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Celebrações lembram no sábado os 15 anos da morte de Padre Aloísio

O processo de beatificação do Servo de Deus Padre Aloísio Boeing, SCJ, segue na chamada “fase romana”, para análise por membros da Cúria da Santa Sé

16/04/2021

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Jornalista apaixonada por cultura e segurança pública

Celebrações lembram no sábado os 15 anos da morte de Padre Aloísio

Sábado é um dia especial para os devotos do Padre Aloísio Boeing. A data de 17 de abril marca os 15 anos da sua morte. Padre Aloísio construiu uma rica história na região, em especial no Noviciado Nossa Senhora de Fátima, na Barra do Rio Cerro, onde foi formador e mestre de noviços durante 24 anos. Sua devoção e zelo é sempre comentado pelos seus discípulos. A grande maioria tornaram-se sacerdotes e bispos.

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Durante anos trabalhou na Comunidade Nossa Senhora do Rosário, em Nereu Ramos, onde desempenhava com zelo e dedicação o mister apostólico, orientava espiritualmente e com amabilidade paternal dava conselhos e bênçãos a todos os que se socorriam a ele.

Partiu no dia 17 de abril de 2006, serenamente, para os braços do Pai. Foi sepultado no jardim, ao lado da Igreja Nossa Senhora do Rosário, no bairro Nereu Ramos, em Jaraguá do Sul. É um local de orações e pedidos de graças. Muitas pessoas testemunham já terem alcançado graças por sua intercessão. Todo dia 17, de cada mês, lembrando o dia do seu falecimento, é celebrada a missa da Misericórdia, às 15h.

Outras missas acontecem nessa data pela causa de sua beatificação. No sábado (17), nas celebrações, serão lembrados os 15 anos da Páscoa de Padre Aloísio. Serão cumpridas todas as normas da Diocese de Joinville e órgãos da saúde. A primeira missa será às 7h presidida pelo Padre Alírio J. Pedrini, às 9h30 pelo Padre Léo Heck, às 15h pelo Bispo Diocesano Dom Francisco Carlos Bach e às 19h, pelo Padre Provincial do SCJ, Sildo César da Costa.

Todas serão transmitida pelo facebook.com/ServoDeDeusPadreAloisio.

Processo de beatificação segue na fase romana, na Santa Sé

O processo de beatificação do Servo de Deus Padre Aloísio Boeing, SCJ, segue na chamada “fase romana”, para análise por membros da Cúria da Santa Sé. Segundo esclarece o Padre Léo Heck, vice postulador, não há prazo para conclusão de um processo ou causa de beatificação/canonização.

“Existem etapas e regras a serem seguidas na investigação sobre a vida e as virtudes do candidato a santo”.

O processo do Padre Aloísio foi aberto em 2012. Depois de dois anos, em março de 2015, foram encerrados os trabalhos da fase diocesana. Em seguida, o dossiê de documentos recolhidos foi encaminhado para a Congregação da Causa dos Santos, em Roma. Na fase romana, os documentos foram analisados e classificados.

Em 2019, conforme o Padre Léo, os peritos produziram um documento chamado “Positio”, provando cientificamente a existência de virtudes acima da média da maioria dos cristãos.

“Até aqui, tudo correu maravilhosamente e num ritmo acelerado, o que não é muito normal. Há processos que levam décadas para chegarem a produzir a “Positio” – e é neste momento que a causa está. O documento está pronto e espera a designação de um colegiado de teólogos que irá analisar e dar o seu veredicto”, informa.

O vice postulador da Causa, Padre Léo, registra que os trabalhos foram prejudicados em 2020 devido a pandemia, que inclusive interrompeu os trabalhos da Causa dos Santos. “A expectativa é de que, em breve, os processos sejam todos retomados, inclusive o do Padre Aloísio”.

Sobrinho do candidato a santo lança livro com histórias familiares

Paralelamente às celebrações pelos 15 anos da morte de Padre Aloísio, serão lançadas duas publicações no sábado, a revista “Mensageiro Mirim” e o livro “No céu, ao teu lado, Senhor”, de autoria de José João Hellmann, sobrinho de Padre Aloísio. São dois romances distintos.

O primeiro traz a história do Servo de Deus e da região em que ele nasceu, conduzindo até seus bisavós paternos que emigraram da Europa para o Brasil em 1860, dos quais herdou o amor à Igreja Católica Apostólica Romana e aos seus ensinamentos.

O segundo romance – O que faz aqui, essa flor – descreve a saga da Beata Albertina Berkembrock, prima em segundo grau de Padre Aloísio. “Ela foi a menina que, fiel aos ensinamentos da Igreja Católica, disse não ao pecado contra a castidade, o que lhe custou a vida”, conta o autor, na apresentação do livro.

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