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Coluna: Moisés, Lunelli…

Em discurso, Amin rasgou elogios ao governador Carlos Moisés (sem partido) e a quem cobiça como cabeça de chapa do PP.

09/11/2021

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Moisés, Lunelli…

Divulgação

Em discurso, Amin rasgou elogios ao governador Carlos Moisés (sem partido) e a quem cobiça como cabeça de chapa do PP. Depois, em entrevista à rádio 105 FM, disse que se o presidente Jair Bolsonaro optar pelo PP “há grandes chances do Antídio Lunelli se filiar ao partido”. E, nem precisa dizer, ser o candidato do PP à sucessão de Moisés. O prefeito não se manifestou.

Só coincidência?

Não por coincidência – “estava passando pela região”, segundo disse – o senador Esperidião Amin (PP) aportou em Guaramirim na quinta-feira (4) no mesmo horário em que ocorreria o ato de autorização para o lançamento de licitação das obras de duplicação da esburacada SC-108, no trecho entre Guaramirim e Massaranduba. Obra que nem de longe tem o dedo dele.

Fritando Ponticelli

Vindo do senador, nada de novo porque sempre trama para se dar bem. Aliás e só para lembrar: o próprio Amin e o presidente estadual do PP, deputado Silvio Dreveck, asseguraram, no início de 2021, que o prefeito reeleito de Tubarão, Joares Ponticelli, seria o candidato do partido à sucessão de Carlos Moisés. Mas Joares segue em processo de “fritura” no partido.

Dinheiro para obras

Houve quem estranhasse a presença do prefeito Luís Antônio Chiodini (PP) em evento organizado por apoiadores do deputado federal Carlos Chiodini (MDB). Ele explica: à frente da prefeitura de Guaramirim tem conseguido verbas importantes de deputados de vários partidos para obras necessárias, particularmente do deputado jaraguaense. E, por isso, não se furta em prestigiá-los.  Mas, Luís Antônio não foi o único prefeito de outro partido presente ao ato.

Apoio reconhecido

Também esteve lá na Sociedade Botafogo e pelo mesmo motivo o prefeito de Apiúna, Marcelo Doute (PL). Além de Antidio Lunelli (Jaraguá do Sul), Sesar Tassi (Massaranduba), Luiz Carlos Tamanini (Corupá), Felipe Voigt (Schroeder), Aquiles Costa (Penha), Clezio Forunato (São João do Itaperiu), Godofredo Gomes (São Francisco do Sul), Alcir Merizio (Botuverá), Rodrigo Davi (Garuva) e Jefinho Garcia (vice-prefeito de Itapoá), todos do MDB.

Com Jair Bolsonaro

Mario Hildebrandt (Podemos), prefeito de Blumenau, dificilmente disputará cargo eletivo em 2022. Porém, no município, passa pelo crivo dele a lista de candidatos a deputado. Mas, independentemente disso, já avisou: está “fechado” com a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A mesma postura terá o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD). O “efeito Bolsonaro” não será como em 2018, mas em SC é, ainda, o nome mais forte.

Foi, mas volta

Indicado por Carlos Moisés (sem partido) e depois de dois meses de espera, o ex-governador Pinho Moreira (MDB) assumiu a diretoria financeira do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul. Porém, fica lá só até março quando, obrigatoriamente, se licenciará para disputar vaga à Assembleia Legislativa. Mas dá tempo para juntar uma boa grana com salário de R$ 60 mil.

Nadal e Berger

Governador em exercício, o deputado Mauro de Nadal (MDB), também presidente da Assembleia Legislativa, reuniu lideranças de seu partido, como prefeitos, vice-prefeitos, deputados estaduais e o senador Dario Berger, para lauto almoço na Casa D’Agronômica, a residência oficial do chefe do Executivo. Nos tempos do PDS (hoje PSD) e para justificar os banquetes da época, diziam que com o estômago vazio não dá para discutir a fome do mundo.

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