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Coluna: Felicidade e política
Promover mudanças depende dos protagonistas da vez. Votar e não se omitir, também, mesmo sem contarmos com um "Ministério da Felicidade" ao estilo butanês.
Você sabia que no Extremo Sul da Ásia existe um pequeno país conhecido como “Terra do Dragão”, onde há o Ministério da Felicidade, que planeja o bem-estar de todos? Acredite, esse país existe mesmo, se chama Butão e é apontado como uma das 10 nações mais felizes do mundo! O FIB (Felicidade Interna Bruta) supera de longe o modesto PIB (Produto Interno Bruto) naquele exótico país, localizado no Leste dos Himalaias. As atribuições do Ministério da Felicidade são: promover o desenvolvimento econômico sustentável, conservação do meio ambiente e preservar as tradições culturais. O resultado se traduz em baixos índices de violência, ausência de mendigos e zero fome.
Evidentemente estamos falando de um país longínquo, em que o regime é monarquia constitucional, mas com certeza há lições de bem governar que não podem ser ignoradas e deveriam servir de modelo em muitos aspectos. Mesmo em um regime democrático.
Estamos em ano eleitoral no Brasil, com a movimentação dos partidos e definição de candidaturas, em um cenário volátil, com muitas interrogações e pouquíssimas respostas. A única certeza, em nível nacional, é que lamentavelmente mais uma vez teremos um pleito marcado pela polarização, discursos de ódio nas redes sociais e fake news, para desencanto de grande parte do eleitorado. Até aí, nenhuma novidade… Mais do que nunca, é preciso utilizar o poder do voto com bom senso.
Nas últimas décadas, oportunidades distintas em relação à política me permitiram um olhar crítico em três frentes – na cobertura jornalística, como assessora de políticos nos bastidores, como candidata e, por último, ao ocupar cargo comissionado. Atuar em cada uma dessas frentes, hoje sem nenhum vínculo partidário, me ampliou a visão sobre o poder de transformação que o fazer político pode ter, ou não.
Para começar, promover iniciativas e executar ações depende de quem são os protagonistas da vez. É preciso empenho e engajamento para romper os círculos da corrupção, que comprometem os investimentos em saúde, educação, cultura e infraestrutura, entre outros.
Erradicar a corrupção seria uma utopia, mas sem dúvida existem caminhos para melhorar consideravelmente a vida das pessoas. Votar e vigiar, não se omitir como cidadão, pode contribuir. É o que se espera de nós, brasileiros, que não perdemos a esperança, mesmo sem a possibilidade de contarmos com um “Ministério da Felicidade” ao estilo butanês…
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Sônia Pillon
Sônia Pillon é jornalista e escritora, formada em Jornalismo pela PUC-RS e pós-graduada em Produção de Texto e Gramática pela Univille. Integra a AJEB Santa Catarina. Fundadora da ALBSC Jaraguá do Sul.