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Coluna: Fim de festa!
Por um mísero voto, o plenário da Assembleia Legislativa derrubou projeto de lei do governador Carlos Moisés (sem partido).
Por um mísero voto, o plenário da Assembleia Legislativa derrubou projeto de lei do governador Carlos Moisés (sem partido) concedendo aposentadoria especial complementar para deputados e servidores comissionados efetivos, incluindo o Judiciário e Ministério Público.

Porém, privilegiando apenas os que ganham acima de R$ 6.400,00, o teto máximo pago pelo INSS. São cerca de 11 mil servidores efetivados a partir de 2004. Foram 20 votos a favor (eram precisos 21) e 14 contrários.
Além de cinco deputados ausentes de Florianópolis: Ivan Naatz (PL), Jair Miotto (PSC), Mauricio Eskudlark (PL), Romildo Titon (MDB) e Sergio Motta (PRB). Mauro de Nadal (MDB), tentou votar (a favor) mas foi barrado porque, sendo o presidente da AL só vota em caso de empate.
Votaram a favor
Vicente Caropreso (PSDB), Ada de Luca (MDB), Coronel Mocelin (PSL), Dirce Haiderscheidt (MDB), Fernando Krelling (MDB), Ismael dos Santos (PSD), Jerry Comper (MDB), José Milton Scheffer (PP), Júlio Garcia (PSD), Marcos Vieira (PSDB), Marlene Fengler (PSD), Milton Hobus (PSD), Moacir Sopelsa, Nazareno Martins (PSB), Nilso Berlanda (PL), Paulinha, Rodrigo Minotto (PDT), Silvio Dreveck (PP), Valdir Cobalchini (MDB) e Volnei Weber (MDB).
Conteúdos em alta
Votaram contra
Apenas os partidos de oposição- os demais estão todos atrelados ao governo de Carlos Moisés- votaram contra a proposta: Adrianinho (PT), Ana Campagnolo (PSL), Bruno Souza (Novo), Fabiano da Luz (PT), Felipe Estevão (PSL), Jesse Lopes (PSL), João Amin (PP), Kennedy Nunes (PTB), Laercio Schuster (PSB), Luciane Carminatti (PT), Marcius Machado (PL), Ricardo Alba (PSL), Sargento Lima (PL).
Dinheiro garantido
Em 2022, ano eleitoral, cada um dos 40 deputados estaduais terá assegurado no orçamento do Estado cerca de R$ 8,2 milhões para o “toma lá, dá cá” com prefeitos que, em troca, serão seus cabos eleitorais.
Os recursos públicos originados em impostos e taxas de todo tipo virão das chamadas emendas impositivas, criadas pelos deputados no governo de Raimundo Colombo (PSD). Governador que não paga as emendas pode até ser cassado.
Pedidos bizarros
Vereador Ivo Mariano (MDB/Garuva) fez um discurso de desabafo em reunião da Câmara local, sobre o assédio que sofre (ele e outros vereadores) de munícipes que pedem coisas absurdas, bizarras até.
Citou o caso de um homem de 84 anos, viúvo, querendo uma vagina de borracha. E de uma mulher desesperada, pedindo ajuda para quitar o cartão de credito senão o marido pediria o divórcio. ”Então é isso, vai dar separação”, respondeu o vereador.

Entre o PP e PL
“A escolha é igual a casamento. Às vezes, até escolhendo a gente tem problemas. Imagina se fizer de atropelo”. Do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) admitindo estar “atrasado” e ainda indeciso sobre se vai para o PP, sempre atrelado ao governo aos governos de Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT) ou para o PL presidido pelo ex-deputado Valdemar da Costa Neto.
Que em 2013 foi condenado no caso do mensalão, renunciando para não ser cassado. Antes, em 2002, Costa Neto costurou a aliança do PL com o PT na eleição de Lula da Silva (PT).
Esperando por Bolsonaro
A filiação do presidente em qualquer um destes partidos impactaria de forma decisiva nas pretensões de dois pré-candidatos: Esperidião Amin (PP)- que só disputa a eleição majoritária com Bolsonaro no Progressista- e Jorginho Mello (PL), que além de ser vice-líder do governo no Senado, é defensor ferrenho e amigo pessoal do presidente.
“Me dou muito bem com os dois partidos”, disse Bolsonaro. Provocando mais arritmia cardíaca entre os aliados catarinenses, porque o ‘vai não vai’ também prejudica a definição de candidatos a deputado pelo PP e PL.
Celso Machado
Nascido em Blumenau, 72 anos, 57 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)