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Coluna: Intolerância religiosa

Projeto de lei da deputada Ana Campagnolo (PL), cristã protestante, proíbe a liberação de recursos públicos para financiar ou contratar eventos em que haja prática de intolerância religiosa

24/05/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Intolerância religiosa

Projeto de lei da deputada Ana Campagnolo (PL), cristã protestante, proíbe a liberação de recursos públicos para financiar ou contratar eventos em que haja prática de intolerância religiosa. A proposta fixa multa entre R$ 5 mil a R$ 500 mil ao organizador do evento que descumprir a medida. E fica proibido de receber autorização do Estado para realizar eventos ou atos pelo prazo de cinco anos.

“Um problema grave”

Uma emenda do deputado Vicente Caropreso (PSDB) engloba todas as correntes religiosas, como forma de combater o fanatismo religioso. “Em Santa Catarina, a ridicularização da fé, não apenas a cristã (como citava o projeto original), será considerada um problema grave”, afirmou o deputado tucano. Depois de tramitar pelas comissões permanentes, o projeto vai à aprovação em plenário.

Eleições

  • A lista de candidatos ao governo do Estado ainda tem oito nomes: Carlos Moisés da Silva (Republicanos), Gean Loureiro (União), Antídio Lunelli (MDB), Jorginho Mello (PL), Esperidião Amin (Progressistas), Odair Tramontin (Novo), Décio Lima (PT) e Dario Berger (PSB). As convenções que vão homologar as chapas ocorrem entre julho e agosto.
  • Mas, até lá, pelo menos dois ficam pelo caminho, o que não significa exatamente um encurtamento da lista de pretendentes porque partidos de esquerda não alinhados à frente democrática, devem lançar nomes. Nunca chegam a lugar algum visto o descrédito do eleitor, mas, como geralmente são servidores públicos, curtem alguns meses de férias.
  • Subiu para cinco o número de prefeitos de SC filiados ao Podemos: Blumenau, Palhoça, Balneário Camboriú, Mafra e Bombinhas. Paulo Henrique Mller (Bombinhas) foi para o partido da mulher, a deputada Ana Paula da Silva, a Paulinha. Eleitos em 2020, só dois: Mário Hildebrandt (Blumenau) e Fabrício Oliveira (Balneário).
  • Lula da Silva tem roteiro em SC nos dias 2 e 3 de junho. E, pelo andar da carruagem, dificilmente as esquerdas terão, até lá, um candidato único. Sem consenso, o PT lançou Décio Lima e o PSB, Dario Berger. Lula deve avalizar um dos dois. Nítida vantagem para o compadre Décio. Mesmo que, no plano nacional, o PSB seja vice de Lula com Geraldo Alckmin.
  • “Este é o pior Supremo Tribunal da história”. A frase é do promotor de Justiça, Odair Tramontin (Novo), pré-candidato a governador, avaliando ações e atos de ministros do STF. Tramontin cumpre roteiro de visitas a Jaraguá do Sul hoje (24), incluindo entrevista ao JDV ainda pela manhã.
  • Ex-governador Colombo Machado Salles (1971/1975) completou 96 anos de idade. Nascido em 20 de maio de 1926, em Laguna, e formado em engenharia civil pela Universidade Federal do Paraná, foi ele quem projetou a represa de Guaramirim, acoplada a uma galeria de canais para levar água até plantadores de arroz de Guamiranga e outras regiões.
  • Em 2013, Colombo retornou a Guaramirim para rever a represa e, na condição de convidado, participar de novo estudo sobre outros usos para barragem que já não cumpria sua finalidade principal visto alternativas de outras fontes de água. Porém, nada saiu do papel porque o custo (dos estudos), de R$ 350 mil, era elevado para o orçamento do município.

Plano de privatização

“A maioria (das empresas públicas estaduais) prestam um serviço ruim para a população. Eu digo, por exemplo, quando me refiro à Celesc, que é totalmente ineficiente para a nossa população, preocupada com seus dividendos para distribuir o lucro para seus acionistas”. O discurso é do ex-prefeito Antídio Lunelli (MDB), pré-candidato a governador, que inclui, também, a Casan entre as empresas que, defende, devem ser privatizadas.

Sistemas municipais

Aqui no Vale do Itapocu, há muitos anos as prefeituras dos quatro maiores municípios (Guaramirim, Corupá, Schroeder e Massaranduba) romperam seus contratos com a Casan por conta da crônica falta de investimentos e passaram a operar sistemas próprios. Mas, nem por isso, o serviço melhorou como era esperado. Em Jaraguá do Sul o sistema sempre foi municipal e, menos mal, pode ser considerado como bom.

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