Geral

Assassinatos no Brasil são maiores que mortes pelo Covid-19, diz pesquisa

Os dados são do Monitor da Violência, uma parceria do portal G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

30/04/2020

Por

Assassinatos no Brasil são maiores que mortes pelo Covid-19, diz pesquisa

O Brasil e o mundo têm vivido nas últimas semanas mudanças drásticas de comportamento, especialmente, no tocante à saúde e hábitos de higiene. Quando a World Health Organization (WHO), em 11 de março, classificou o Covid-19 como uma pandemia, medidas de prevenção, como higienização de mãos com água e sabão ou uso do álcool em gel, cobrir o nariz e boca ao espirrar ou tossir, foram tomadas.

O quadro é preocupante. No entanto, outra situação não menos grave é praticamente ignorada. O número de assassinatos no Brasil cresceu 8% nos dois primeiros meses deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do Monitor da Violência, uma parceria do portal G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Leia mais:

De acordo com o levantamento oficial obtido junto aos Estados e o Distrito Federal, houve 7.743 mortes violentas em janeiro e fevereiro de 2020. No mesmo período do ano passado, foram 7.195. Das 27 unidades da federação, 20 apresentaram crescimento de assassinatos no primeiro bimestre.

O Nordeste puxou a escalada de mortes violentas, com aumento de 22,7%. Os nove estados da região tiveram alta nos números. O Ceará é o estado que mais preocupa, pois o número de vítimas mais do que dobrou, de 357 para 717. A região Sul teve alta de 3%. Já Centro-Oeste (8,3%), Norte (5,1%) e Sudeste (0,6) apresentaram queda no número de assassinatos.

Sete estados conseguiram reduzir o índice de violência: Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia e Roraima.

A alta de assassinatos neste ano reverte, a princípio, a tendência de queda registrada em 2019. No ano passado, o Brasil registrou 19% de retração no índice, recorde positivo e o melhor desde que a série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública teve início.

Com informações da Agência do Rádio

Notícias relacionadas

x