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Coluna: Política & Políticos – Isenção de pedágio
Celso Machado comenta os principais acontecimentos da política catarinense
Pessoas com doenças graves e degenerativas, transtorno do espectro autista ou com deficiência, quando em tratamento fora dos seus municípios ficam isentas de pedágio em rodovias estaduais que forem concedidas à Iniciativa privada. O projeto aprovado pela Assembleia Legislativa é do deputado Vicente Caropreso (PSDB). Antecipando-se ao que já se discute desde o governo de Esperidião Amin (PP). Há estudo recente do governo federal mapeando a concessão de 22 rodovias estaduais que desembocam em estradas federais e que poderiam ser pedagiadas. Incluindo o trecho da SC-108, entre Guaramirim e Joinville (Rodovia do Arroz).
PF prende Chiodini
Luís Antônio Chiodini (PP), prefeito de Guaramirim, voltou ao Brasil (estava em férias na Inglaterra), desembarcou em São Paulo, foi preso, passou por audiência de custódia e está no presídio de Itajaí (Canhanduba). Com outros 15 prefeitos presos, entre eles Luís Carlos Tamanini (MDB/Corupá), Felipe Voigt (MDB/Schroeder) e Armindo Tassi (MDB/Massaranduba) é acusado de receber propinas da Serrana Engenharia (coleta de lixo) para fraudar licitações. Dos cinco maiores municípios do Vale do Itapocu, Jaraguá do Sul é a exceção.
CURTAS
Conteúdos em alta
*O orçamento para a BR- 280 neste ano, conforme informou o DNIT durante o lançamento da Frente Parlamentar para fiscalizar e cobrar a duplicação da BR-280, entre São Francisco do Sul e Jaraguá do Sul, vai passar de R$ 48 milhões para R$ 200 milhões. Com conclusão em 2024. A afirmação é do superintendente do DNIT em Santa Catarina, Alysson Rodrigues de Andrade.
*Nos seus 75 quilômetros, menos de 30% está pronto. Em 2013 o custo era de R$ 1 bilhão. Não há sequer um projeto para a questão do Canal do Linguado (região de mangue), com seus impactos ambientais. Ali está o grande gargalo, segundo o próprio DNIT. Então é, no mínimo, uma leviandade apontar que a rodovia fica pronta no ano que vem.
*Em julho de 2011 a imprensa de SC noticiava que “a preocupação recai sobre obras como a duplicação da BR-280, entre São Francisco do Sul e Jaraguá do Sul, com edital de licitação suspenso. Segundo a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti (PT), a obra estaria para ser liberada, mas até agora (naquela data) nada”.
*Preocupante, mesmo, é não ouvir nenhuma contestação, nem mesmo de deputados que passam frequentemente pelo trecho. Andrade é analista de infraestrutura do DNIT e foi gestor das obras de duplicação da BR-101 (conclusão do trecho Sul). Obra que consumiu 14 anos dos governos de Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT).
Além de Maurício Peixer (PL), o idealizador da Frente pela BR-280, integram o movimento os deputados Jessé Lopes (PL), Maurício Eskudlark (PL), Ivan Naatz (PL), Ana Campagnolo (PL), Fabiano da Luz (PT), Marcos Vieira (PSDB), Altair Silva (PP) e Marcius Machado (PL). Em datas ainda não definidas, audiências públicas serão feitas em Araquari e Guaramirim.
*A reforma administrativa encaminhada à Assembleia Legislativa pelo governador Jorginho Mello (PL) previa a extinção das coordenadorias regionais de Educação. Mas, depois de um “entendimento” com deputados governistas, JM recuou. O interesse político partidário prevaleceu e o resto é conversa fiada.

Novo comando na Eletrosul
Cleicio Poleto Martins, que presidiu a Celesc nos quatros anos do governo de Carlos Moisés (Republicanos), foi definido pela Eletrobras como novo diretor-presidente da Eletrosul, estatal federal com sede em Florianópolis. E de quem a Celesc é cliente como compradora de energia elétrica. Engenheiro mecânico por formação, Martins, que atua na Engie Brasil Energia (também com sede na Capital), já trabalhou na Companhia Vale do Rio Doce, privatizada em leilão em 1997, por R$ 3,3 bilhões, no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
VIA BRASIL
*“Querem ser irresponsáveis com as contas públicas, criar cabides de emprego nas estatais para aqueles mesmos que deram origem aos escândalos do petróleo e do mensalão! É muito atraso”. Desabafo é do líder do Podemos (aliado de Lula) no Senado, Oriovisto Guimarães, que não disse nada de novo. O partido tem 12 deputados federais, 28 estaduais e cinco senadores.
*Esse é o tipo de discurso com cheiro de chantagem barata, mas muito em evidência em Brasília. Até porque, na partilha do butim o Podemos não ganhou nenhum cargo de expressão. Ficou com uma secretaria no Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação e a presidência do Grupo Executivo de Assistência Patronal.
*Ministro Carlos Fávero (PSD/MT), da Agricultura e também senador licenciado, é um crítico contumaz de invasões do MST em terras produtivas. Ele comparou as invasões aos “atos golpistas de 8 de janeiro”. O MST é chefiado há anos pelo desocupado Pedro Stédile, um velho amigo (pessoal) de Lula e do PT, que estava no avião do presidente na viagem à China e EUA.
*“Tudo o que transpassa os rigores da lei não tem e nunca terá meu apoio. Considero a invasão de terra produtiva tão danosa e criminosa como a invasão do Congresso Nacional”, disse o ministro aos deputados federais da Frente Parlamentar da Agropecuária. Fávero se candidata a ser o primeiro a cair.
*Senador Esperidião Amin (PP) relatou voto favorável a projeto de lei complementar que regulamenta a aposentadoria especial por periculosidade. O segurado com efetiva exposição a agentes nocivos químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde, incluídos em lista definida pelo Poder Executivo, terá direito ao benefício. Observados seis anos de contribuição.

O crime compensa?
*Mais um emérito corrupto vai se livrando de condenações. Agora foi a vez do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (MDB). Eduardo Appio, juiz federal da Lava Jato no Paraná, anulou todas as decisões do ex-juiz e atual senador, Sérgio Moro (União Brasil) contra Cabral, condenado a 420 anos de prisão em 23 processos. Foram R$ 300 milhões recebidos em propinas durante dois mandatos. Cabral, que confessou os crimes, cumpriu seis anos e está em liberdade desde dezembro de 2022 por decisão do Supremo Tribunal Federal.
Celso Machado
Nascido em Blumenau, 72 anos, 57 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)