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Coluna: Reflexões em uma tarde ensolarada

Estamos nos reunindo de novo, ressignificando, reforçando laços familiares e de amizade. É o momento ideal para valorizar o que realmente importa.

27/03/2022

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Sônia Pillon é jornalista e escritora, formada em Jornalismo pela PUC-RS e pós-graduada em Produção de Texto e Gramática pela Univille. É Presidente de Honra da ALBSC Jaraguá do Sul.

Coluna: Reflexões em uma tarde ensolarada

Sábado foi um dia ensolarado, de um límpido céu azul, contrastando com os chuvosos e cinzentos dias que o antecederam. E já não era sem tempo! É certo que a chuva caindo é bastante necessária e tem seu charme, mas sem exageros, não é mesmo?

Para que o equilíbrio se estabeleça, a vida pede dias solares, e isso se aplica a todos os seres. Afinal, para que as boas sementes germinem, tanto no sentido real como no figurado, precisamos do calor do sol.

Passados dois anos de isolamento social por conta da pandemia do coronavírus, do avanço na vacinação, do retorno gradativo dos eventos e da flexibilização das máscaras, a euforia tomou conta das pessoas. É como se estivesse acontecendo um chamamento geral para saírem das “tocas”. E isso é perfeitamente compreensível, se pensarmos nas perdas e nas restrições que o mundo teve de passar. Agora, só nos resta torcer para que esse período de vivenciar o próprio núcleo tenha permitido avanços no comportamento humano, e que a reclusão forçada não tenha sido em vão.

Mas, voltemos ao sábado! Como ia dizendo, o astro-rei retornou com tudo e praticamente nos expulsou da toca. Estava na hora de passear, reunir a família e pegar a estrada, ressignificar e reforçar os laços.

E ontem, um dos eventos que mais atraiu público das cidades vizinhas estava em Pomerode. “O maior ovo decorado de Páscoa do mundo” é chamariz e tanto, assim como a esmerada decoração da festividade, as músicas e danças típicas, a deliciosa gastronomia e o artesanato local. Tudo muito colorido e vivaz, como tem que ser.

Em meio a tantas atrações, era possível perceber que uma alegria contagiante imperava nos espaços lotados da Osterfest, porém de uma forma mais intensa. Reencontros, celebrações familiares, confraternizações entre amigos. A esperança do recomeço estava estampada em todos os cantos.

Acima de tudo, foi bonito assistir várias gerações de uma mesma família se divertindo, celebrando a vida. Quantos desafios e superações tiveram de encarar, especialmente nos últimos dois anos? Aqueles momentos tinham um gostinho de felicidade. É certo que não existe aquela “família-margarina”, perfeitinha e sem conflitos. Cada um de nós é um ser único e é normal termos opiniões divergentes no ambiente familiar. Todavia, acredito que o mais importante de tudo é aprender a cultivar o respeito e manter a união. E isso, evidentemente, não vale apenas para as relações familiares.

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