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Coluna: Berger no PSB

Berger já faz contatos para saber quem sai do MDB com ele

11/01/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Berger no PSB

Senador Dario Berger (MDB) nomeou o presidente do diretório municipal do PSB de Florianópolis, Homero Gomes, para a função de “ajudante parlamentar sênior” lotado no escritório do parlamentar na Capital. Aliás, Juliano Duarte Campos, ex-prefeito de Celso Ramos, vice-presidente do diretório estadual do partido e pré-candidato a deputado estadual, também é assessor de Berger, nomeado em 2020. Alguma dúvida de sua filiação no PSB?

Quem vai com ele?

Berger já faz contatos para saber quem sai do MDB com ele. No PSB e candidato a governador, o senador dividirá o palanque com Lula da Silva (PT). No MDB não há mais clima para Berger, disposto a ser “enxotado” para posar de vítima. Na semana que vem conversará com o presidente do PSB, o ex-deputado pelo PT, Claudio Vignatti, um “lulista” roxo. Ele e a mulher, Marcilei, cumprem quarentena no EUA, para onde foram em férias, porque ela contraiu Covid.

O óbvio ululante

O primeiro relatório de balneabilidade de 2022 produzido pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina e divulgado na sexta-feira (7) aponta que entre os 231 pontos do litoral analisados, abrangendo 27 municípios, entre eles Itapema, Porto Belo, Barra Velha, Piçarras, Penha, Barra do Sul, São Francisco do Sul, Itapema, Balneário Camboriú, Itajaí, Navegantes, apenas 69,3% estão próprios para banho. Ou, em números, 160 locais não recomendados.

Nem pode ser diferente

São municípios onde o tratamento de esgoto é zero. Ou, então, com redes que alcançam reduzido número de imóveis e sem fiscalização, com esgotos domésticos lançados em riachos que desaguam nas praias. Aliás, e só para dar um exemplo, coisa comum aqui nas praias do litoral Norte. E não se ouve políticos cobrando investimentos da Casan ou dos sistemas municipais. Em ano eleitoral e temporada de verão, politicamente parece ser assunto proibido.

Barco suprapartidário

Governador Carlos Moisés (sem partido) foi a Jaguaruna, região de Laguna, no Sul do Estado, liberar mais R$ 10 milhões para as obras de dragagem da chamada Barra do Camacho, fundamental para que pescadores possam acessar ao mar. E, de forma inusitada, em uma mesma embarcação estavam Moisés, os deputados Milton Scheffer (PP), líder do governo na Assembleia, a deputada Ana Paula Silva (sem partido) e o ex-governador Pinho Moreira (MDB).­

Quem fica no barco?

Prefeitos de todas as regiões de Santa Catarina tem rotulado o governador Moisés como “municipalista”. E que também agrada à maioria dos deputados com recursos de emendas parlamentares. Bem orientado politicamente, o chefe do Executivo vai ganhando espaço para o embate nas urnas, uma empreitada ainda envolta em incertezas quanto ao respaldo do eleitor comum. Resta saber qual será, de fato, a tripulação desse barco a partir de abril.

Todos sem um vice

Há pouco mais de oito meses das eleições de outubro, nenhum dos pré-candidatos a governador deu pistas quanto ao candidato a vice na chapa majoritária. No caso do govenador Carlos Moisés (sem partido) a atual vice, Daniela Reinher, filiada ao PL, apoiará o senador Jorginho Mello (PL). Mas o balcão de negócios anda movimentado como nunca e nada está descartado. O senador negou especulações de que a deputada Ângela Amin (PP) seria a sua vice.

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