Colunistas | 24/11/2022 | Atualizado em: 24/11/22 ás 22:19

Coluna: Política & Políticos – Equipe de Transição

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Coluna: Política & Políticos – Equipe de Transição

Novas despesas, não!

A duplicação de 15 km da SC-108, entre Guaramirim e Massaranduba, licitada pelo Estado, com construtora esperando a ordem de serviço, não deve sair do papel tão cedo. Outra obra com edital ainda não lançado é a duplicação de 12 km da rodovia Dona Francisca, em Joinville. É que a equipe de transição de governo de Jorginho Mello (PL), à frente o ex-prefeito de Luzerna, Moises Diersmann, mandou ofício para Carlos Moisés (Republicanos) alertando sobre licitações que criem despesas para o ano seguinte. Alegam ser preciso respeitar prazo de 120 dias a contar de setembro.

Promessa de campanha

É o que diz o artigo 147 da Constituição Estadual. A Lei de Responsabilidade Fiscal, vigente desde 1990 e que Lula da Silva (PT) quer revogar, também. Mas o alerta tem um claro viés político. Jorginho, que na campanha se autoproclamou como o “senador da saúde”, prometeu construir hospitais regionais- o Estado já tem quatro, em Araranguá, São José, Joinville e Chapecó, todos longe de servirem como referência-, para acabar com a maratona de doentes em busca de atendimento especializado na Capital ou em regiões mais bem servidas.

Custo de R$ 5 bilhões!

Orçado em US$ 1 bilhão (mais de R$ 5 bilhões hoje), com empréstimo do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Moisés lançou licitação internacional para construção de complexo hospitalar no Bairro Agronômica (parte continental da Ilha) juntando quatro hospitais já existentes em um prédio só. A concorrência se encerra em 9 de dezembro e as propostas serão abertas em 16 do mesmo mês. O ex-governador Luiz Henrique da Silveira (MDB) também prometeu acabar com a “ambulâncioterapia”. Ficou no discurso.

CURTAS

*Deputado Marcel Van Hattem (Novo/RS) propôs a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a violação de direitos e garantias fundamentais e também a prática de atos sem o devido processo legal por parte do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral.

*Cita o bloqueio de contas bancárias, a busca e apreensão na residência de empresários e a censura a redes sociais e veículos de imprensa como alguns dos procedimentos ilegais. Exceto Pedro Uczai (PT), os outros 15 deputados federais catarinenses assinaram a proposta. A CPI precisa de 171 assinaturas. Até quarta-feira (23) já tinha 127.

* A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa aprovou projeto de lei da deputada Ana Campagnolo (PL), que proíbe o “vilipêndio (desrespeito) de dogmas e crenças relativas à religião cristã, praticadas sob a forma de sátira, ridicularização e menosprezo”.

*Na prática a proposta veda a liberação de verbas públicas para contratar ou financiar eventos como desfiles carnavalescos, espetáculos, passeatas e marchas de ONGs e de entidades como associações, agremiações, partidos e fundações, que pratiquem a intolerância religiosa.

*De Jorginho Mello (PL), governador eleito: “Serei o governador da educação e do emprego. “Vamos trabalhar firmes para realizar o sonho da faculdade e permitir que o catarinense possa se qualificar e melhorar de vida, com um emprego melhor e mais renda”.

*Autora de moção de aplauso ao presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, pela condução do processo eleitoral, a vereadora Giovanna Mondardo (PCdoB/Criciúma) provocou muita raiva entre os colegas mais conservadores.

*Houve, até, quem propusesse o impeachment da vereadora por falta de decoro parlamentar. Agora, Giovanna acaba de ser anunciada para o conselho consultivo do grupo técnico da Juventude na equipe de transição do governo de Lula da Silva (PT).

Contratempo na Igreja

A presença do padre Fabian Marcelo Capistrano entre manifestantes acampados há quase um mês em frente ao quartel do 23º Batalhão de Infantaria Motorizada, em Blumenau, provocou reações da cúpula da Diocese local. “O Padre Fabian levou o Santíssimo Sacramento para uma manifestação política e deu a bênção. Isso é grave e inconveniente. Somente em alguns momentos religiosos é permitido tal rito”, diz nota do bispo Dom Rafael Biernaski.

Perguntar não ofende

Dom Angélico Sândalo Bernardino, ex-bispo diocesano de Blumenau (2000/2009) rezou missa, com comunhão e tudo o mais, em ato político de despedida de Lula da Silva horas antes do petista ser preso pela Lava Jato. Naquele dia, o bispo, que batizou a primeira bisneta de Lula, falou em “golpe”, pedindo para ele cuidar da saúde na prisão, para depois que fosse colocado em liberdade. Em frente ao altar havia muitas faixas, uma delas defendendo o aborto, como prega Lula. Quer dizer, então, que aquilo foi “um momento religioso” onde isso é permitido?

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Cris Badu

Editora, analista SEO e responsável pelo conteúdo que escreve. Atenta aos conteúdos mais pesquisados do país.

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