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POLITICA & POLITICOS
O transtorno causado por conta da interdição de trecho da SC-108, em Guaramirim, poderia ter sido evitado. Há décadas não se via por aqui tamanha incompetência. Ou seria prepotência própria de despreparados? Doze meses se passaram para enxergarem uma solução à vista de todos, reutilizando a pista antiga da rodovia. E, mesmo assim, providência adotada porque a contenção da encosta, que se arrasta desde agosto, já não tem mais prazo de conclusão.
Descobriram a pólvora!
O transtorno causado por conta da interdição de trecho da SC-108, em Guaramirim, poderia ter sido evitado. Há décadas não se via por aqui tamanha incompetência. Ou seria prepotência própria de despreparados? Doze meses se passaram para enxergarem uma solução à vista de todos, reutilizando a pista antiga da rodovia. E, mesmo assim, providência adotada porque a contenção da encosta, que se arrasta desde agosto, já não tem mais prazo de conclusão.
Fechado- Porém, a liberação do trecho ainda ontem (14) pela manhã, como foi anunciado, não aconteceu. Primeiro porque o trabalho de preparação do desvio ainda estava pela metade e, depois, porque nada tinha sido definido sobre a estratégia do “sobe e desce” dos veículos naquele trecho. A ser determinado pelo secretário de Infraestrutura e Mobilidade, Carlos Hassler, esperado pela manhã, mas que não apareceu.
Mais trapalhadas- E, para piorar, algum “gênio da lâmpada” mandou retirar o bloqueio existiente desde 18 de fevereiro indicando o desvio obrigatório pela Pedreira Rio Branco, provocando uma fila de caminhões e veículos menores impedidos de seguir viagem. E a justa revolta de caminhoneiros. Além da necessária remoção de dois postes da rede elétrica do meio do novo desvio pela Vila Freitas. Aliás, em se tratando de obra do Estado, nada de novo.
Mexam-se!- Por isso tudo, cabe sim um ação coletiva de ressarcimento dos prejuízos causados às prefeituras de Guaramirim e Jaraguá do Sul, comerciantes e moradores por conta de ruas destruídas, já que o pavimento não foi construído para suportar demanda diária de 15 mil veículos. A história testemunha que os governos, sem exceção, só entendem a linguagem do prejuízo político. Mas, não raro, optamos pela babação de ovos em troca de migalhas.

Conteúdos em alta
Saco sem fundo- Se o governador resolvesse pagar os 38% de perdas salariais alegados por deputados da reserva da PM e da categoria ativa, o Estado teria de desembolsar pouco mais de R$ 1 bilhão em atrasados. Comparando, o déficit orçamentário (receita a menos em relação a 2019) previsto para 2020 é de R$ 804 milhões. E, ainda, um rombo de mais de R$ 3 bilhões com a Previdência dos servidores estaduais que precisa ser equacionado urgentemente.
Estradas- Até 2022, último ano do governo Carlos Moisés (PSL), os investimentos na malha rodoviária estadual devem bater na casa dos R$ 435 milhões, segundo ele mesmo projeta. Aqui no Vale do Itapocu, além da esporádica tapação de buracos, o destaque fica para o projeto de revitalização da SC-108 entre Guaramirim e Massaranduba. Mas, é certeza, como nunca houve e não haverá manutenção constante, quando tudo ficar pronto já será a hora de refazer.
Cretinos!- Mas, se o dinheiro é curto para a logística rodoviária, não vai faltar para as campanhas eleitorais na disputa de cargos de prefeito e vereadores agora em 2020. No orçamento da União e garantido pelo voto de deputados federais e senadores, estão reservados exatos R$ R$ 2,034 bilhões. Temos políticos caras de pau bem aqui no Norte catarinense, que em suas redes sociais berram contra o chamado Fundão. Mas usam.

RADAR MÓVEL
Ou não é?- A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Assembleia Legislativa analisa projeto de lei do deputado Valdir Cobalchini (MDB) proibindo radares móveis, estáticos ou portáteis nas rodovias estaduais onde o equipamento não estiver à vista dos motoristas. Resumindo: proposta beneficiando motoristas irresponsáveis. Ou não é? Radares foram inventados justamente para punir quem coloca a vida de terceiros em risco, em ultrapassagens proibidas ou se excedendo na velocidade permitida! Ou não é?
Na mesma– Mas, diante da polêmica que a proposta causou, Cobalchini modificou o texto do projeto. Depois de conversar com o comando da PMR catarinense, ele admitiu que os equipamentos possam ser usados, mas somente em locais de ampla visão do motorista, com cones, e em pontos com estudos previamente realizados. Ora, se a velocidade máxima já está estabelecida em lei, por que, então, alertar os irresponsáveis ao volante?
Só lembrando– Por conta de uma lei de 2002, sancionada pelo então governador Esperidião Amin (PP), nenhuma rodovia estadual dispõe de radares fixos. Assim, apenas os equipamentos móveis podem flagrar excesso de velocidade ou manobras imprudentes. O comando da Polícia Militar Rodoviária, responsável pela fiscalização nas rodovias estaduais, reprovou a proposta e destacou que esse tipo de controle tem contribuído para a redução de mortes nas estradas.
Celso Machado
Nascido em Blumenau, 72 anos, 57 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)