Colunistas | 06/02/2020 | Atualizado em: 31/08/21 ás 19:32

Política & Políticos

O ex-senador Paulo Bauer (PSDB) entrou no desmonte da Secretaria da Casa Civil comandada (ainda) pelo deputado gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM). Foi demitido ontem (5), fato noticiado em destaque pelos jornais...

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De volta para casa – O ex-senador Paulo Bauer (PSDB) entrou no desmonte da Secretaria da Casa Civil comandada (ainda) pelo deputado gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM). Foi demitido ontem (5), fato noticiado em destaque pelos jornais “O Estado de São Paulo” e “Valor Econômico”, entre outros. Bauer, que era secretário especial para o Senado da Casa Civil negou e, em nota, disse que pediu exoneração porque precisa ficar mais próximo da família e cuidar de seus negócios. Perguntar não ofende: então por que foi à reeleição ao Senado onde ficou por longos oito anos, longe da família e dos negócios? O tucano, nascido em Blumenau e que viveu infância e juventude em Jaraguá do Sul aventou, até, uma possível candidatura a prefeito de Joinville, que há décadas escolheu para viver, embora atualmente morando em Florianópolis.

Prazo esgotado- Acaba amanhã (7) o prazo legal para que o prefeito Antídio Lunelli (MDB) sancione lei da reforma administrativa na Câmara de Vereadores. Criando quatro funções gratificadas para servidores concursados. O prefeito é contra, alegando tempos economicamente difíceis, mas a assessoria jurídica da Casa aprova. Explica-se: os salários destes cargos serão turbinados. Auxiliar de informática, que hoje recebe R$ 3.758,85, ganhará R$ 6.744,03; chefe de informática, de R$ 3.806,36 para R$ 9.158,05; auxiliar administrativo, de R$ 4.215,49 para R$ 7.200,67 e assessor de imprensa, de R$ 5.356,92 para R$ 8.342,10.

Candidato (?)- Na maior cidade catarinense, o PSDB vicejou pelas mãos de Luís Henrique da Silveira (MDB) quando prefeito, com a criação da Secretaria da Habitação, cujo primeiro titular foi o ex-deputado tucano Marco Tebaldi. Também duas vezes prefeito. O PSDB local jamais cogitou lançar Bauer, que se elegeu senador via LHS no contexto da famosa tríplice aliança: PMDB. PFL (depois DEM) e PSDB, reelegendo Luís Henrique em 2006 e garantindo dois mandatos para João Raimundo Colombo (DEM). Bauer teve bom relacionamento com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o presidente Jair Bolsonaro (PSL) quando ambos estavam na Câmara dos Deputados e, só por isso, ganhou o emprego. O resto é conversa fiada.

Uma vergonha! Depois das longas e costumeiras férias de fim de ano (42 dias), porém remuneradas, o Congresso Nacional reabriu as portas na segunda-feira (3). Dos 513 deputados federais, 40 registraram presença, com mais um punhado dos 81 senadores. Mas não vão precisar explicar a falta porque, por lá, cada um faz o que bem entende. E tudo bem.

De licença- Anna Carolina Martins (MDB), ex-vereadora de Itajaí, assume cadeira na Assembleia Legislativa por 60 dias. No lugar de Vicente Caropreso (PSDB) que fica fora do parlamento por dois meses. Ela, com 32.199 votos ficou como segunda suplente da coligação PSDB/MDB em 2018. A ex-deputada e primeira suplente, Dirce Heiderscheidt, (MDB) abriu mão.

Vai ver- Depois de um ano tranquilo, 2020 promete muita turbulência para o governador Carlos Moisés (PSL). Dias atrás, bombeiros e policiais militares, aos milhares, foram às ruas de Florianópolis exigir perdas salariais de até 34% acumuladas ao longo dos anos. Agora, a reforma da Previdência dos servidores estaduais sugere muitas passeatas e greves.

Freud explica?- Vinte e três dos 27 governadores, incluindo Carlos Moisés (PSL) assinaram documento rebatendo afirmações do presidente Jair Bolsonaro, que culpa estados pelo alto preço da gasolina, pressionado principalmente pelo ICMS. Dizem que isso acontecerá quando a União reduzir tributos como PIS, Cofins e Cide sobre os combustíveis. Já que tocaram no assunto, perguntar não ofende: por que o cidadão comum, residencial, tem de pagar PIS e Cofins na conta de energia? E ICMS em dobro (consumo e distribuição da energia), hein, hein? Por que vereadores, deputados, senadores nunca falam disso? Hein, hein, hein ?

Pois é- Assembleia Legislativa deve aprovar empréstimo pretendido pelo governo do Estado com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento no valor de 344,7 milhões de dólares (R$ 1,5 bilhão). Para quitar operação de crédito realizada em 2012 com o Bank of América. Traduzindo, um calote do governo de Raimundo Colombo (PSD). Que, em 2018, na campanha ao Senado, gabava-se das contas “rigorosamente em dia”. Detalhe: com a valorização do dólar, a dívida cresceu em mais 250 milhões de dólares.

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Celso Machado

Nascido em Blumenau, 72 anos, 57 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

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