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Coluna: De portas abertas

A Casa d’Agronômica, residência oficial de Carlos Moisés (Republicanos), segue de portas abertas para igrejas de todos os credos nessa corrida visceral pela reeleição

12/05/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: De portas abertas

A Casa d’Agronômica, residência oficial de Carlos Moisés (Republicanos), segue de portas abertas para igrejas de todos os credos nessa corrida visceral pela reeleição. Preferencialmente as evangélicas, onde a opção política de pastores pode alçar ou derrubar um candidato. Dia destes, 60 pastores ligados à Igreja Universal Reino de Deus e liderados pelo deputado Sérgio Motta (Republicanos) esteve com o governador. Que tenta atrair líderes religiosos.

Igrejas cobiçadas

Em SC, igrejas também são alvo de outros candidatos. Gean Loureiro (União Brasil) já tem apoio da Igreja Quadrangular via Jair Miotto, deputado estadual, e o ex-deputado Narcizo Parisotto, pastores da Quadrangular. Jorginho Mello (PL) corre atrás de igrejas apoiadoras de Jair Bolsonaro (PL). O que não se vê são candidatos de direita, centro-direita ou coisa que o valha, pedindo apoio da Igreja Católica. Mas quem lê o discurso recorrente da CNBB sabe o porquê.

Eleições

  • Desde o governo de Dilma Rousseff (PT) o superintendente do DNIT é indicado pelo PL, com origem no extinto PR, até então aliado incondicional dos governos petistas. Ronaldo Carioni, demitido do cargo há poucos dias, foi apadrinhado pelo senador Jorginho Mello (PL), ex-PR. Como o foi o antecessor, Vissilar Preto. E o próximo titular da pasta, cogita-se, também.
  • Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro estão entre os pouquíssimos estados onde o presidente Jair Bolsonaro (PL) subirá em palanques de candidatos a govenador. No caso de SC por conta da candidatura de Jorge Seif a senador pelo arco majoritário de Jorginho Mello.
  • Deputado Kennedy Nunes (PTB) anda “mordido” com o senador Jorginho Mello (PL). Havia um acordo entre os dois para que PL e PTB caminhassem juntos, com Kennedy disputando a eleição para senador. Acordo não cumprido, aliança desfeita.
  • Ivete Appel da Silveira (MDB), viúva de Luiz Henrique da Silveira (MDB) e primeira suplente do Jorginho Mello também estaria na contramão do senador candidato a governador. Mello prometeu, e até agora não cumpriu, tirar licença para que ela assumisse vaga no Senado.
  • É para se ver a falta que faz o grande articulador Luiz Henrique da Silveira. A sua morte, em 10 de maio de 2015, foi o start para uma desarticulação acelerada do MDB e desconstrução de alianças vitoriosas com outros partidos que só ele era capaz de materializar.
  • O MDB, hoje, é um partido que, embora ainda seja o maior de SC, é pequeno no pensar coletivo. Verdadeira guerra de egos. Assim, ou a maioria abraça de vez a candidatura de Antidio Lunelli, ou o MDB será protagonista, outra vez, de mais um grande fiasco nas urnas.
  • Se parte do MDB já bateu o martelo pela candidatura de Antidio Lunelli e com o PSD atrelado à reeleição de Carlos Moisés (Republicanos), no PP, PSDB, PT, PSB e PDT, tudo ainda é muito nebuloso quanto a possíveis candidatos a governador.

Recorde de títulos

Em meio a forte polarização política na disputa presidencial entre Jair Bolsonaro (PL) e Lula da Silva (PT), a Justiça Eleitoral captou um aumento recorde na emissão de títulos para jovens entre 15 e 18 anos. De janeiro a março, o Brasil ganhou 1.144.481 novos eleitores nessa faixa etária contra 854.838 novos títulos em 2014 e 877.082 em 2018.

Voto obrigatório

No Brasil o voto e o alistamento eleitoral são obrigatórios para todo cidadão, nato ou naturalizado, alfabetizado, com idade entre 18 e 70 anos. E são facultativos para analfabetos, maiores de 70 anos e jovens com 16 e 17 anos. A obrigatoriedade do voto vem de 1932, com aprovação do Código Eleitoral. E mantida no artigo 14 da Constituição Federal promulgada em 1988.

Voto facultativo

No Senado, mais de 20 propostas de emenda à Constituição já foram apresentadas para tornar o voto facultativo. Duas delas seguem em tramitação. Uma é do senador Reguffe (União Brasil/DF) e outra do senador Álvaro Dias (Podemos/PR). Para ambos, isso valorizaria o voto, obrigando os políticos a uma contínua prestação e contas dos mandatos.

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