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Coluna: Lunelli tem pressa

“ Hoje nossa bancada dá sustentabilidade ao governo e nós estamos participando (da disputa interna no MDB) como protagonistas.”

29/09/2021

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Lunelli tem pressa

Divulgação

Lunelli tem pressa

Do prefeito Antidio Lunelli em entrevista aos jornalistas Upiara Boschi e Adelor Lessa, da Rádio Som Maior: “ Hoje nossa bancada dá sustentabilidade ao governo e nós estamos participando (da disputa interna no MDB) como protagonistas. Não gostaríamos que o MDB, com a possível candidatura de Carlos Moisés, acabe indo de vice. Os deputados participam do governo e estão levando recursos para suas regiões. Eles querem decidir isso dia 15 de fevereiro, mas queremos um consenso para definir nosso candidato e começar a trabalhar. Caso contrário não teremos tempo hábil”.

O MDB ferve

Duas informações, ontem (28), sobre a majoritária de 2022: chapa pura encabeçada pelo prefeito Antidio Lunelli, com o deputado Celso Maldaner de vice e o senador Dario Berger à reeleição; e sobre acordo para pesquisa interna ainda em 2021, sem a eleição prévia marcada para 15 de novembro.

Proposta rejeitada pela bancada dos nove deputados estaduais, exceto por decisão do diretório estadual. Os três governadores já eleitos pelo MDB disputaram em chapa pura: Pedro Ivo Campos (Casildo Maldaner), Paulo Afonso Vieira (José Augusto Hülse) e Luiz Henrique da Silveira (Pinho Moreira/primeiro mandato). Dois vices do Sul e um do Oeste.

“Bandeiras do Gean”

Na mesma entrevista Lunelli admitiu a possibilidade de chapa pura, equacionando os três pré-candidatos nas vagas de governador, vice e senador. Mas, ressaltou que conversa com outras lideranças, como o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (Democratas), e o ex-deputado federal, Paulo Bornhausen (Podemos), de oposição a Carlos Moisés. Nos damos bem com todos, mas as bandeiras do Gean Loureiro também fecham bastante comigo porque dentro do MDB o meu posicionamento é sempre de centro-direita. O MDB é um partido mais de centro”.

Ver para crer

Deputada Ângela Amin (PP), que preside a Frente Parlamentar Catarinense – o cargo é ocupado em forma de rodízio por escolha dos 16 deputados federais e três senadores – disse que a bancada federal poderá rebelar-se contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Pelos minguados investimentos previstos para 2022 em SC. Finalmente, a amorfa representação catarinense no Congresso vai se posicionar.

Vai mesmo?

Além de defesa intransigente de verbas para as obras de duplicação da BR-470 entre Navegantes e Indaial (por coincidência a terra natal da deputada), pela sua extraordinária importância econômica, nunca houve por parte da atual bancada federal uma postura coletiva em defesa de outras grandes obras rodoviárias. A duplicação da BR-280 também se arrasta há dez anos, mas nem por isso tem merecido maiores preocupações.

PP com Berger?

“O senador Dario Berger se consolidou como liderança política de Santa Catarina”. A frase é da deputada federal Ângela Amin (PP), em entrevista à Rádio CBN e sugere especulações sobre a eleição majoritária de 2022. O PP poderá apoiar Berger se o MDB o indicar como candidato a governador? Em tempo: Berger, o grande adversário do prefeito Antidio Lunelli (MDB), apoiou a deputada na eleição para prefeito de Florianópolis em 2020 (lá o senador foi prefeito por duas vezes e ela também). Uma acachapante derrota: 17.515 votos (quarto lugar) contra 126.144 dados ao reeleito Gean Loureiro (DEM).

Moro avalia candidatura

Sérgio Moro, ex-ministro da Justiça e residindo nos Estados Unidos, discute com o comando nacional do Podemos a viabilidade de uma candidatura presidencial. Aliás, um assunto largamente especulado quando fazia parte do governo de Jair Bolsonaro por conta de sua atuação como juiz federal na Operação Lava Jato. Se a candidatura for confirmada em reunião marcada para sexta-feira (30), o Podemos de SC terá de lançar candidato a governador para dar palanque a Moro. Se não, o partido que tem o ex-deputado Paulinho Bornhausen como presidente de honra, pode apoiar o candidato do MDB. Seguindo a regra do oportunismo.

 

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