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Coluna: O clássico Leviatã, atual como nunca. Ai meu Brasil

“como tendência geral de todos os homens, [há] um perpétuo e irrequieto desejo de poder e mais poder, que cessa apenas com a morte”

13/07/2022

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Professor Pesquisador, Mestre em Educação, Especialista em Planejamento Educacional e Docência do Ensino Superior, Historiador e Pedagogo. Entusiasta da Educação

Coluna: O clássico Leviatã, atual como nunca. Ai meu Brasil

O homem é o lobo do homem

Thomas Hobbes (1588-1679), autor do clássico Leviatã, foi o responsável por divulgar a célebre frase “O homem é o lobo do homem”, inserida no seu livro mais famoso. A frase original, no entanto, traduzida para o latim como “homo homini lupus“, pertence ao dramaturgo romano Plautus (254-184 a.C.).

A oração, metafórica, quer dizer que o homem é um animal que ameaça a sua própria espécie. O que a máxima sublinha é a capacidade destruidora do ser humano contra os seus.

Significado de “O homem é o lobo do homem”

A frase usa uma linguagem metafórica, isso é, faz uma comparação com o comportamento animal para ilustrar aquilo que o autor acredita ser a conduta do ser humano geralmente.

Explorador por essência, aproveitador dos mais fracos, o homem teria por instinto o impulso de usurpar o que é do outro, colocando-se acima dos demais e tendo como prioridade máxima o bem-estar individual ao invés do coletivo.

Na frase vemos sintetizada a ideia de que o homem é o seu próprio inimigo provocando lutas sangrentas e, muitas vezes, matando os seus semelhantes.

Para compreendermos melhor o sentido da frase convém retomar o contexto de onde ela foi retirada. Hobbes acreditava (e deixou registrado esse pensamento em Leviatã) que o ser humano precisava viver em conjunto numa sociedade regida por regras e normas.

Aquilo que o autor chamou de contratos sociais era essencial para a sobrevivência humana pois, caso contrário, chegaríamos a uma circunstância extrema de barbárie.

Primeira aparição da oração

O primeiro autor da máxima “O homem é o lobo do homem” foi o dramaturgo romano Titus Maccius Plautus (254-184 a.C.), que teria nascido supostamente (segundo o gramático Festus), no nordeste da Itália central. Plautus havia inserido a oração em questão em uma das suas comédias intitulada Asinaria.

A peça também ficou conhecida como A comédia dos burros ou Comédia do Asno. A história gira em torno de Demêneto, um senhor avarento que desejava de toda forma ludibriar a sua própria mulher, que era rica, para conseguir dinheiro.

A divulgação da frase

Apesar da autoria ter sido atribuída à Platus, o verdadeiro responsável pela divulgação da sentença foi Thomas Hobbes, filósofo inglês que a incluiu no seu livro Leviatã, publicado em 1651, onde exercitou aquilo que considerava ser a sociedade ideal.

Sua maior inspiração para a composição da obra teria sido justamente a República Romana.

Segundo Hobbes, essencialmente o “homem é o lobo do próprio homem”, ou seja, ele é capaz de colocar em risco a sua própria espécie.

Por instintos de autopreservação e egoísmo, o ser humano tenderia a entrar em conflitos e guerras que ameaçariam os seus próprios irmãos.

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