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Coluna: Estado faz primeiro repasse

Os R$ 50 milhões (descontados R$ 5 milhões para supervisão e gestão ambiental) destinados pelo governo do Estado à duplicação da BR-280

19/12/2021

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Estado faz primeiro repasse

Divulgação

Para uso exclusivo no Lote 1, de São Francisco do Sul à BR-101, os R$ 50 milhões (descontados R$ 5 milhões para supervisão e gestão ambiental) destinados pelo governo do Estado à duplicação da BR-280 começam a sair do papel, mesmo que em quantia irrisória: R$ 1,85 milhão já está na conta da construtora contratada para as obras.

No trajeto, com 28 viadutos e 36 quilômetros, quase nada foi feito até agora. O principal problema está no novo traçado de contorno a São Chico. São 600 áreas mapeadas para desapropriação, a um custo total de R$ 183 milhões, mas nenhuma delas concluída. Neste ritmo, a duplicação se arrastará por mais uns oito anos.

Atestados controlados

Por nove votos a seis, a Câmara de Içara (ao lado de Criciúma) aprovou projeto de lei da prefeita Dalvânia Cardoso (PP) pondo fim ao descontrole de atestados médicos concedidos a servidores municipais.

Agora, quem ultrapassar o limite de 20 por ano terá desconto de 20% do salário. Pela regra atual não há limite, com salário pago integralmente. Na Prefeitura de Jaraguá do Sul não é diferente, diga-se.

Obras estruturantes

Em Jaraguá do Sul o prefeito Antidio Lunelli (MDB) investirá os R$ 184 milhões que serão repassados pelo Estado via Plano 1000 (R$ 1 mil por habitante) na construção de pontes, abertura de ruas e revitalização de vias, uma delas o trecho da chamada Serrinha, que dá acesso a Santa Luzia. E na solução de grandes ‘gargalos’ que o trânsito urbano apresenta hoje.

Alckmin vice de Lula?

Geraldo Alckmin, tido como uma reserva moral e ética da política brasileira, deixou o PSDB. Para, segundo setores especializados do jornalismo brasileiro, ser candidato a vice-presidente da República em 2022 na chapa de Lula da Silva (PT).

Ou candidato a governador de SP pelo oportunista PSD. Desde a eleição presidencial de 2018, quando teve péssima performance nas urnas (5 milhões de votos), Alckmin virou um estranho no ninho tucano. Na verdade, foi apunhalado pelas costas duas vezes por João Dória, o seu “judas iscariotes”.

O Criador e a Criatura

Em 2016, contra a maioria do diretório paulista do PSDB insistiu na candidatura do então ilustre desconhecido João Dória, primeiro candidato a prefeito na história da Capital eleito em primeiro turno.

Nem completou dois anos de mandato e Dória, apoiado pelo diretório que domina, atropelou a candidatura do padrinho a governador, se elegeu e deu nova rasteira em Alckmin nas recentes prévias do PSDB. Que o indicaram como candidato a presidente em 2022. Mas chama atenção essa impensada aproximação com o PT.

PSD articula filiação

Adversário de Alckmin na disputa pela prefeitura de São Paulo em 2008, quando recebeu apoio velado dos tucanos, o ex-ministro de Dilma Rousseff (PT) e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que venceu aquela eleição, é o principal articulador político da transferência de Alckmin, ao lado de lideranças do PSB.

Os dois atuam nos bastidores para atrair partidos médios e pequenos ao palanque de Alckmin, como Podemos, Avante, PMB, PV e Solidariedade.

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