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Coluna: Moisés quer MDB, PP e PSDB
Carlos Moisés (Republicanos) tem garantido o apoio do Podemos, primeiro partido a oficializar presença na coligação em busca da reeleição do governador
Carlos Moisés (Republicanos) tem garantido o apoio do Podemos, primeiro partido a oficializar presença na coligação em busca da reeleição do governador. Agora, em suas andanças pelo Estado, assinando convênios, liberando recursos Públicos e a um passo de ter o MDB na majoritária, acelera conversas com PP e PSDB. Os tucanos, longe de ter candidato próprio, enxergam em Moisés a tábua de salvação para a própria sobrevivência como partido político.

As derrotas para o MBD
O PP esteve (e está) no governo de Moisés. Não haveria, por isso, pudores em apoiá-lo. O pro- blema é o MDB, que impôs três históricas derrotas na disputa pelo governo do Estado à família Amin. A primeira com Paulo Afonso Vieira, em 1994, tirando diferença de 300 mil votos no segundo turno, sobre a deputada Ângela Amin. Depois, com Luiz Henrique da Silveira, em 2002 e 2006, sobre Esperidião Amin. Então, ou o senador encara a majoritária ou o PP “engole o sapo”.
Eleições
Depois de reunião na terça-feira (13) com prefeitos, vice-prefeitos e presidentes de diretórios que representam as 21 regiões do Estado, com a maioria manifestando apoio à reeleição do governador Carlos Moisés (Republicanos), a bancada estadual do MDB recebeu o deputado Carlos Chiodini (MDB) para um almoço na Capital, na quarta-feira (14).
• A bancada do MDB na Assembleia Legislativa desde sempre defende a reeleição do governador. Como também quer o deputado jaraguaense como candidato a vice na chapa de Moisés. Na semana que vem deve ocorrer encontro entre os parlamentares, Antidio Lunelli e Celso Maldaner, presidente estadual do MDB. Para “acertar o baralho”.
• Eleitores perguntam sobre o porquê do apoio de deputados e prefeitos a Carlos Moisés (Republicanos). Pois é assim que funciona: prefeitos, governadores e presidente da República só conseguem governar com apoio da maioria nas câmaras de vereadores, assembleias e Congresso Nacional. E aí entra o indefectível toma lá, dá, cá.
• Moisés, orientado pelos deputados (não só do MDB), tem liberado recursos em volumes jamais visto antes pelos prefeitos quando comparado aos seus antecessores. Os prefeitos, que são os grandes cabos eleitorais dos deputados, precisam de verbas para fazer obras. Por sua vez, os deputados precisam de votos para se elegerem. E é assim que a banda toca.
• De Antidio Lunelli (MDB): “Eu não desisti de nada, não sou homem disto. Se fosse assim, não teria chegado onde cheguei, e nem construído o que construí, junto com tantas pessoas do bem. Continuo na caminhada por uma Santa Catarina melhor, mais justa e pujante, que é uma característica do povo catarinense. Para isso, sigo dialogando com diversas lideranças políticas”.
• O imbróglio envolvendo forças internas do MDB impacta diretamente na definição das candidaturas proporcionais (deputados e senador) do partido. O que é muito ruim. E, indiretamente, na composição de chapas e alianças entre partidos adversários, que postergam decisões antes de conhecerem o que virá pela frente.
Conteúdos em alta
MP questiona “momento bíblico”
Ministério Público de Blumenau questiona o “momento bíblico” instituído na Câmara de Vereadores em 2010 (como também ocorre na Câmara de Jaraguá do Sul) e obrigatório pelo Regimento Interno da Casa. O MP também questiona presença de símbolo religioso católico (Cristo na cruz, à esquerda da foto) no Legislativo e em outras repartições PÚBLICAS municipais. Alegando (Constituição de 1988) que “o Poder Público não deve interferir no exercício da liberdade religiosa, impondo ou proibindo crenças e cultos”. E nem privilegiar orientação religiosa.
TJ julga ação no dia 20
O jurídico da Câmara de Blumenau diz que “o momento bíblico não implicaria prestígio a nenhum credo ou crença religiosa. Antes, buscaria valorizar ensinamentos éticos, atemporais, constantes em livro religioso”. Citando, ainda, decisões do Conselho Nacional de Justiça, que vê, nesta prática, apenas símbolos da cultura brasileira. A Prefeitura preferiu não se manifestar. A ação do MP foi parar no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que vai julgá-la em sessão marcada para quarta-feira (20).
Celso Machado
Nascido em Blumenau, 72 anos, 57 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)