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Coluna: “Que doa a quem merece”

O desabafo é do prefeito Luís Antônio Chiodini (PP), de Guaramirim, com endereço certo- Raimundo Colombo (PSD).

11/11/2021

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: “Que doa a quem merece”

Divulgação

“Fomos enganados. Fizeram os prefeitos gastar com projetos porque viria o Fundo de Apoio aos Municípios. “Afundança”, porque afundaram os municípios. Único dinheirinho que a gente tinha, gastamos em projetos. E nem um “oi” ou um “tchau” recebemos das lideranças políticas do governo do Estado.

Hoje, pela quinta vez, o senhor vem a Guaramirim, com R$ 600 milhões em investimentos na região. Não podemos nos esquecer disso. Se a verdade dói, que doa para quem merece. Tenho certeza de que, para o senhor, governador Moisés, não está doendo”.

Promessas resgatadas

O desabafo é do prefeito Luís Antônio Chiodini (PP), de Guaramirim, com endereço certo – Raimundo Colombo (PSD). Foi no ato de assinatura da liberação de licitação para duplicação da SC-108 entre Guaramirim e Massaranduba, obra prometida no governo de Colombo e que ficou na promessa.

Como ocorreu, também, com a duplicação e revitalização do trecho urbano da BR-280, entre Guaramirim e Jaraguá do Sul. Uma obra do atual governo em andamento.

Moisés dá o troco

Em 2010, Guaramirim deu 10.960 votos para Colombo, candidato a governador. Em 2014, na reeleição, 6.849 votos. Oito anos de retorno zero em obras rodoviárias. Em 2018, 6.718 eleitores de Guaramirim votaram em Carlos Moisés.

Que já deu o troco, com duas importantes obras de mobilização viária no município. Também de grande impacto na região será a revitalização da serra entre Jaraguá do Sul e Pomerode, prometido desde a tragédia de 2008.

Bolsonaro sem palanque

O presidente Jair Bolsonaro, já com os dois pés no PL, deu nítidos sinais de que não pretende se comprometer em disputas locais onde mais de um candidato pedirá votos para ele. Mas, vindo dele, nunca se sabe como será o dia seguinte.

No caso de SC, o senador e amigo pessoal, Jorginho Mello (PL), e a se confirmar a candidatura do prefeito João Rodrigues (PSD), de Chapecó, ambos declaradamente bolsonaristas.

 “Ele se elege em casa”

De Bolsonaro sobre o amigo e empresário Luciano Hang: “Ele, de vez em quando, fala ser um possível candidato ao Senado. Se for, não precisa sair de casa, ele se elege”.

Em Santa Catarina há outro pretendente à única vaga ao Senado em 2022. É o empresário e secretário nacional da Pesca, Jorge Seif Jr., de Itajaí, no cargo desde fevereiro de 2019 e já cogitado à disputa pelo próprio Bolsonaro.

“Será muito bem-vindo”

Do governador em exercício, deputado Mauro de Nadal (MDB): “O nosso governador tem trânsito em praticamente todos os partidos, todos estão de portas abertas e fazendo convites. E o MDB não é diferente, mas esta é uma escolha que o governador vai fazer futuramente. Eu mesmo falei para ele que ainda é prematuro. O comportamento eleitoral de Brasília pode ter uma influência muito forte. Mas se (Moisés) escolher o MDB será muito bem recebido”.

Esticando a corda

Com isso, o cabo de guerra no MDB para indicação do candidato a governador em 2022, vai esticando. De um lado e apoiando o prefeito Antidio Lunelli, dois deputados federais – Carlos Chiodini e Celso Maldaner, também presidente do diretório estadual – e o deputado estadual Fernando Krelling (Joinville). De outro, oito deputados estaduais, incluindo Mauro de Nadal, do grupo que quer Carlos Moisés como candidato a governador, e o senador Dario Berger.

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