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Coluna: Conversas ao pé do ouvido

Antídio Lunelli (MDB) e sua ex-chefe de gabinete, Manuela Wolff (Podemos), pré-candidata a deputada estadual, foram à residência do senador Esperidião Amin (PP), em Florianópolis, na segunda-feira, a convite do anfitrião

18/05/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Conversas ao pé do ouvido

Antídio Lunelli (MDB) e sua ex-chefe de gabinete, Manuela Wolff (Podemos), pré-candidata a deputada estadual, foram à residência do senador Esperidião Amin (PP), em Florianópolis, na segunda-feira (16), a convite do anfitrião. Amin tem dito que o 11 (número do PP) terá candidato a governador, ou seja, ele próprio. Lunelli garante que a adesão ao seu nome está crescendo nas bases do MDB. O que conversaram não foi tornado público, mas uma curta nota informa que devem conversar de novo proximamente. Em tempo: a foto foi divulgada por eles mesmos.

 Capital dos majoritários

Florianópolis concentra o maior número de pré-candidatos a governador. São cinco: Carlos Moisés (Republicanos) à reeleição, Dário Berger (PSB), Gean Loureiro (União Brasil), Esperidião Amin (PP) e Jorge Boeira (PDT). Do “interior”, Antidio Lunelli (MDB) e Décio Lima (PT). Sete ao todo e vaga só para um.

Eleições

  • Mais discursos na Assembleia Legislativa sobre as obras de duplicação da BR-470, de Navegantes a Indaial, que se arrastam desde 2013. Sobre a BR-280, cujos usuários também sofrem desde então, não se ouve um pio sequer. Políticos, empresários, logística, nada!
  • Deputado Ivan Naatz (PL) quer desarquivar inquérito que apurou responsabilidades de Carlos Moisés (Republicanos) na compra dos 200 respiradores para uso em UTIs por pacientes com Covid 19. Nunca foram entregues.  Por eles o Estado pagou R$ 33 milhões adiantados.
  • O dinheiro ninguém sabe, ninguém viu. Mas, esse súbito interesse em ressuscitar o caso em ano eleitoral tem, obviamente, o dedo do senador Jorginho Mello (PL), desafeto de Moisés e candidato a governador. Além de ter levado Naatz, eleito pelo PV em 2018, para o PL.
  • Naatz propôs (e foi o relator) da CPI criada pela Assembleia Legislativa no caso dos respiradores e que culminou com o afastamento temporário de Carlos Moisés, inocentado pelos órgãos que investigaram a compra. Mas ainda sem sentença judicial definitiva.
  • A tal da frente ampla da esquerda, centro-esquerda, frente democrática ou coisa que o valha, tem três pré-candidatos a governador: Dario Berger (PSB), Décio Lima (PT) e Gelson Merisio (Solidariedade). Embora Merisio seja apenas um boneco de ventríloquo de Lima.
  • Isso quer dizer que Berger e Lima não estarão na mesma chapa majoritária. Seriam dois palanques para Lula da Silva (PT), mas rachados na disputa local. O PDT deve ter candidatura própria. Um mero coadjuvante, apenas para que Ciro Gomes tenha motivos para vir a SC.
  • Aliás, no sábado (21) o PT lança oficialmente a candidatura a governador de Décio Lima. Em ato no plenário da Assembleia Legislativa. Lima é compadre de Lula da Silva e, por extensão, o preferido do ex-presidente. Por certo, Berger não vai dar as caras por lá.

Lula casa hoje

Lula da Silva (PT), 76 anos, viúvo de dois casamentos anteriores, casa pela terceira vez hoje (18), desta vez com a socióloga Rosângela da Silva, 56 anos, ex-funcionária da Itaipu Binacional e filiada ao PT desde 1983. Em São Paulo, com uma festa para estrito número de convidados. Lula disse que não haverá viagem em lua de mel porque com Janja (o apelido de Rosângela) “ é uma lua de mel todo dia”. Até o final de maio ele deve vir a Santa Catarina já em campanha visando um terceiro mandato.

E segue o baile

“O governador (Carlos Moisés) é o Silvio Santos de Santa Catarina, ele distribuiu dinheiro”. A alfinetada é do senador Jorginho Mello (PL), ao admitir que o governador será seu principal adversário nas urnas de outubro. Perguntar não ofende: e o que faz, também, o senador e todos os outros parlamentares, sem exceção, com o dinheiro das tais emendas parlamentares que não seja distribui-lo para os municípios em troca de apoio de prefeitos a projetos políticos pessoais?

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