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Campanha incentiva a adoção tardia de crianças em Jaraguá do Sul

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente está promovendo desde maio uma campanha de incentivo à adoção tardia

26/06/2022

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Campanha incentiva a adoção tardia de crianças em Jaraguá do Sul

Divulgação/PMJS

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) está promovendo desde maio uma campanha de incentivo à adoção tardia. A campanha é motivada, primeiramente, pela passagem do Dia Nacional da Adoção, em 25 de maio. Em segundo, pelo perfil restritivo que normalmente é escolhido pelas famílias que querem adotar uma criança: bebê de etnia branca sem problemas de saúde.

“Essa não é a realidade das crianças disponíveis para adoção”, explica Graciane Macedo, membro da secretaria executiva do CMDCA de Jaraguá do Sul.

A campanha “Amor e adoção não tem idade. Adote” está acontecendo nas redes sociais da Prefeitura de Jaraguá e antes das sessões de cinema no Jaraguá Park Shopping. Também está em outdoors espalhados pela cidade. Trata-se de um caso de adoção tardia em que a família e a adolescente resolveram contar um pouco da sua história. Priscila, na época com 14 anos, foi adotada por um casal jaraguaense que já tinha dois filhos biológicos. A adoção completa seis anos e a adolescente já está com 20 anos. A adoção transformou a vida da família, dos irmãos e da adolescente.

Atualmente estão cadastradas no Fórum de Jaraguá do Sul 185 famílias que desejam adotar. No entanto, mesmo sendo numerosos os que querem adotar, por terem perfil restritivo, há cinco crianças/adolescentes disponíveis para adoção. São eles: dois meninos de 12 e 17 anos, duas meninas de 13 e 15 anos e um menino de dois anos com problemas de saúde. Nos dois abrigos institucionais do município encontram-se hoje 26 crianças e adolescentes, sendo que cinco delas estão disponíveis para adoção.

Adoção tardia motivada por querer todos os irmãos juntos

A chefe de gestão de projetos da Secretaria de Assistência Social e Habitação, Graciane Macedo, que é membro do CMDCA, também realizou uma adoção tardia. Ela e o marido adotaram, em 2016, três irmãos que estavam no abrigo institucional e seriam separados para acelerar o processo de adoção, pois a maioria das famílias não quer adotar grupo de irmãos.

“Eu fazia trabalhos no abrigo aqui em Jaraguá e conheci esses três irmãos. Não queria que eles fossem separados. Então, eu e meu marido entramos para a fila de adoção e em três meses já estávamos com as crianças em casa: um de um ano, outro de quatro e outro de nove anos. Lembro que, no primeiro dia em que entramos para a lista nacional de adoção, outros dois estados brasileiros entraram em contato com a gente por termos o perfil aberto a grupo de irmãos”, conta Graciane, enfatizando que a demora no processo de adoção é devido ao perfil restritivo que as famílias impõem.

“Não consigo imaginar minha vida sem meus três filhos. O processo para adotá-los foi rápido. O período de adaptação foi difícil, tanto para mim e meu marido, quanto para as crianças. Mas isso acontece com qualquer família, seja com filhos adotados ou biológicos. A gente pode ler, achar que se preparou, mas só quando os filhos chegam é que a gente aprende a ser mãe”, destaca a gestora de projetos.

Em Jaraguá do Sul o telefone para informações sobre adoção é o (47) 3275-7242. Há ainda o e-mail jaragua.psicossocial@tjsc.jus.br.

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