Colunistas | 27/04/2022 | Atualizado em: 27/04/22 ás 07:33

Coluna: Empresários e políticos

Dois empresários de sucesso juntam influências político partidárias para tentar viabilizar uma chapa majoritária consistente para um MDB rachado

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Coluna: Empresários e políticos

Dois empresários de sucesso juntam influências político partidárias para tentar viabilizar uma chapa majoritária consistente para um MDB rachado. Udo Döhler, ex-prefeito de Joinville, entra no conselho político da pré-candidatura de Lunelli, até agora escorada pelos deputados federais Carlos Chiodini (MDB) e Celso Maldaner (MDB) em andanças pelo estado afora. Amigos de longa data, ambos defendem que iniciativas do poder público precisam ser embasadas na eficiência, controle e resultados obtidos pela iniciativa privada.

Diálogo e plano de governo

O papel de Udo será o de estabelecer uma ponte de diálogo com o setor produtivo, por exemplo. E, também, de ajudar a montar um plano de governo que será levado aos eleitores se o MDB decidir, na convenção do partido marcada para dia 5 de agosto no plenário da Assembleia Legislativa, lançar candidato próprio. O MDB, com seus 96 prefeitos, 822 vereadores, 9 deputados estaduais e outros três federais eleitos em 2020, precisa mostrar que (ainda) é um partido grande. Ou vira pó.

Eleições

  • Do senador Jorginho Mello (PL): “Nossos pescadores estão perdendo renda e o setor náutico deixando de movimentar a economia, gerando emprego e desenvolvimento. O desassoreamento de canais em Santa Catarina é urgente! Eu e o Jorge Seif vamos enfrentar esse desafio”.
  • Jorge Seif, empresário da pesca em Itajaí, até poucos dias era titular da pasta, afastou-se para disputar o Senado na chapa de Jorginho Melo. Estava lá desde o início do governo Bolsonaro e, agora, promete essas obras se eleito? Me enganem, eu gosto!
  • Cerca de 6.500 prefeitos, vices, secretários municipais e vereadores de todo o Brasil estão em Brasília. Na pauta de reuniões da comitiva catarinense está um encontro com deputados federais e senadores do nosso Estado. Mais ação e mais dinheiro federal para obras.
  • A Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2023 prevê receita (e despesas) de R$ 43,4 bilhões. Quase R$ 10 bilhões que 2022. A conta inclui repasses à Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas do Estado e Universidade de Santa Catarina.
  • Também está incluído na LDO as emendas parlamentares dos 40 deputados estaduais para a política de varejo com prefeituras e outras instituições em troca de apoio político. Com obrigatórios 25% para a saúde (atualmente 10%), 25% para a educação (atualmente 20%) e 50% para outras áreas.
  • Comparado a 2021, a folha de salários do governo do Estado com servidores comissionados (não concursados e efetivos em cargos de confiança), desde janeiro último oscila entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões, em média. Dos R$ 17 milhões/mês do ano passado, a conta saltou para R$ 22 milhões em março.
  • Isso tudo motivado por gratificações concedidas a funcionários efetivos que ocupam cargos comissionados. E tudo devidamente aprovado pela Assembleia Legislativa em dezembro de 2021, no pacote de bondades do governador Carlos Moisés (Republicanos).

Carlos Moisés responde

“Quando você estiver para baixo, achando que todas as suas decisões prejudicam o seu futuro, lembre-se do empréstimo de R$ 3 bilhões que o governo de SC pegou em 2013, já pagou R$ 1,5 bilhão (quase tudo de juros e encargos) e ainda deve praticamente os mesmos R$ 3 bilhões”. Do governador Carlos Moisés (Republicanos) sobre o Fundo de Apoio aos Municípios implantado no governo de Raimundo Colombo (PSD).

Prestação de contas

Colombo rotulou de “nojenta” a política de convênios estabelecida pelo Plano 1000.

A resposta de Moisés está refletida na prestação de contas de 2021 entregue ao Tribunal de Contas do Estado. O governador acrescenta que “no governo passado” o caminho mais cômodo eram os empréstimos e que ações como o enxugamento da máquina pública e combate à corrupção “estavam fora de cogitação”.

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Celso Machado

Nascido em Blumenau, 72 anos, 57 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

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