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Coluna: Convenção é soberana

O presidente estadual do MDB, ex-deputado federal Edinho Bez, garante que as decisões que serão tomadas na convenção do partido, dia 23, para homologar candidatos e com ênfase à disputa pelo governo do Estado, é que vão valer

20/07/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Convenção é soberana

O presidente estadual do MDB, ex-deputado federal Edinho Bez, garante que as decisões que serão tomadas na convenção do partido, dia 23, para homologar candidatos e com ênfase à disputa pelo governo do Estado, é que vão valer. Seja apoiando Antidio Lunelli, seja apoiando a reeleição de Carlos Moisés (Republicanos). Na verdade, quem garante é o estatuto do partido.

Udo se inscreve

Aliás, com aval dos deputados estaduais, o ex-prefeito de Joinville, Udo Döhler, já se inscreveu à convenção do MDB como vice-governador na chapa de Carlos Moisés (Republicanos). Com discurso de pacificação interna, Udo lembrou que está no MDB pelas mãos do ex-senador Luiz Henrique da Silveira e que, por isso, honrará a bela história construída pelo partido.

Lunelli não desiste

De Antidio Lunelli (MDB), pré-candidato a governador: “Estou confiante de que iremos vencer a disputa interna e que, a partir do dia 24, vamos dar início ao trabalho para ganhar as eleições de outubro. Nossas bases já deixaram claro que querem o MDB protagonista. E os catarinenses anseiam por um governo mais eficiente, transparente e de resultado”.

Eleições

  • Há um silêncio de cemitério no MDB da região Norte catarinense. Por duas vezes, incluindo Udo Döhler, agora inscrito como vice na chapa de Carlos Moisés (Republicanos), lideranças regionais do partido reuniram-se em Joinville para apoiar Antidio Lunelli.
  • Na verdade, ninguém embarca em canoa de poucos remos. Exceto por extrema cegueira ideológica ou, pior ainda, por idolatria e restrito à massa de manobra da elite mandatária. Porque é no andar de cima que tudo acontece ao sabor de interesses distintos e pessoais.
  • “O Dário conhece muito bem o MDB, é um senador bem avaliado. Como presidente do partido, estou conversando com todos, vou receber mais pessoas nessa semana para trocar ideias sobre as eleições porque dialogar é meu jeito de ser”. Edinho Bez, presidente estadual do MDB, explicando conversa do o senador Dario Berger (PSB).
  • Candidato a deputado federal, o empresário Ari Rabaiolli (PL/Joinville), ex-presidente da Federação das Empresas de Transporte e Logística de Santa Catarina, diz que sua bandeira, se eleito, será a infraestrutura (rodoviária). Nem dá para imaginar, nesse caso, prioridade maior.
  • Um antigo cartaz que esteve afixado em um mercado de Blumenau, contra a doação esmolas e dizendo que em Blumenau só mora nas ruas quem quer, motivou o padre Júlio Lancelotti (SP) a pesadas críticas à cidade. “Aporofobia (desprezo), criminalização da pobreza”, bradou o padre, que faz trabalhos sociais voluntário. Fake news!
  • O padre precipitou-se, sem conferir a veracidade da postagem, embora a prefeitura local oriente para que moradores de rua sejam instados a procurar a assistência social do município. Que mantém equipe permanente de abordagem. Aliás, Lancelotti deveria verificar se, em Blumenau, de alguma forma a Igreja Católica ampara a pobreza do município.
  • O ex-deputado federal Jorge Boeira (PDT), promete congestionar ainda mais a disputa pela cadeira de Carlos Moisés (Republicanos). Anunciando sua pré-candidatura a governador. O PDT não engoliu a indicação do senador Dario Berger à reeleição pela Frente Democrática. Na verdade, Boeira é só mais um arroz de festa. Há décadas o PDT é um mero coadjuvante.

Concentração de votos

O registro é do Tribunal Superior Eleitoral: o Brasil tem 156 milhões de eleitores. Destes, 5,4 milhões em Santa Catarina, com 1.599.83 milhão concentrados em seis dos 295 municípios do Estado Pela ordem, Joinville (428.730), Florianópolis (399.606), Blumenau (261.742), São José (186.561), Itajaí (163.901), e Chapecó (159.323). Visto o histórico catarinense de eleições majoritárias, é mais que o suficiente para eleger um governador e um senador.

Três com 1 milhão de votos

Apenas em Joinville, Florianópolis e Blumenau, com mais de 200 mil eleitores, pode ocorrer segundo turno. Estes três municípios, juntos, somam 1.090.078 milhão de eleitores. Por extensão, também registraram o maior desperdício de votos nas eleições municipais de 2020. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de SC, entre brancos, nulos e abstenções, 141.464 mil em Joinville, 96.397 mil em Blumenau e outros 121.092 em Florianópolis.

A conta do desperdício

Somando-se o desperdício de votos nos três maiores municípios catarinenses em 2020, chegamos a 358 mil votos jogados no lixo por vontade do eleitor. Um pouco menos que a votação dos nove deputados da bancada estadual do MDB eleitos em 2018 que, juntos, somaram 389.354 mil votos. Os três parlamentares catarinense mais votados em 2018 eleitos para a Câmara dos Deputados somaram 437.110 mil votos.

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