Colunistas | 15/02/2022 | Atualizado em: 14/02/22 ás 11:09

Coluna: Costurando uma aliança

PP, PSD, PSDB, Podemos e União Brasil podem protagonizar uma coligação para fazer frente a Jorginho Mello (PL) e Carlos Moisés (ainda sem partido) e o MDB

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Coluna: Costurando uma aliança

PP, PSD, PSDB, Podemos e União Brasil (fusão PSL/DEM) podem protagonizar uma coligação para fazer frente a Jorginho Mello (PL) e Carlos Moisés (ainda sem partido) e o MDB. Na verdade, cada um por si é suicídio político. O Republicanos pode ser o destino de Moisés já que sua ida para o MDB, como candidato à reeleição ficou mais difícil.

Loureiro vai renunciar

O cabeça de chapa desta possível aliança é o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (UB) que vai renunciar ao mandato em 31 março, como ele mesmo anunciou na semana passada. Até 2 de abril, presidente da República, governadores e prefeitos que pretendam concorrer a outros cargos eletivos que não a reeleição nas eleições de 2 de outubro devem renunciar aos mandatos.

Raimundo Colombo insiste

A se efetivar o acordo, dos outros partidos coligados deve sair o vice de Loureiro. Mas excluindo da disputa pelo governo nomes como Raimundo Colombo (PSD) e Esperidião Amin (PP), que não quer. Mas é preciso encontrar soluções para projetos pessoais. Colombo, insiste em disputar um terceiro mandato, renegando o Senado e outros cargos menores.

Mudando o voto

A Convenção da Assembleia Deus vai mesmo apoiar o deputado estadual Ismael dos Santos (PSD/Blumenau) à Câmara dos Deputados. Descolando da deputada Geovânia de Sá (PSDB/Criciúma), reeleita em 2018 com 101 mil votos. A deputada pertence à igreja, mas seu apoio ao governador Eduardo Leite (RS), nas prévias tucanas para indicar o candidato à presidente da República, foi a gota d’água. Leite é homossexual assumido.

Sete no bem bom

Sete ex-presidentes, eleitos a partir de 1989, têm direito a pensões vitalícias. Além de seis servidores que trabalham como segurança pessoal, apoio (?) e assessoramento. E mais dois carros de luxo com motoristas. No ano passado, os gastos (que são ilimitados) bateram na casa dos R$ 5,8 milhões. O equivalente a 14.530 parcelas do valor médio do Auxílio Brasil. Tudo previsto na Lei 7.474, de 8 de maio de 1986, promulgada pelo Congresso Nacional e pago com dinheiro público. Está tudo lá no Portal de Dados Abertos da Presidência da República

A (nossa) conta

O Decreto 6.381, de 27 de fevereiro de 2008, baixado pelo então presidente Lula da Silva (PT) no último ano de seu segundo mandato, ampliou os benefícios. Aliás, Lula da Silva foi o campeão de gastos em 2021: R$ 1.163.461,90. Dilma Rousseff (PT) vem em segundo lugar com 1.089.017,27; Fenando Collor de Mello (Pros), com R$ 1.062.711,64; Michel Temer (MDB), R$ 910.159,71; José Sarney (MDB), que gastou R$ 824.288,73 e Fernando Henrique Cardoso (PSDB), R$ 762.445,07. A conta inclui planos médicos usufruídos pelas famílias.

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Celso Machado

Nascido em Blumenau, 72 anos, 57 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

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