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Empresa de SC é acusada de dar golpe milionário em formatura de medicina: “Pesadelo”

Alunos de uma faculdade particular do Paraná alegam que o prejuízo é de quase R$ 3 milhões

23/01/2023

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Uma empresa organizadora de eventos de Santa Catarina é acusada de aplicar um golpe milionário por uma turma de formandos de medicina de uma faculdade do Paraná. O serviço de comemoração de formatura estava orçado no valor de R$ 2,9 milhões, com festa marcada para este sábado (21), mas que foi cancelada na véspera pelo dono do negócio. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

Segundo relatos nas redes sociais, 123 alunos de medicina da UniCesumar de Maringá pagaram os valores combinados com a Brave Brazil, sediada em Florianópolis, durante seis anos para ter colação, missa, jantar e baile de formatura em dias distintos. Até a data em que estava prevista a festa, R$ 2.930.859,51 já haviam sido pagos para a empresa organizadora, de acordo com uma nota divulgada pela comissão de alunos neste sábado (21).

O serviço contratado previa eventos de luxo, com grandes estruturas e atrações musicais nacionais. A empresa, que afirma ser especialista em formaturas de medicina, prometia decoração especial, entretenimento e conforto, mas os contratantes alegam que isso não foi entregue nos principais dias de comemoração.

De acordo com a turma, faltando menos de 24 horas para o baile de formatura, o dono da empresa teria desmarcado o evento com a comissão, sem prestar esclarecimentos aos contratantes e fornecedores.

“Empresa pegou o dinheiro, não pagou nenhum fornecedor e não entregou. Foram seis anos pagando o evento para que houvesse uma formatura dos sonhos, como sempre prometeram. Eram dois dias de festa. No primeiro não houve comida (tinha arroz, batata e frango), sem bebida gelada, sem copos, piso soltando, estrutura sem finalizar, uma tragédia, evento péssimo! E na madrugada anterior ao segundo dia, avisaram que não fariam a festa”, relatou uma das pessoas prejudicadas pela empresa em um registro no Reclame Aqui, feito neste sábado (21).

O jantar de formatura, que aconteceu na quinta-feira (19), não contou com a estrutura ou cardápio esperados pelos estudantes e familiares. De acordo com os formandos, a empresa não teria pagado os fornecedores que haviam sido combinados. Em publicações na internet, eles relataram que eram esperadas 15 opções de jantar pois o cardápio custou cerca de R$ 20 mil.

A comissão de formatura também afirma que entrou em contato com produtores responsáveis pelas atrações musicais combinadas e confirmou que eles não haviam sido pagos. Ainda de acordo com eles, o mesmo ocorreu com outros fornecedores.

A Brave Brazil disse à reportagem que a empresa já havia comunicado para a comissão de formatura sobre a impossibilidade de concluir o baile de formatura, pré-agendado para o dia 21 de janeiro na formatação originária, “dado o déficit de pagamento para conclusão do projeto contratado há anos atrás, devendo então a comissão negociar com a empresa algumas readequações”. De acordo com a empresa, o montante faltante corresponderia a mais de R$ 530 mil e “não houve outra alternativa, senão o adiamento daquele último evento, mantendo a disposição de realocá-lo em data mais próxima possível”.

“Pesadelo” e “sonho destruído”

Nas redes sociais, formandos e familiares relatam o desapontamento com o ocorrido e enfatizam o prejuízo sofrido. “Foram mais de 2,5 milhões de reais investidos para uma noite de horrores!”, publicou um aluno na plataforma do Reclame Aqui.

“O que era pra ser um sonho virou um pesadelo. Não só por nós formandos, que tivemos o nosso sonho interrompido, mas pela logística de milhares de funcionários que se deslocaram até Maringá para realizar o evento e não foram pagos (o dono fugiu) e pelos familiares que também se deslocaram de longe pra comemorar”, escreveu a formanda Ana Flávia Cury Ivantes em uma publicação no Instagram.

“Nosso sonho foi pelo ralo na noite de ontem! Foi o pior evento que já fui em minha vida, e era a minha formatura. Faltou tudo! Comida, iluminação, climatização, conforto, decoração, literalmente tudo. A bebida quente e o bar de drinks com pessoas inexperientes que não sabiam nem como fazer os drinks. Estava quente, sem climatização. O banheiro masculino era um container sem portas que dava para todos verem você usando, o chão foi coberto por feltro e as pessoas tropeçavam o tempo todo nas emendas. E falando com os fornecedores todos mencionaram que a Brave não os pagou e por isso não conseguiam entregar um serviço de qualidade!”, diz outra queixa no Reclame Aqui publicada na sexta-feira (20).

 

O que diz a Brave Brazil

Em contato com a reportagem, a empresa acusada de golpe divulgou o seu posicionamento oficial por meio de nota. Confira o texto na íntegra abaixo.

NOTA DE REPUDIO EM RELAÇAO AS INFORMAÇOES DISTORCIDAS QUE ESTAO SENDO VEICULADAS.

A BRAVE FORMATURAS, em consonância com seus princípios e valores, vem
a público esclarecer os fatos relacionados acerca do evento agendado para o
dia 21 de janeiro, na cidade Maringá/PR, em relação aos formandos da Turma
de Medicina /Unicesumar – T7.
Inicialmente cabe esclarecer que outros eventos ocorreram em datas
pretéritas, relacionados a mesma Turma, tais como: DREAM TRIP e Pré –
eventos; tudo relacionado ao “projeto de formatura“, sem qualquer
ocorrência ou eventualidade.
Já nos últimos dias, ocorreram os seguintes eventos: Dia 18 de Janeiro, Missa
de Formatura, também organizada por essa empresa;
No dia 19 de janeiro, quinta-feira passada, realizou-se o evento denominado
“Jantar de Formatura“, inclusive, com atrações artísticas (duas bandas
nacionais);
Ato contínuo, no dia 20, sexta feira última, realizou-se o evento denominado
“ Colação de Grau“, da mesma forma, sem qualquer ocorrência;
No entanto, antes mesmo dessas três datas ultimas mencionadas, a empresa
já havia comunicado a respectiva Comissão de Formatura, sobre a

impossibilidade de concluir o evento denominado “ Baile de Formatura“, pré-
agendado para o dia 21 de janeiro, sábado, na formatação originária, dado o

déficit de pagamento para conclusão do projeto contratado há anos atrás,
devendo então a Comissão negociar com a empresa algumas readequações,
sem que isso comprometesse a realização total, especificamente, do evento
de encerramento/sábado, já mencionado, já que os outros eventos anteriores,
de fato foram entregues.
Dentre algumas alternativas que foram esposadas, uma delas foi no sentido
de que cada Formando “aportasse“ o valor de R$ 2.500,00 (podendo ser
inclusive de forma parcelada) até sexta-feira, dia 20, o que, por decisão
informada pelos representantes da Comissão, houve recusa.
Outra opção que fora disponibilizada, seria o reagendamento daquele último
evento, qual seja, o “Baile de Formatura“, para data futura e próxima da atual,
o que também não fora acolhido.
Levando em consideração o projeto deficitário em valores superiores a R$ 530
mil (quinhentos e trinta mil reais), não houve outra alternativa, senão o
adiamento daquele último evento, mantendo a disposição de realocá-lo em
data mais próxima possível.
Frisamos que o Baile de Formatura (evento de sábado) já estava sendo
montado no local pré definido e que a equipe Brave já estava na Cidade de
Maringá há alguns dias, montando e desmontando seus equipamentos,

adequando-os aos respectivos eventos (4a feira; 5a feira; 6a feira e sábado),
aguardando a Comissão definir-se pelas readequações exigidas, o que não
ocorreu.
Causou espanto ao chegar a notícia de que os Formandos decidiram contratar
outra empresa de eventos, para realização do “Baile de Formatura“, inclusive
pagando valores extremamente elevados e superiores àqueles sugeridos pela
Brave Formaturas.
Ou seja, os Formandos optaram em não saldar o déficit do projeto que tinham
com essa empresa, contratando outra para aquele específico evento.
Ou seja, em menos de 24 horas, outra empresa fora contratada para realização
deste evento, levando a crer que tal empreendimento já estava planejado.
Absurdo !
Mais espanto e estranheza, além da indignação, causou aos representantes da
Brave, quando receberam a notícia de que os equipamentos à serviço da
empresa; produtos; materiais; mobiliários e parte da estrutura, além dos
veículos que estavam no local à serviço da Brave (terceirizados) foram
saqueados; quebrados; e que tais atos foram cometidos por parte dos
formandos e seus familiares/amigos, como já consta no material digital em
posse da empresa.
A Brave Formaturas já acionou o seu corpo jurídico, bem como, fará com que
todo o material digital (vídeos, fotos, etc) acerca das informações aqui
prestadas, cheguem às autoridades policiais e judiciárias o mais breve
possível, dando luz a todas as dúvidas que ainda pairam sobre os fatos
narrados, ou ainda, maldosamente distorcidos.
A Direção.

 

Conteúdo postado por NSC 

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