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Coluna: Política & Políticos – Um ministro civil
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Lula da Silva (PT) atropelou o grupo temático da PEC da transição de governo e convidou para o ministério da Defesa um civil, o ex-deputado federal e ex-ministro do Tribunal de Contas da União, José Múcio Monteiro, 74 anos. Monteiro foi ministro das Relações Internacionais (2007 e 2009) no governo de Lula. Não é novidade. Entre 2004 e 2006 o então vice-presidente, José Alencar (PL/PRB), comandou a pasta. E outros cinco civis o sucederam em governos petistas.
Quem é José Monteiro
Filiado ao PTB, o pernambucano Monteiro já passou pela Arena (aliado dos governos militares); PSD, PFL e PSDB. Em 2005, no auge do mensalão, defendeu o então presidente do PTB, deputado Roberto Jefferson, cassado depois de denunciar o esquema de corrupção patrocinado pelo PT envolvendo o próprio PTB. Monteiro foi o relator do TCU das contas de Dilma Rousseff (PT) de 2015, votando pela rejeição.
As “pequenas coisas”
Mas é assim mesmo que a banda toca desde o Império. Já disse Décio Lima, compadre de Lula da Silva, sobre estes acertos no escancarado balcão de negócios: são pequenas coisas que devem ser esquecidas. Por exemplo, o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB) chamando Lula de ladrão repetidas vezes, seria uma dessas “pequenas coisas” que foram esquecidas?
Conteúdos em alta
CURTAS
- Ministério Público e câmara de vereadores integrantes da Comarca de Chapecó firmaram termo de ajustamento de conduta para fiscaliza o crescimento patrimonial de agentes públicos. Traduzindo, se o que têm é compatível com o eu ganham como salário.
- A ideia é evitar propinas e desvio de dinheiro público que, sabidamente, ocorre país afora em todas a instâncias de governo. Melhor ainda, a medida preserva a integridade moral daqueles que atuam no serviço público como legítimos “servidores” da população. É- e deve- exemplo a ser copiado.
- Com três deputados federais, um governador (Romeu Zema/MG) e um prefeito (Adriano Silva/Joinville) o partido Novo vai se reunir dia 10 de dezembro, em Brasília. Como não ultrapassou a cláusula de barreira (eleger 11 deputados federais em nove estados), o partido perdeu o tempo de propaganda no rádio e TV.
- Mas a maior barreira está no estatuto do Novo. Por ele, alianças e coligações são permitidas apenas com siglas que tenham a mesma linha programática e ideológica. Ou seja, fica difícil de encontrar um parceiro abrindo mão do Fundo Eleitoral, por exemplo.
- Até 31 de dezembro o governador eleito Jorginho Mello (PL) terá de renunciar aos quatro anos restantes de seu mandato como senador. No início desta semana ele foi ao Senado onde proferiu seu discurso de despedida.
- Em seu discurso destacou a parceria com o presidente Jair Bolsonaro (PL), o “capitão” eleitoral que alavancou a vitória ao governo catarinense, e que também garantiu a vaga de senador a Jorge Seif Júnior, seis deputados federais e 11 estaduais, todos do PL.
- A Controladoria-Geral do Estado multou a Veigamed em R$ 6,4 milhões, responsabilizada pela fraude na compra de 200 respiradores por R$ 33 milhões, para leitos de UTI no auge da Covid 19, sem nunca ter entregue um único equipamento no modelo contratado. E que, por pouco, não custou o mandato do governador Carlos Moises (Republicanos). Mas o Estado ainda não foi ressarcido.

Sem acordos
Jorge Eli, secretário estadual da Fazenda, já avisou: o governo não recuará das licitações em andamento, motivo de insônia do governador eleito, Jorginho Mello (PL). Que, através do seu grupo de transição de governo, pediu que o Estado sustasse novas despesas.
Nova licitações
De fato, Carlos Moisés (Republicanos), que tem ojeriza por Mello e vice-versa, acaba de lançar editais de obras na Serra Dona Francisca (restauração do trecho em concreto) orçado em R$ 1,4 milhão, e a duplicação do acesso (12 km) à BR-101, via Pirabeiraba, orçado em R$ 87,4 milhões. Em dezembro se conhecerá as propostas apresentadas.
Resultado em 2023
Mas, visto a burocracia, a licitação só será concluída em 2023. Assim, fica para Jorginho Mello a autorização dos serviços. Se não o fizer, dará um tiro no pé. Afinal, Joinville lhe deu 259.534 votos. Numa dessa, quem sabe, sai a ordem de serviço para duplicar a SC-108, de Guaramirim a Massaranduba.
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Celso Machado
Nascido em Blumenau, 72 anos, 57 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)