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Saindo do PSL

Moisés é cobiçado por vários partidos. Como consequência, o PSL fica sem palanque majoritário em 2022

11/07/2021

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Governador Carlos Moisés, ao que se informa nos bastidores, teria decidido antecipar sua saída do PSL, antes marcada para dia 17 de julho. O anúncio aconteceu na tarde de ontem (10), em Florianópolis.

Mas, ainda não se sabe se vai se filiar de imediato a outro partido e qual seria. Em fase de recuperação da péssima imagem dos dois primeiros anos de governo, quando enfrentou dois pedidos de impeachment, e agora com os cofres cheios para investimentos e com projetos de reajustes salariais em áreas importantes como segurança pública, saúde e magistério, Moisés é cobiçado por vários partidos. Como consequência, o PSL fica sem palanque majoritário em 2022. O partido se esfacela e será um salve-se quem puder.

Turismo religioso

O Santuário Nossa Senhora de Fátima, em Siderópolis, com uma estátua de 28,5 metros altura, é o mais novo ponto turístico religioso de Santa Catarina, reconhecido oficialmente em lei estadual em vigor. Desde 2002, Nova Trento, com suas 30 igrejas e capelas e mais recentemente o Santuário de Madre Paulina, atrai milhares de visitantes o ano inteiro.

Nereu Ramos, em Jaraguá do Sul, também pode se transformar em um bairro desenvolvido economicamente se a iniciativa privada investir de forma planejada no turismo religioso. Até porque, há anos, é roteiro frequente de romeiros que visitam o túmulo do padre Aloisio Boeing.

Três nomes

Por enquanto, o eleitor catarinense tem, concretamente, três pré-candidatos ao governo do Estado: Carlos Moisés da Silva (ainda no PSL), que também pode disputar o Senado; Jorginho Mello (PL), amigo pessoal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de quem tem apoio, e Antidio Lunelli (MDB). Todo o resto ainda não passou do plano de conversas.

Mais dinheiro

Usuário da rodovia que corta o Vale do Itajaí, o deputado federal Rogério Peninha Mendonça (MDB), tão logo soube de um aporte suplementar de R$ 200 milhões para obras em cinco rodovias federais de SC, correu ao gabinete do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Quanto vem?

Mendonça, amigo pessoal do presidente Bolsonaro, já se assanha como candidato a senador e quer prioridade para a BR-470. O dinheiro extra inclui a duplicação da BR-280. Perguntar não ofende: alguém já foi saber qual o valor da migalha que virá para cá dessa vez?

Rodovias abandonadas

Governo catarinense investe cerca de R$ 37,2 milhões/ano em rodovias estaduais, mas apenas em manutenção, que se resume, praticamente, a um tapa-buracos mal feito. Em histórico desperdício de dinheiro público. A SC-108 (foto), no Vale do Itapocu, é um exemplo clássico.

Estudo da Federação das Indústrias de Santa Catarina, com informações do próprio governo, mostra que o mínimo ideal seria R$ 210 milhões. O patrimônio rodoviário estadual está avaliado em R$ 21 bilhões e o ideal seria investir 1% disso ao ano, diz o documento.

A conta do descaso

Estudos do Instituto de Pesquisas Rodoviárias e DNIT apontam que o mau estado da rede viária resulta em até 58% de acréscimo do consumo de combustível, 40% de aumento no custo operacional dos veículos (como pneus e parte mecânica), 50% na elevação do índice de acidentes e 100% de acréscimo no tempo de viagem.

Publicações técnicas internacionais apontam que, para cada US$ 1 não aplicado em manutenção corretiva e conservação da rodovia, são necessárias a aplicação de US$ 3 a US$ 4 na restauração. 

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