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Momento delicado da pandemia coloca em risco de colapso hospitalar em Jaraguá

“Estamos no momento mais delicado da pandemia, é preciso redobrar os cuidados para evitar o colapso da rede hospitalar, do qual estamos muito próximos, se a curva do contágio não baixar”. A declaração é da presidente do Comitê Extraordinário de Combate ao Coronavírus, Emanuela Wolf, que em transmissão na segunda-feira (22) trouxe informações sobre a pandemia, com atualização dos números até a data e a situação dos atendimentos nas unidades de saúde e nos hospitais.

Participaram também o presidente da Associação Médica, Dr. Rodrigo Ferreira de Souza, e o comandante do 14º Batalhão PM, Tenente Coronel Márcio Leandro Reisdorfer. A situação de Jaraguá do Sul foi colocada às claras. A preocupação maior é com a ocupação dos leitos hospitalares destinados as pessoas em tratamento da Covid-19.

Dos 76 leitos de enfermaria, 95% estavam ocupados na segunda-feira, ou seja, 72. Mas, chegou a cem por cento no final de semana. UTI adulto/Covid existem 34, com 88% de ocupação até àquela data. O Dr. Rodrigo Ferreira demonstrou a preocupação com os números. “As pessoas relaxaram e a pandemia avançou. O resultado está aí. Aumento de infectados e internações, mas temos que buscar soluções”, disse ele, ressaltando que o foco agora é atender da melhor forma possível quem precisar de atendimentos.

“Até agora não precisamos transferir nenhum paciente para outras regiões, estamos conseguindo manter aqui, mas se continuar assim, o sistema pode colapsar. Não queremos isso”, alertou. Para Emanuela Wolff, presidente do Comitê, “essa situação, em uma pandemia que já dura quase um ano, trouxe muito desgaste para todos, principalmente aos profissionais da saúde que atuam na linha de frente, mas também das equipes que estão na retaguarda”, afirmou.

O presidente da Associação Médica de Jaraguá do Sul foi enfático ao apelar para que não haja aglomerações, festas, entre outros eventos. Ele apelou à consciência coletiva para redução dos números nos próximos dias, com as medidas tomadas via decreto que passaram a valer no dia 22. Junto com a presidente do Comitê, o Dr. Rodrigo disse que não há doses de vacinas suficientes para todos e que assim que forem liberadas, profissionais de 22 unidades de saúde estão capacitados para aplicar.

“Ainda nem conseguimos vacinar todos os profissionais da saúde”, observaram. A Polícia Militar, junto com a Vigilância Epidemiológica ampliaram a fiscalização das medidas sanitárias. “Estamos atentos e não hesitaremos em agir. Estamos numa emergência internacional de saúde pública. É preciso que todos se conscientizem da gravidade e que tomem as medidas recomendadas pelos decretos estadual e municipal".

O Comandante do 14º Batalhão, Coronel Márcio Leandro Reisdorfer, enfatizou a atuação da Polícia Militar na fiscalização das medidas sanitárias em vigor. Alertou que a PM está atenta e atuando quando necessário.

Comitê adverte necessidade de manter medidas sanitárias

Outras medidas mais restritivas poderão ser adotadas se a população não colaborar e se as medidas decretadas e que estão vigentes não forem eficazes para reduzir os índices de contágio e de internações. A presidente do Comitê, Manu Wolff, desmentiu a possibilidade do fechamento do comércio. “Não foi cogitado nada disso. Estamos mantendo alinhadas as ações de saúde e economia, que são essenciais para manter a população e a economia ativas”, observou.

O médico Rodrigo Ferreira de Souza pediu a compreensão dos familiares em caso de haver momentaneamente falta de leitos de enfermaria por conta da ocupação. No remanejamento estudado, leitos da emergência do pronto socorro poderão ser ocupados enquanto aguarda a liberação da enfermaria, ou mesmo da UTI, “mas com os mesmos cuidados medicamentosos e respiradores, em caso de necessidade. Estamos chegando no limite da capacidade”, advertiu.

Os integrantes do Comitê que participaram da live, reforçaram, no encerramento, os cuidados fundamentais para evitar o contágio e desacelerar os números: evitar sair de casa sem necessidade, evitar aglomerações, usar a máscara, álcool em gel e lavar as mãos com frequência, são ações simples que podem fazer uma grande diferença.

Em tempo: Os hospitais de Jaraguá do Sul dispõem de 60 leitos de UTI adulto. Do total, 34 são para pacientes Covid e os demais para outras doenças. As dificuldades encontradas não são apenas financeiras, mas também humanas. Os profissionais estão extenuados e o mercado dispõe de capacidade reduzida para contratação de profissionais especializados.

Aumento de casos de Covid faz município apertar algumas restrições

Está vigente desde segunda-feira (22), o Decreto 14.702/2021 que proíbe, entre outros pontos, o acesso a parques, praças e áreas de lazer públicas e privadas de Jaraguá do Sul, com exceção da prática esportiva individual, mediante o uso de máscara e distanciamento social. A ação precisou ser tomada pelo poder público para evitar um colapso nos hospitais da cidade, devido à grande ocupação atual dos leitos de enfermaria-Covid e UTI-Covid, próximo dos 100%. 

Com essa situação, os parques da cidade só podem ser utilizados por pessoas que queiram fazer uma caminhada, pedalar, sem permanecer em um único local.

A Administração Municipal tem intensificado a fiscalização, a divulgação dos cuidados necessários e também do atendimento que é feito todos os dias na Central de Orientação sobre o Coronavírus (0800-643-8089), nas unidades de saúde, na UAPS do Hospital São José e nos hospitais. Também vem aplicando a vacina contra Covid-19 à medida em que chega ao município.

No final da tarde de segunda-feira, o Comitê Extraordinário Covid-19, em live, divulgou dados atualizados da situação, como também orientações.

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