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Coluna: Política & Políticos – A “obra” da SC-110
Celso Machado comenta os principais acontecimentos da política catarinense
Em 25 de novembro de 2017 o então governador João Raimundo Colombo (PSD) inaugurou obras de revitalização da SC-110, autorizadas por ele em 2014 e que seriam executadas entre a empresa Malwee e o pé da Serra de Pomerode. Uma inauguração de mentirinha, pode-se dizer, depois de muitos acidentes (com mortes, até) e protestos de moradores pela insegurança de se transitar a pé ou de bicicleta pelo trecho de 12 quilômetros. À época, Colombo já era pré-candidato ao Senado.
Tudo pela metade
A obra, incluída no Pacto por Santa Catarina, foi entregue com dois anos de atraso e nunca concluída, principalmente no que toca a acostamentos, mas consumiu R$ 13,9 milhões. A SC-110, em obras no trecho da Serra até Pomerode (terceira pista) desde agosto de 2022, é entrada e saída de Jaraguá do Sul. Com trânsito intenso e nenhuma manutenção. O que motivou a Câmara a aprovar moção do vereador Jeferson Cardozo (PL) para explicações do secretário de Infraestrutura, Jerry Comper (MDB) e do governador Jorginho Mello (PL).
CURTAS
Conteúdos em alta
*De forma inédita na história política de Santa Catarina, ministros do governo Lula da Silva (PT) têm visitado o Estado e, todos, sem exceção, com discursos sobre extraordinários investimentos em uma unidade da Federação extremamente injustiçada ao longo de décadas. Inclusive em outros governos petistas, como o foi, também, no governo Bolsonaro.
*O retorno de impostos federais arrecadados em SC, em média, é de 10%. Por exemplo, a cada R$ 70 bilhões nos cofres de Brasília, voltam R$ 7 bilhões com quase tudo já comprometido em contas do Estado. A sustentação da máquina pública federal e investimentos em outros estados “comem” o restante.
*Porém, não é outro esse súbito por SC interesse que não a majoritária de 2026, embora os discursos apolíticos. Lembrando que a primeira e única vez que Lula venceu em solo catarinense foi em 2002, mas com apoio de Luís Henrique da Silveira (MDB).
* Mas, de repente, é possível que o balaio de migalhas cresça. Com Décio Lima (PT) no segundo turno em 2022, há uma torcida das esquerdas para que Jorginho Mello (PL) faça um governo ruim. Então, Lima, hoje presidente nacional do Sebrae, se apresenta para nova disputa, com o compadre Lula à reeleição. E aí tudo pode acontecer.
*Suposto abuso de poder, como uso de helicóptero de terceiros na campanha, financiamento de propaganda eleitoral e utilização da estrutura da Havan motivaram PSD, Patriota e União Brasil da coligação “Bora trabalhar”, do ex-candidato a governador Gean Loureiro, a mover ação de investigação judicial contra o senador Jorge Seif (PL).
*Mas, pelo “suposto”, o Procurador Regional Eleitoral, André Stefani Bertuol, rejeitou todas as argumentações, apontando, inclusive, para a prestação de contas de Seif sem restrições, ao Tribunal Regional Eleitoral. Que deve julgar o caso ainda em julho.

SCHELBAUER E MELLO
Mais uma para o governador Jorginho Mello (PL) se incomodar. Sem a necessária licitação, o secretário estadual de Administração Prisional, Edenilson Schelbauer, autorizou a compra de uniformes de inverno para detentos das cadeias e penitenciárias. No valor de R$ 5.614.250,00. Mesmo havendo produção de roupas para todos os presos do Estado na penitenciária de Chapecó. Por coincidência, ou não, a empresa escolhida, de nome Cor Base Confecções Ltda., é de Mafra, onde o secretário já foi vereador (2016/2020) e tem residência fixa. Em 2020, Schelbauer disputou a eleição para prefeito de Mafra, com um terceiro lugar entre sete candidatos. A informação vem do jornalista Marcelo Lula (SCemPauta).
VIA BRASIL
*Do ex-deputado federal Paulo Gouvêa (Blumenau): “Já passaram quase dezessete meses desde que a Ucrânia foi invadida e vem tentando se defender dos russos. De repente, no meio do tiroteio – lembra? – surgiu o Presidente do Brasil se oferecendo para pacificar o conflito. Ele apresentou-se como um mediador, mas, mostrou clara simpatia pelos russos. Claro que ninguém levou essa conversa a sério, seja pela parcialidade ostensiva, seja pela irrelevância do pretenso articulador”.
* E prossegue Gouvêa: “Para coroar seu desempenho, defendeu propostas simplistas e simplórias, do tipo – “cada um deveria ceder alguma coisa”. A Ucrânia foi invadida e agora, para ter a paz, precisa entregar alguma coisa para os invasores? Não dá para dizer que é uma ideia brilhante. Qual é, então, o papel do Lula? De fato, não é papel. É um papelão”.
*A blumenauense Ana Moser, ministra dos Esportes, está em processo de “fritura”. Sem filiação partidária, sem estrutura no ministério criado pelo governo, sem recursos e muito menos apoio, não deve durar por mais tempo no cargo.
*Aliás, Ana Moser quer que o governo decrete ponto facultativo nos dias de jogos da seleção feminina na Copa do Mundo da Austrália (na primeira fase entre 7h e 8h da manhã). Nisso, com certeza, ela tem todo o apoio da vadiagem de sempre.

Não é coincidência
As escolas cívico-militares foram uma das principais bandeiras do governo de Jair Bolsonaro (PL) para a educação, em parceria com os ministérios da Educação e Defesa. E cuja ‘morte’ acaba de ser anunciada com uma “canetada” do ministro da Educação, Camilo Sobreira de Santana (PT). Alegando que o papel das Forças Armadas não é o de assessoramento ou suporte à gestão escolar. Mas, o governador Jorginho Mello (PL), discípulo de Bolsonaro, promete manter as escolas cívico-militares, com recursos próprios e outra nomenclatura. Em Santa Catarina, são nove escolas (e mais 10 pedidos de instalação) com cinco mil alunos. No país são 216, com 192 mil estudantes, muitas delas funcionando desde 1990.
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Celso Machado
Nascido em Blumenau, 72 anos, 57 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)