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Coluna: Berger acerta com o PSB

Rejeitado pelo MDB como candidato a governador, o senador será indicado pelo PSB para a disputa majoritária

21/01/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Berger acerta com o PSB

Agora é questão de dias a filiação do senador Dario Berger (MDB) no PSB. Rejeitado pelo MDB como candidato a governador, o senador será indicado pelo PSB para a disputa majoritária. Berger, com o presidente estadual do PSB e ex-deputado federal petista, Claudio Vignatti, esteve em Brasília na quarta-feira (19) para acertar detalhes com dirigentes nacionais do seu futuro partido. Restou ao MDB indicar o prefeito Antidio Lunelli. Ou apoiar Carlos Moisés.

Aliança cria impasse

Ontem (20), o presidente nacional do PSB, Marcelo Siqueira, reuniu-se com a presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, para discutir detalhes sobre o apoio pessebista à candidatura de Lula da Silva (PT). O que provoca uma cisão na chamada Frente de Esquerda catarinense, onde o virtual candidato é o ex-deputado federal e presidente estadual do PT, Décio Lima. Lula ficaria com dois palanques, mas PT e PSB seriam adversários em SC.

ICMS dos combustíveis

Governador Carlos Moisés (sem partido) e todos os outros governadores de estados defendem a prorrogação do congelamento do ICMS sobre combustíveis. Em SC, 25% na gasolina e 12% no diesel. Adotado em 2020 pelo período de 90 dias, o congelamento encerra dia 31 de janeiro. Mas o Comitê Nacional dos Secretários Estaduais de Fazenda decidiu pelo fim do procedimento.

Uma pergunta

Quem é que manda, afinal? Os subordinados ou os chefes deles? Mas, não por acaso, quase todos os governadores são candidatos à reeleição ou a outro cargo majoritário. E, aí, uma constatação: nada como uma eleição majoritária para “sensibilizar” governantes, não é mesmo? Que não pagam absolutamente nada do próprio bolso, nem mesmo o papel higiênico.

O tempo mostra o caminho

Carlos Moisés (sem partido), eleito em 2018 pelo PSL, mantém mistério sobre seu novo destino. Mas é certo que será um partido que resulte em maior tempo na TV e no rádio, com sólida estrutura eleitoral e boa representação no Parlamento. Para saber: do tempo dos programas eleitorais, 90% é dividido proporcionalmente ao número de parlamentares eleitos em 2018 (no país) e 10% entre partidos com candidato próprio. Juntos, hoje MDB e PP somam 13m6s.

Apoio imprescindível

Por isso e pela lógica, um partido menor não deve ser o caminho de Moisés. Seria como cometer um harakiri sem o apoio que tem hoje na Assembleia e no governo. Isso porque MDB e PP, sempre de olho no poleiro mais conveniente, não dariam palanque a uma sigla inexpressiva para se obrigarem, depois a repartir o butim do primeiro escalão com quem entrou na disputa pela janela. Abandonariam o governador a quem hoje dão respaldo irrestrito.

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