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Coluna: Uma sinuca de bico

Mesmo que o senador Dario Berger (MDB) se filie ao PSB e que o indicado do MDB a governador seja Antidio Lunelli, isso não significará um crescimento da candidatura do prefeito de Jaraguá do Sul

06/01/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Uma sinuca de bico

Mesmo que o senador Dario Berger (MDB) se filie ao PSB e que o indicado do MDB a governador seja Antidio Lunelli, isso não significará um crescimento da candidatura do prefeito de Jaraguá do Sul. Na verdade, o que se viu nos últimos meses foi um escancarado apoio da bancada estadual de deputados do partido-  e a eles se somando parlamentares do PP, PSD, PSDB e outras siglas menores-  à reeleição de Carlos Moisés (sem partido, ainda).

Um palanque solitário

No plano nacional o MDB sequer tem um nome viável à presidência da República (e pode nem ter) para justificar palanque de apoio a Lunelli em Santa Catarina. Como o prefeito tem rejeitado a hipótese de ser vice de Berger (e vice-versa), o MDB caminha célere para um novo desastre nas urnas. Repetindo o massacre de 2018. Aliás, Moisés e Berger estão apenas à espera de uma definição do MDB para darem um rumo às suas candidaturas.

Mudanças na Lei dos Partidos

A propaganda partidária em rede nacional de rádio e televisão será concentrada entre 19h30 e 22h30 e apenas durante o 1º semestre. Da data das convenções, desde as candidaturas oficializadas até o dia da eleição, os partidos e candidatos estão proibidos de impulsionar propaganda eleitoral nas redes sociais por pagamentos nos aplicativos (como Facebook e Instagram) para obter maior engajamento e visualizações.

Mantida a regra atual

É o que diz a Lei 14.211, de 2021, rotulada de Lei dos Partidos, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com vetos. Um deles proibindo que cada partido pudesse registrar até 150% de candidatos conforme as vagas existentes em cada estado, valendo também para vereador em municípios com até 100 mil eleitores. Com isso, fica mantida a regra atual. E valendo a proibição de coligações proporcionais, como já ocorreu em 2020 para vereador.

E salve-se quem puder!

Assim, cada partido poderá registrar candidatos para a Câmara dos Deputados, assembleias legislativas e câmaras de vereadores no total de até 100% do número de lugares a preencher, mais um. Evitando a pulverização de candidaturas, facilitando a identificação do eleitor com os candidatos e racionalizando o processo eleitoral.  Resumindo, agora e daqui para frente, é cada um por si e salve-se quem puder.

DEM e Podemos articulando

Gean Loureiro, prefeito de Florianópolis (DEM, ainda) foi a Balneário Camboriú conversar com o colega Fabrício Oliveira (Podemos, à direita da foto). Ambos são pré-candidatos a governador. Gean e Fabrício sabem que, sozinhos, são cartas fora do baralho. Em Santa Catarina o DEM tem apenas sete prefeitos e o Podemos, dois- Mario Hildebrandt, de Blumenau, é um deles. Além de um punhado de vereadores. No plano nacional o União Brasil (fusão do DEM e PSL) tende a apoiar Sérgio Moro (Podemos).  Em tempo: Florianópolis e Balneário Camboriú são os dois municípios catarinenses com extraordinário crescimento de infectados pela Covid 19 e a gripe H3N2 depois das festas de Natal e Réveillon. Mas, isso ficou em segundo plano na conversa.

Os fatos políticos

Uma enquete aberta na última semana de dezembro pelo site Upiara Online (Upiara Bosch, ex-colunista do grupo NSC), para que leitores indicassem o fato político de 2021, apontou os dois processos de impeachment contra o governador Carlos Moisés (sem partido) por larga margem de votos: 50,3%. Com 15,7% dos votos aparecem as manifestações bolsonaristas em Santa Catarina. Em terceiro o “toma lá, dá cá” do governador, distribuindo R$ 1,7 bilhão para municípios com mais de 100 mil habitantes em troca de apoio político.

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