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Coluna: A força da plateia

Pressionados por uma plateia constituída maciçamente por militares da ativa e reserva remunerada (estes últimos não contemplados na proposta), por unanimidade os deputados da Assembleia Legislativa aprovaram projeto de lei assinado pelo governador Carlos Moisés (Republicanos), instituindo o novo Plano de Carreira da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar

30/06/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: A força da plateia

Pressionados por uma plateia constituída maciçamente por militares da ativa e reserva remunerada (estes últimos não contemplados na proposta), por unanimidade os deputados da Assembleia Legislativa aprovaram projeto de lei assinado pelo governador Carlos Moisés (Republicanos), instituindo o novo Plano de Carreira da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. Ao mesmo tempo, outro projeto do governador, que previa a contratação temporária de PMs e bombeiros sem concurso público, foi rejeitado. Por não alcançar o mínimo de 21 votos a favor.

Temporários, não!

Alvo de muitas críticas dos parlamentares, o projeto rejeitado criava até 8.446 vagas para policiais militares e 1.726 para bombeiros, entre praças e oficiais, para minimizar a defasagem de efetivos. Sem concurso público. Os temporários, que já atuam nas Forças Armadas do país, serviriam apenas as áreas que não são ligadas às atividades da PM e dos bombeiros diretas com as comunidades nas ruas, principalmente a administrativa, atendimento interno ao público, atendimento telefônico, serviços de saúde, entre outros procedimentos.

Eleições

  • Ex-governador Pinho Moreira (MDB) sugere a indicação do ex-prefeito de Joinville, Udo Döhller (MDB), como vice de Carlos Moisés (Republicanos). Que deu a ele uma diretoria no Banco de Desenvolvimento Regional do Extremo Sul (salário de R$ 65 mil) gerenciado, política e administrativamente, pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.
  • Moreira, com pensão vitalícia de R$ 30 mil (valor atual) como ex-governador, assumiu o governo duas vezes por força das circunstâncias: entre abril de 2006 e janeiro de 2007, como vice de Luiz Henrique da Silveira (MDB) que renunciou para disputar a reeleição. E de fevereiro de 2018 a janeiro de 2019- era o vice de Raimundo Colombo, candidato ao Senado.
  • A metade da pensão (R$ 15 mil/mês), com a morte do titular fica com a viúva. Os ex-governadores Colombo Machado Salles, Jorge Konder Bornhausen, Henrique Hellión Velho de Córdova (viúva), Casildo Maldaner (viúva), Wilson Pedro Kleinübing (viúva), Esperidião Amin, Leonel Arcangelo Pavan, Paulo Afonso Evangelista Vieira e João Raimundo Colombo também recebem. Algo ao redor de R$ 3,7 milhões/ano.
  • Ainda sobre Udo Döhller para vice de Moisés. Udo foi membro do conselho de gestão criado por Antidio Lunelli (MDB) em seu segundo mandato como prefeito de Jaraguá do Sul. E reeleito prefeito em 2016, com um péssimo segundo mandato. Candidato a prefeito pelo MDB em 2020 e apoiado por Udo, o deputado Fernando Krelling foi o terceiro mais votado: fez 49 mil votos, num universo de 400 mil eleitores.
  • Mesmo apoiado pelo União Brasil, Raimundo Colombo (PSD) ainda vai se incomodar. É que o pastor Jessé Pereira (UB), da Assembleia de Deus, também quer ser senador. Gean Loureiro (UB), candidato a governador, diz que seu partido está com Colombo. Porém, há o risco de perder o apoio da igreja. Candidato a governador em 2018 pelo Patriotas, Pereira fez 13.472 votos.
  • Deputado Altair Silva (PP) reclama de Carlos Moisés (Republicanos). Que, segundo ele, trata o MDB a pão de ló e nada oferece ao seu partido. Silva livrou Moisés da cassação do mandato no primeiro pedido de impeachment contra o governador votando “não”. Como recompensa, ganhou o comando da Secretaria da Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural.

Fechados?

Pré-candidato ao Senado, o deputado Celso Maldaner, presidente estadual do MDB, licenciou-se do cargo. Assumiu o ex-deputado federal (sete mandatos) Edinho Bez, que, de pronto, reuniu-se com Carlos Moisés (Republicanos). Nos bastidores emedebistas, a conversa serviu para selar o apoio do MDB (ou da maioria) à reeleição do governador. Bez e Moisés são velhos conhecidos de Tubarão, inclusive há uma antiga relação de amizade entre as duas famílias.

Portas abertas

O chefe do executivo estadual reiterou seu desejo de ter o MDB no seu projeto à reeleição. Durante a conversa, Edinho Bez disse ao governador que muitos emedebistas querem a mesma coisa. O ex-deputado colocou a sede do MDB estadual à disposição de Moisés para novas visitas. E se comprometeu em intensificar o diálogo com as lideranças do partido em busca de consenso e unidade rumo às eleições de outubro.

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