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Coluna: Felicidade e política

Promover mudanças depende dos protagonistas da vez. Votar e não se omitir, também, mesmo sem contarmos com um “Ministério da Felicidade” ao estilo butanês.

26/06/2022

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Sônia Pillon é jornalista e escritora, formada em Jornalismo pela PUC-RS e pós-graduada em Produção de Texto e Gramática pela Univille. É Presidente de Honra da ALBSC Jaraguá do Sul.

Coluna: Felicidade e política

Você sabia que no Extremo Sul da Ásia existe um pequeno país conhecido como “Terra do Dragão”, onde há o Ministério da Felicidade, que planeja o bem-estar de todos? Acredite, esse país existe mesmo, se chama Butão e é apontado como uma das 10 nações mais felizes do mundo! O FIB (Felicidade Interna Bruta) supera de longe o modesto PIB (Produto Interno Bruto) naquele exótico país, localizado no Leste dos Himalaias. As atribuições do Ministério da Felicidade são: promover o desenvolvimento econômico sustentável, conservação do meio ambiente e preservar as tradições culturais. O resultado se traduz em baixos índices de violência, ausência de mendigos e zero fome.

Evidentemente estamos falando de um país longínquo, em que o regime é monarquia constitucional, mas com certeza há lições de bem governar que não podem ser ignoradas e deveriam servir de modelo em muitos aspectos. Mesmo em um regime democrático.

Estamos em ano eleitoral no Brasil, com a movimentação dos partidos e definição de candidaturas, em um cenário volátil, com muitas interrogações e pouquíssimas respostas. A única certeza, em nível nacional, é que lamentavelmente mais uma vez teremos um pleito marcado pela polarização, discursos de ódio nas redes sociais e fake news, para desencanto de grande parte do eleitorado. Até aí, nenhuma novidade… Mais do que nunca, é preciso utilizar o poder do voto com bom senso.

Nas últimas décadas, oportunidades distintas em relação à política me permitiram um olhar crítico em três frentes – na cobertura jornalística, como assessora de políticos nos bastidores, como candidata e, por último, ao ocupar cargo comissionado. Atuar em cada uma dessas frentes, hoje sem nenhum vínculo partidário, me ampliou a visão sobre o poder de transformação que o fazer político pode ter, ou não.

Para começar, promover iniciativas e executar ações depende de quem são os protagonistas da vez. É preciso empenho e engajamento para romper os círculos da corrupção, que comprometem os investimentos em saúde, educação, cultura e infraestrutura, entre outros.

Erradicar a corrupção seria uma utopia, mas sem dúvida existem caminhos para melhorar consideravelmente a vida das pessoas. Votar e vigiar, não se omitir como cidadão, pode contribuir. É o que se espera de nós, brasileiros, que não perdemos a esperança, mesmo sem a possibilidade de contarmos com  um “Ministério da Felicidade” ao estilo butanês…

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