Geral

Em cinco meses, mais de 100 incêndios já foram registrados em Jaraguá do Sul

Números são cumulativos desde janeiro, mas os últimos dias mostram como a estiagem tem colaborado para o surgimento de novos focos

28/05/2020

Por

Desde a madrugada de domingo (24) e segunda (25) os Bombeiros Voluntários de Jaraguá do Sul e região, Jeep Club, Grupo Gerar, Defesa Civil de Jaraguá, Fujama, equipe do helicóptero Águia 07 de Balneário Camboriú e do Arcanjo de Blumenau trabalham em conjunto para apagar um incêndio na região de Nereu Ramos e divisa de Jaraguá com Corupá.

Somente na manhã desta quinta-feira (28) o fogo foi completamente apagado. A

Ass regiões da Vila Machado e Luiz Sarti foram bastante atingidas. Ainda não há medição exata das áreas incendiadas.

Leia mais:

Desde o início do ano até o momento, os Bombeiros Voluntários de Jaraguá do Sul atenderam a 101 ocorrências de incêndios em matas.

Nos últimos dias, as ocorrências foram mais frequentes.

Ações como jogar uma ponta de cigarro acesa no chão ou atear fogo em entulhos podem ser catastróficas, principalmente quando se junta vento e seca, como explica o comandante dos Bombeiros Voluntários de Jaraguá do Sul, Neilor Vicenzi.

Ele informa que há dificuldade para entrar em mata fechada e que a técnica de abrir e cortar a vegetação com motosserra, enxadas e foices, formando uma clareira ao redor do foco de incêndio, é necessária para evitar que o fogo se alastre.

“Nossa orientação para a população é que não façam nenhum tipo de queima nessa fase de estiagem por que passa nosso estado. Às vezes o morador pensa que está fazendo um fogo controlado, mas basta uma rajada de vento para que ele se espalhe”, destaca Vicenzi. 

O biólogo da Fujama Gilberto Duwe explica que o incêndio florestal é desastroso para a biodiversidade da área. Não só toda a vegetação é destruída como também os fungos e bactérias que fazem toda a diferença para gerar e multiplicar a vida na floresta.

Além dos animais que vivem na região e terão que procurar outro lugar para morar.

“Pra mata se recuperar, demora muito. As sementes que estavam ali no chão da vegetação morrem. Fica uma área realmente devastada”, ensina Duwe. Ele cita que na nossa região são muito comuns incêndios que se concentram mais nas folhas secas caídas no chão das matas e não tanto nas copas das árvores.

“Mas isso não significa menos impacto ambiental. Muitas vezes a gente ainda vê as árvores verdes e não imagina o impacto daquele incêndio rasteiro na biodiversidade daquela área”, detalha o biólogo.

Atear fogo em lixo ou entulhos é proibido pelo Código de Posturas de Jaraguá do Sul, conforme a lei que instituiu o Código nº 1182/1988.

Em Jaraguá, quem ateia fogo em materiais em ambiente aberto pode ser notificado pelos fiscais de posturas e multado pelos fiscais da Fujama, caso aconteça algum crime ambiental em decorrência do ato.

Notícias relacionadas

x