Colunas

Coluna: Amin insiste com Moisés

O sonho dos Progressistas é tê-lo no partido como candidato à reeleição

20/01/2022

Por

Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Amin insiste com Moisés

No final de janeiro o senador Esperidião Amin e o deputado e presidente estadual do PP, Silvio Dreveck, sentam para uma conversa ao pé com o governador Carlos Moisés (sem partido). O sonho dos Progressistas é tê-lo no partido como candidato à reeleição. Ao contrário, sobra para o PP mendigar espaço na coligação de Moisés. Mas, se o MDB entrar na chapa do governador, entreveros antigos podem ser um obstáculo.

As eleições proporcionais

Ou, então, uma candidatura forçada do senador Amin a governador (seria a quinta), que aos 74 anos de idade completados em dezembro do ano passado, não demonstra nenhum apetite para o que ele mesmo considera como uma aventura. O dilema para esse vai não vai é a eleição proporcional. A nova regra proíbe coligações e, aí, o buraco é bem mais embaixo.

Representação é fraca

Sem candidato próprio a governador, o PP de SC pode desaparecer na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. Em Brasília, só Ângela Amin (mulher do senador). Na Assembleia, João Amin (filho de Esperidião e Ângela), José Milton Schaeffer, líder do governo e Silvio Dreveck, suplente de Altair Silva, atual secretário da Agricultura. E todos mal votados, diga-se.

Grupo da “peneira”

Tucanos na fila de candidaturas proporcionais já têm a quem pedir a bênção. O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, vai comandar o grupo que fará a “peneira”: o atual presidente estadual e prefeito de Concórdia, Rogério Pacheco; os ex-senadores Leonel Pavan, Dalírio Beber e Paulo Bauer; o ex-deputado Gilmar Knasel, deputados estaduais Marcos Vieira e Vicente Caropreso, a deputada federal Geovania de Sá e o prefeito de Araquari, Clenilton Pereira.

Merisio na geladeira

Aliás, o (ainda) pré-candidato a governador tucano, Gelson Merísio, está na França curtindo férias com a família e longe de decisões que vão sendo tomadas pelo partido em Santa Catarina. Merisio bateu de frente com o grupo apoiador do governador João Dória Jr. para presidente da República, ao declarar voto nas prévias para Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul. E acabou abandonado. Aliás, Leite também não é candidato a reeleição.

Promotor para governador

Em sua primeira experiência na disputa de cargo eletivo majoritário, o Promotor de Justiça, Odair Tramontin (Novo), foi o terceiro mais votado (28.846 votos) entre os 12 candidatos que disputaram a prefeitura de Blumenau em 2020. Ficou atrás de Mário Hildebrandt (Podemos/reeleito) e do ex-prefeito de Blumenau por dois mandatos, João Paulo Kleinübing (DEM). Mas à frente dos deputados Ricardo Alba (PSL) e Ivan Naatz (então no PV) eleitos em 2018. Agora, o promotor tenta alçar voo mais alto, como candidato a governador.

Cotado para a Segurança

Em 2018, quando candidato a governador pelo PSD, no segundo turno o ex-deputado Gelson Merisio chegou a anunciar o promotor Tramontin como secretário de Segurança Pública caso derrotasse Carlos Moisés, candidato pelo PSL. Também de Blumenau, o Novo já definiu dois nomes à Assembleia Legislativa: Maria Choclay Gatti (novata nas urnas) e Bruno Winzewski, empresário do ramo alimentício do Bairro Garcia, o mais populoso da cidade. Em 2020, como candidato a vereador, Winzewski fez 1.447 votos.

Notícias relacionadas

x