhos e morava em Joinville. A decisão de empreender significava apostar o pouco que tinha, em um momento em que a família ainda vivia com limitações dentro de casa. Não havia geladeira nem chuveiro.
A explicação que dá hoje, aos 88 anos, para ter escolhido esse caminho é resumida em uma frase:
“A minha maneira não era ser funcionário, não era ser empregado, era ser empregador.”
E esse espírito empreendedor se transformou em uma trajetória de mais de 50 anos. Uma história que conta não só o crescimento de um negócio em Jaraguá do Sul, mas também a caminhada de um dos primeiros empresários negros da cidade. O JDV resgata, nesta reportagem, os detalhes dessa jornada.
O menino que viu a cidade prosperar
Nascido em 20 de julho de 1938, na região que hoje corresponde a Corupá, Alvaril Gomes chegou ainda criança a uma Jaraguá do Sul em transformação. Filho do ferroviário José Maria Gomes e de Adélia Martins Gomes, cresceu ao lado da estação ferroviária, em uma casa que pertencia à Rede Ferroviária Federal, onde o pai trabalhava.
Foi dali que Alvaril acompanhou as mudanças da cidade. Ele lembra da Avenida Getúlio Vargas antes do asfalto, dos trabalhadores assentando paralelepípedos um a um e das transformações que acompanhavam o crescimento do município. “Nós vivemos o crescimento da cidade”, resume.

Foi também nessa Jaraguá em expansão que ele iniciou a vida escolar. Alvaril estudou o primário na Escola Abdon Batista, acompanhando uma época em que a cidade ampliava suas estruturas e consolidava novos espaços de convivência e trabalho.
A profissão que abriu caminho para o empreendedorismo
Antes de se tornar empresário, Alvaril construiu sua experiência profissional entre duas áreas. O primeiro ofício veio da estofaria, onde aprendeu a trabalhar em uma fábrica de móveis. O pai, porém, tinha outro plano para o filho e defendia que ele seguisse a área mecânica.
Alvaril deixou a estofaria e passou a trabalhar como mecânico, atuando com estruturas metálicas. A mudança de profissão não apagou o conhecimento que já havia adquirido: anos depois, quando decidiu abrir a própria empresa, foi justamente a experiência com estofados que voltou a fazer parte dos seus planos.
A soma dessas experiências profissionais ajudou a construir a base da empresa que nasceria em 1967. Alvaril trazia o conhecimento do ofício, enquanto Alcides completava a sociedade com a experiência prática da estofaria.
E, com a empresa formada, a parceria entre ele e o sócios ganhou uma divisão clara de responsabilidades. Antes mesmo da rotina de trabalho, a escolha do nome já revelava a relação entre eles: Américo veio primeiro na razão social como uma forma de respeito ao sócio mais velho. “Eu era mais jovem, ele era mais velho”, explica Alvaril.

Como era empreender sendo negro em 1967
A cidade em que ele cresceu e decidiu abriu a própria fábrica estava mudando de escala. Jaraguá do Sul tinha 23.358 habitantes no censo de 1960 e chegaria a 30.246 em 1970.
A rua Venâncio da Silva Porto concentra boa parte dessa história. Foi lá que o pai de Alvaril comprou o terreno que tirou a família da casa após o trabalho na ferrovia, e foi nela que ele montou a fábrica e, depois, a loja, no número 219.
Mas abrir uma empresa naquele período também tinha um significado diferente para Alvaril. Quando perguntado se havia outros empresários negros na cidade naquela época, ele não hesita: era difícil. Havia pessoas trabalhando por conta própria, como pedreiros e carpinteiros, mas montar uma fábrica era outra realidade.
O que abriu portas, na leitura dele, foi o nome do pai. Ferroviário, empregado federal, conhecido na região pelos serviços prestados. A família Gomes tinha trânsito entre as comunidades de origem alemã e italiana da cidade, e isso se converteu em clientela. “Eles não deixavam de não comprar. Compravam.”
Mas o nome do pai não abria todas as portas para ele. Havia espaços da cidade onde essa confiança construída em outros ambientes não era suficiente. E foi justamente nesse cenário que outro capítulo da trajetória de Alvaril começou.

O clube que virou ponto de encontro da comunidade negra
Naquele tempo, as sociedades recreativas de Jaraguá do Sul proibiam a entrada de negros nos salões. Ele lembra de um primo que jogava futebol por uma dessas equipes, mas não podia frequentar os bailes realizados no mesmo local.
Foi nesse contexto que nasceu a Sociedade União. Criado em 1950 por integrantes da comunidade negra local, o clube surgiu como um espaço próprio de convivência, organizado principalmente por homens ligados à ferrovia. O primeiro nome cogitado foi Clube Ferroviário, mas o grupo escolheu União porque era justamente esse o sentimento que buscavam construir entre eles.
>> Leia também: A saga das famílias negras expulsas de Jaraguá do Sul que mudaram a história da cidade em 1907
O pai e os tios de Alvaril participaram da diretoria, assim como Alcides Américo, que anos depois se tornaria seu sócio na fábrica de estofados. Alvaril faz questão de esclarecer que não foi fundador: o clube já existia quando ele passou a participar da entidade.
Apesar de ter nascido em um cenário de exclusão, a Sociedade União não funcionava como um espaço fechado. Segundo Alvaril, pessoas brancas também frequentavam o local, incluindo ferroviários que eram amigos da comunidade. “Era misturável. Não tinha preconceito lá, no União.”, resume.

Domingueiras, carnaval e um time de futebol
Mas a Sociedade União não era apenas um salão de baile. Ao longo dos anos, o espaço virou ponto de encontro da comunidade, com uma programação que reunia diferentes gerações. Havia domingueiras para as crianças, bailes de carnaval para os adultos, churrascadas, concursos, corridas pelo bairro com campeonato, além de um bar próprio e o time União Futebol Clube.
Também havia regras para as grandes noites. Nos bailes, o traje era levado a sério: homens de paletó e mulheres de vestido longo. Quando Alvaril assumiu a presidência, organizou um baile no Salão Cristo Rei com um conjunto vindo de Curitiba, formado por parentes dele. O convite informava que não entraria ninguém sem paletó e gravata, e ele próprio ficou na entrada para garantir a regra. Um rapaz chegou sem a gravata e precisou voltar para buscar.
A movimentação ultrapassava os limites de Jaraguá do Sul. Pessoas de Guaramirim, Corupá e outras cidades da região frequentavam o clube, muitas vezes levadas pelos laços de parentesco e amizade.
E para quem frequentou o espaço naquela épica, a principal lembrança é o sentimento de pertencimento. Nelson Pereira chegou a Jaraguá do Sul aos 17 anos, sem dinheiro e sem conhecer ninguém. Encontrou no Salão União um lugar onde foi acolhido. Mesmo sem condições de pagar, conta que a irmandade permitia sua entrada.
As noites de samba e marchinhas atravessavam a madrugada. Perto dali ficava o barracão de Seu Manequinha, onde Nelson ajudava a consertar instrumentos de samba. Foi também no Salão União, lotado, que a comunidade cultural e os sambistas fizeram uma homenagem ao homem conhecido como Rei do Carnaval de Jaraguá.
O relato de Nelson Pereira reforça a lembrança de Alvaril sobre os espaços sociais da época. Ele também viu amigos serem barrados em outros ambientes da cidade, mas guarda do Salão União uma memória completamente diferente:
“Dentro daquele humilde ambiente de madeira não havia preconceitos, todos eram iguais, e recebidos com dignidade”, afirma Nelson Pereira.
Só que, quando Alvaril assumiu a presidência, o clube estava a poucos meses de não ter mais onde funcionar.

Como eles salvaram o terreno do clube e construíram a sede
A Sociedade União chegou a um momento decisivo da sua história. A sede funcionava em uma sala alugada de João Planinscheck, enquanto o terreno próprio da entidade corria risco de ser perdido: as prestações estavam atrasadas havia quatro ou cinco meses e o proprietário queria desfazer o negócio.
Alvaril era diretor na época e participou da reunião em que o grupo precisaria decidir o futuro do terreno. A solução encontrada foi não abrir mão do espaço. Ele foi escolhido como presidente e assumiu o compromisso de colocar os pagamentos em dia.
Para isso, a comunidade criou uma mobilização. O grupo colocou em prática o chamado Livro Ouro, uma forma de arrecadação em que cada pessoa registrava o valor com que poderia contribuir. Alvaril percorreu a cidade em busca de apoio, e muitos empresários ajudaram financeiramente. Outros passaram a integrar o clube como sócios, contribuindo com mensalidades.
Foi nesse movimento que surgiu uma das contribuições mais marcantes. Ao procurarem o dentista Orlando Bernardino, ouviram que ele não poderia ajudar com dinheiro, mas tinha uma casa de madeira em Barra Velha que poderia ser aproveitada. A solução foi desmontar a estrutura, transportar em um caminhão e remontá-la no terreno do clube.
A nova sede nasceu do trabalho dos próprios associados, que dedicaram sábados e domingos à construção. O espaço ganhou área de dança, bar e salão, tornando-se um ponto de encontro para a comunidade. Em março de 1983, registros da imprensa local já mostravam o Clube de Mães da Vila Lenzi realizando encontros no Salão União.
O espaço criado para que a comunidade negra tivesse um lugar de convivência acabou se tornando também um ponto de encontro do bairro.


A venda para Manaus que ele fechou na Expo 100, no centenário da cidade
A mesma capacidade de articulação que ajudou Alvaril a mobilizar apoio para a Sociedade União também fazia parte da sua trajetória empresarial. A fábrica cresceu, deixou de trabalhar apenas com reformas e passou a produzir estofados para lojistas de outras cidades. As negociações eram feitas pelo próprio Alvaril, que percorria a região em busca de novos clientes. No auge, segundo ele, a empresa chegou a ter 25 funcionários.
Mas o crescimento do negócio também revelou as dificuldades enfrentadas por um empresário negro naquele período. Em uma negociação em Pomerode, o dono de uma loja disse a Alvaril que ele venderia mais se soubesse falar alemão, porque assim teria mais facilidade para conquistar clientes. Para Alvaril, aquela fala refletia o preconceito existente na época.
O mesmo comerciante, porém, também demonstrou outra postura em um momento posterior: convidou a filha mais velha de Alvaril para participar de uma festa de debutantes em Pomerode junto com as demais meninas. Alvaril preferiu não aceitar o convite, por receio de que a filha passasse por alguma situação constrangedora.
O reconhecimento veio em 1976, durante as comemorações do centenário de Jaraguá do Sul. Entre 24 de julho e 1º de agosto, a cidade realizou a Expo 100, Exposição Industrial organizada pela Associação Comercial e Industrial. A Estofamentos Américo e Gomes participou com um estande e recebeu certificado de reconhecimento assinado pelo presidente da atual ACIJS.
>> Leia também: Na época do centenário: como era viver em Jaraguá do Sul em 1976
Foi durante a exposição que surgiu uma das maiores oportunidades comerciais da empresa. Um comprador de Manaus conheceu os móveis no estande, gostou dos produtos e fechou uma carga completa. Parte da mercadoria chegou danificada pela longa distância e precisou retornar para reparos. A empresa fez os consertos, reenviou os móveis e recebeu o pagamento normalmente. “Foi um ótimo freguês”, lembra Alvaril.
O negócio chamou atenção até fora da empresa. Um secretário da Prefeitura procurou Alvaril para cumprimentá-lo pela venda realizada.

A confiança dos clientes que ajudou Alvaril a seguir sozinho
No começo dos anos 1990, em meio às dificuldades econômicas do período do Plano Collor, Alcides Américo decidiu vender sua parte na empresa. Alvaril queria continuar o negócio, mas não tinha o valor necessário para comprar a participação do sócio.
A solução veio justamente da relação construída com os clientes ao longo de mais de duas décadas. Alvaril procurou lojistas que já compravam seus móveis em cidades como Joinville, Blumenau, Pomerode e Rio Negro. A ajuda não veio em dinheiro, mas em pedidos de compra.
Um desses contatos ainda apresentou Alvaril a um lojista de Curitiba, que comprou uma carga inteira à vista. Com as vendas realizadas, ele conseguiu reunir o valor necessário e pagar a parte do cunhado.
A partir dali, Alvaril passou a conduzir sozinho a empresa. Os prédios que hoje permanecem no terreno da Rua Venâncio da Silva Porto foram construídos nessa fase. A empresa manteve a atividade e, por volta de 1991, ampliou a atuação para o varejo, com a Móveis Gomes, que passou a vender móveis e eletrodomésticos e chegou a ter 11 funcionários.

A loja se tornou uma referência no bairro Nova Brasília.
“Lembro que quando eu era pequeno, meu pai me colocava na garupa da bicicleta e eu ia junto com ele lá na Móveis Gomes. Seu Alvaril sempre muito atencioso”, conta o vereador Jair Pedri, morador de longa data da região.
Para Pedri, a trajetória de Alvaril representa uma parte importante da história do bairro. “Hoje, quando olhamos para a história da Vila Lenzi e da Nova Brasília, o Seu Alvaril ocupa um lugar de destaque tanto pela sua atuação social quanto pela sua trajetória de empreendedorismo aqui na nossa cidade.”
A Móveis Gomes encerrou as atividades em dezembro de 2019, 52 anos depois da abertura da empresa.



O empresário que também virou líder comunitário
Depois de mais de três décadas à frente de um negócio no bairro, Alvaril Gomes conhecia de perto os moradores e as principais necessidades da região. Essa relação com a comunidade levou seu nome à presidência da Associação de Moradores da Vila Lenzi e Nova Brasília, cargo que ocupou entre 2000 e 2002, antes da separação das duas entidades.
A associação funcionava com uma diretoria formada por moradores de diferentes áreas, cada um contribuindo com seu conhecimento. As reuniões recebiam representantes do poder público, como secretários municipais e o prefeito, além de profissionais de diferentes setores que colaboravam com as ações da comunidade.
Entre as iniciativas que Alvaril considera mais importantes está um levantamento feito pelos próprios moradores. Segundo ele, a associação realizou um censo do bairro e entregou à Prefeitura um diagnóstico da região, reunindo informações que ajudavam a entender melhor as necessidades locais. Na época, ele também alertava para as mudanças no perfil da Vila Lenzi, que descrevia como uma das características mais agradáveis do bairro.
A influência de Alvaril ultrapassava os limites da associação. Luis Fernando Olegar, que presidiu o Moconevi (Movimento de Consciência Negra do Vale do Itapocu) em uma das gestões da entidade, lembra que procurou Alvaril quando assumiu o cargo para conversar sobre os caminhos do movimento. “Quase que pedi permissão”, conta.

As escolhas que ele faria de novo
Ao olhar para a própria trajetória, Alvaril aponta decisões que tomaria de outra forma. A primeira delas envolve uma oportunidade que deixou passar.
Quando foi comprar o terreno em frente ao seu, o vendedor sugeriu que ele adquirisse a quadra inteira. O pagamento poderia ser feito em parcelas de quinhentos cruzeiros por mês, com tolerância de três meses de atraso sem juros. Alvaril, porém, questionou por que precisaria de tanto espaço. Anos depois, acabou comprando apenas cinco metros para ajustar o lote.
Outro ponto que ele mudaria está ligado à gestão da empresa. Alvaril recebeu a orientação de investir na produção em série, mas optou por continuar trabalhando com peças sob medida.
“Eu gostaria de ter essa ideia que eu tenho hoje na hora do meu empreendimento. Com certeza eu tinha evoluído muito mais.”
Mas, quando fala sobre o que manteria, a resposta muda de direção. Não é sobre a empresa, mas sobre os valores que conduziram sua vida. Alvaril diz que gostaria de ser lembrado por trabalhar corretamente, com honestidade, sem manchar o próprio nome. Conta que pagou as dívidas com sacrifício e que criou, ao lado de Maria Alice Pinheiro Gomes, os oito filhos, todos formados. Hoje é avô e bisavô.
Aos 88 anos, o maior orgulho que aponta não está apenas no negócio que construiu, mas nas marcas deixadas pelo caminho. “Muitas pessoas ainda recordam de minha empresa.”

Como isso impacta sua vida?
Jaraguá do Sul conta a própria formação econômica pelas indústrias que deram nome à cidade, e essa parte está documentada. A trajetória de Alvaril Gomes mostra outra camada acontecendo em paralelo: uma fábrica aberta com dinheiro de indenização em 1967, quando a cidade não chegava a trinta mil habitantes, que empregou 25 pessoas, a participação no centenário da cidade, um clube erguido em mutirão e um censo de bairro entregue à Prefeitura.
Para Ivana Cavalcanti, chefe dos Museus Municipais, ele é “o primeiro negro empresário jaraguaense”.
“Seu Alvaril personifica uma conquista individual que ganha dimensão coletiva, por simbolizar a força de muitos que vieram antes, daqueles que continuam lutando hoje e daqueles que ainda sonham com um futuro mais justo e igualitário.”
É por isso que registrar essa história importa.
Reportagem produzida a partir de entrevistas com Alvaril Gomes, Ivana Cavalcanti, Nelson Pereira, Jair Pedri e Luis Fernando Olegar, além de documentos históricos como o contrato social da Américo & Gomes Limitada (1967), o certificado da Expo 100 (1976), o registro da empresa na Receita Federal, o livro “Morro da África” (2016), de José Bento Rosa da Silva, e a reportagem de Emerson Gonçalves publicada no AN Jaraguá, suplemento do jornal A Notícia, em 27 de fevereiro de 2005. Os dados populacionais citados têm como fonte os censos do IBGE de 1960 e 1970.
>> Nota da redação: Ferramentas de inteligência artificial foram utilizadas como apoio editorial na organização de informações e cruzamento de dados. Porém, a apuração, análise, redação e edição do conteúdo foram realizadas pela equipe jornalística do JDV.
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