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Coluna: Pela apuração nos estados
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina, desembargador Fernando Carioni, manifestou apoio irrestrito à proposta em projeto de lei da deputada federal Caroline de Toni (PSL), assegurando que na apuração das eleições os tribunais regionais não sejam esvaziados em suas competências
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina, desembargador Fernando Carioni, manifestou apoio irrestrito à proposta em projeto de lei da deputada federal Caroline de Toni (PSL), assegurando que na apuração das eleições os tribunais regionais não sejam esvaziados em suas competências, como ocorreu em 2020. À época, com a divulgação concentrada no Tribunal Superior Eleitoral, houve grandes atrasos e dúvidas sobre os resultados finais. Ao contrário de anos anteriores, sem atrasos e quase sem questionamentos.

Abraço de tamanduá
Declaração recente do deputado federal Darci de Mattos (PSD/Joinville), rasgando elogios ao governador Carlos Moisés (sem partido), deixou ainda mais ácidos alguns líderes do partido que fazem do governador o alvo preferido de suas críticas. Entre eles o ex-governador Raimundo Colombo que, mesmo longe de um consenso no partido, tenta disputar a eleição para governador pela terceira vez. Colombo tem feito de Moisés seu alvo preferido. Mas há tempos o PSD está no governo, chefiando a Casa Civil e ocupando vários outros cargos.
Ciranda, cirandinha…
Presidente do PT e pré-candidato a governador, o ex-deputado Décio Lima admite: com o senador Dario Berger concorrendo ao governo do Estado pelo MDB, seria possível uma coligação com partidos de esquerda. O fato de Berger ter votado pela cassação de Dilma Rousseff em 2016 é página virada para o PT. Que, aliás e incluindo Lula da Silva, quer distância dela e de quem a serviu no governo. Pequenas coisas a ser esquecidas, segundo Lima.
Conteúdos em alta
Resistência ao PSB
Mas isso não seria possível se o senador Dario Berger se filiar ao PSB, como se prevê. Porque aí teria resistências na pretendida frente das esquerdas catarinenses. Mas nada para se estranhar. Em 2018 e sem qualquer constrangimento, cinco partidos de esquerda se alinharam ao ex-deputado Gelson Merisio (PSD), que se declarou bolsonarista no segundo turno. Na guerra pelo poder, os partidos e os políticos são almas gêmeas.
Contra as máscaras
Sem agenda e olimpicamente ignorada pelo governador Carlos Moisés (sem partido) a vice-governadora Daniela Reinher (PL) anda pelo Estado todo em campanha aberta para deputada federal. Na condição de ilustre desconhecida dos eleitores, está defendendo o fim do uso de máscaras contra a Covid 19 e suas variantes pelos alunos, sejam crianças ou adolescentes. Porque, diz, há registros de queda de casos graves, com a vacinação atingindo metas da Saúde.
E segue o baile
Presidente do MDB estadual, deputado Celso Maldaner, convocou reunião para dia 7, em Florianópolis, com os deputados federais, estaduais e o pré-candidato a governador, Antidio Lunelli. Com agenda fechada: o planejamento da campanha majoritária e composição da chapa proporcional (deputados). Gerando novos protestos do grupo que se alinha ao governador Carlos Moisés (sem partido) e os que (ainda) acreditam que Dario Berger vá se inscrever para a convenção estadual que homologará, de fato, o cabeça de chapa. A bancada de deputados estaduais quer, também, que Lunelli apresente um planejamento de campanha e possíveis coligações para a chapa majoritária. “Chapa pura é suicídio”, vaticina o presidente da Assembleia Legislativa, Moacir Sopelsa, do alto de seus seis mandatos consecutivos.

Celso Machado
Nascido em Blumenau, 72 anos, 57 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)