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Coluna: “Não há um pingo de verdade nisso”

Dario Berger reagiu e desmentiu suposto “acordo” firmado entre os pretendentes para a composição de chapa pura.

30/09/2021

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: “Não há um pingo de verdade nisso”

Divulgação

E segue o tumultuado processo de escolha do candidato do MDB ao governo em 2022. Na terça-feira (28), ao saber, pela imprensa, de suposto “acordo” firmado entre os três pretendentes para a composição de chapa pura- Antidio Lunelli governador, Celso Maldaner de vice e ele à reeleição ao Senado, Dario Berger reagiu e desmentiu.

Em nota, afirmou que “não há um pingo de verdade nisso” e que quando uma decisão for tomada, independente de qual seja, “em respeito ao diretório estadual, às lideranças e às bases emedebistas, estes serão os primeiros a saber”.

Amenizando o estrago

Visto o estrago, o deputado Celso Maldaner, presidente do MDB, tentou amenizar o impacto causado pelo conteúdo de release distribuído pelo MDB. “Vamos levar as conversas para a executiva e a bancada (na Assembleia Legislativa), prevalecendo a voz da maioria”, escreveu Maldaner.

Vereador e prefeito de São José (dois mandatos), prefeito de Florianópolis (dois mandatos) e senador, Berger não deixa por menos. Ser governador de SC é chegar ao topo da escada.

Toma lá, dá cá

A postura da bancada do MDB na Assembleia Legislativa (nove deputados) nunca foi de oposição. Primeiro, livraram Moisés de dois processos de impeachment. Depois, aprovaram o colega Luiz Fernando Vampiro para a pasta da Educação.

Como recíproca, um atendimento clínico de Moisés (sem partido). Que tem correspondido, liberando verbas a rodo aos prefeitos das bases eleitorais dos deputados. Como se diz no popular, “tudo de caso pensado”.

Arrecadação no topo

Nas contas do deputado e presidente estadual do PSD, Milton Hobus, o Estado arrecadará R$ 1 bilhão a mais em 2021 graças ao aumento dos combustíveis. E outros R$ 500 milhões extras com energia elétrica.

Nos dois casos por conta da incidência do percentual do ICMS sobre custos finais maiores. PSD e MDB, ao mesmo tempo em que tentam construir um candidato para 2022, também seguem atrelados ao governo de Carlos Moisés (sem partido).

Um PSD governista

Exceto Hobus, crítico contumaz de Moisés, outros três deputados do PSD respaldam o governador na Assembleia, como o faz o MDB. E mais, um pessedista chefia a Casa Civil. Raimundo Colombo, um dos pré-candidatos do PSD, rotula o governo de Moisés como “um fracasso” em todos os sentidos.

Talvez Colombo não seja o mais indicado para isso ao menos tomando o Vale do Itapocu como exemplo. Por aqui não há rastros marcantes do seu governo.

Caminhoneiros ameaçam greve

“Não é maldade de nossa parte, é uma realidade. Tem um ditado que diz que nada está tão ruim que não possa piorar. Nós não queremos isso”. Trecho de nota assinada por Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, sobre possível nova e grande greve dos caminhoneiros por conta de novo aumento do diesel.

Convocando a categoria a se unir, já que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), segundo o dirigente, não toma uma atitude. Aliás, uma promessa de campanha.

Número único

A proposta não invalida os demais documentos, mas um projeto aprovado pelo Senado esta semana estabelece que o Cadastro de Pessoas Físicas, o CPF, será o “número único e suficiente” para identificação do cidadão brasileiro em todos os bancos de dados do poder público. O relator da matéria foi o senador Esperidião Amin (PP).

Duas emendas ao texto original levam o projeto para nova votação na Câmara dos Deputados, onde se originou. “As pessoas não mais terão que se recordar ou valer-se de diferentes números para que os diversos órgãos públicos, bases de dados e cadastros os identifiquem”, explicou Amin.

 

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