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Coluna: POLÍTICA & POLÍTICOS – Moeda ideológica
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Projeto de lei do deputado Kim Kataguiri (União Brasil/SP), proíbe o Brasil de adotar moeda comum com outros países ou organismos internacionais. A proposta tramita na Câmara dos Deputados. “O governo age de forma ideológica e sem embasamento técnico”, criticou o deputado sobre a intenção dos presidentes Lula da Silva (PT) e Alberto Ángel Fernández, da Argentina, de criar uma moeda comum para os países do Mercosul.
“Congresso tem de evitar”
“É uma temeridade querer instituir uma nova moeda apenas por questões de afinidade ideológica, sem maior estudo a respeito de viabilidade técnica. É necessário que o Congresso Nacional aja a fim de evitar que o bem-estar econômico brasileiro seja colocado em risco apenas por conta de uma pauta radical do governo”, atacou o parlamentar.
Conteúdos em alta
O peso-real
A ideia não é nova. Mas é recente e ocorreu em 2019, quando o ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, propôs o chamado “peso-real”. Mas a proposta foi abandonada após o Banco Central do Brasil ter divulgado nota negando qualquer projeto ou estudo neste sentido. Em tempo: a ideia partiu do então ministro da Economia da Argentina, Nicolás Dujovne. Capiche?
CURTAS
*Embora o acordo formal em defesa dos interesses do Norte e Nordeste de Santa Catarina, entrre os cinco deputados estaduais eleitos por estas regiões, obras como a duplicação do trecho urbano da BR-280 e de 15 quilômetros da SC-108, entre Guaramirim e Massaranduba, devem provocar alguns atritos.
*É que em visita a Guaramirim (onde nasceu e viveu por bom tempo), o deputado Maurício Peixer (PL) recebeu de vereadores apelo em favor de obras no Itapocu. Incluindo estas duas –a 280 ainda com muito a fazer e a 108, que ainda não saiu do papel. São obras que o deputado Vicente Caropreso (PSDB) tem capitalizado politicamente para si nos últimos anos.
*Em sua página do Facebook o governador Jorginho Mello (PL) faz as vezes da Defesa Civil, postando previsões do tempo. De um jeito que, aos menos avisados, parece ser ele um meteorologista a publicar alertas sobre esse clima doido que estamos vivenciando. Um governador tem mais o que fazer, né não? Ou será que não tem?
*Sucessivos governos trataram efetivos da Polícia Militar de SC como assunto secundário. Sem considerar aposentadorias, baixas, questões crônicas de saúde, etecetera. As cidades cresceram, a população e a demanda por segurança também e no mesmo ritmo. Entre um concurso público e o curso preparatório há um vácuo de pelo menos oito meses. Resultado: dos 13 mil PMs em 2006, temos hoje 9 mil.
*Por decreto, que vigora em 1º de março, o governador Jorginho Mello (PL) suspendeu o trabalho remoto (home office), em casa, de servidores públicos estaduais. E que havia sido adotado por conta da pandemia da Covid 19, agora sob controle, diz nota do governo, observando que “grande parte dos servidores trabalha presencialmente somente a partir das 13 horas”.
*Em agosto de 2021 o então governador Carlos Moisés (Republicanos) protocolou um projeto de lei na Assembleia Legislativa regulamentando o trabalho remoto dos servidores estaduais. O tempo passou, veio a campanha eleitoral e a proposta acabou engavetada em 2022. Mas para os servidores da Assembleia Legislativa projeto neste sentido foi aprovado em maio do ano passado. Na gestão de Moacir Sopelsa (MDB) como presidente. E está em vigor.

Integrante da chamada “bancada da bala” e defensor inarredável da liberação de armas no Brasil, o ex-deputado federal Rogério Peninha Mendonça (MDB), nascido em Nova Trento e radicado em Ituporanga, é mais um que se aposentou pela Câmara dos Deputados depois de três mandatos. Vai receber, segundo o Diário Oficial da União do dia 14 de fevereiro, R$ R$ 34,8 mil brutos, que é o salário atual dos federais. Bancado pela Câmara que é bancada pelos impostos.
É legal?
É, quando cumpridos 35 anos de contribuição ao Plano de Seguridade Social dos Congressistas e 60 anos de idade. Mendonça não concorreu em 2022, mas lançou Rafael Pezenti (MDB), que era seu chefe de gabinete em Brasília. Penzenti fez 68 mil votos, se elegeu e retribuiu: nomeou Mendonça como assessor parlamentar, com salário de R$ R$ 8,3 mil. Mendonça é servidor público concursado (engenheiro agrônomo da Epagri) e nada impede que requeira uma segunda aposentadoria.
Cris Badu
Editora, analista SEO e responsável pelo conteúdo que escreve. Atenta aos conteúdos mais pesquisados do país.