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Governador Carlos Moisés recebeu, na residência oficial, a cúpula do PSD para um bom jantar e descontraídas conversas. Além de deputados e outras lideranças, cerca de 40 prefeitos, todos também sem uso de máscaras.

29/08/2021

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Sem qualquer preocupação com a pandemia vigente, o governador Carlos Moisés recebeu, na residência oficial, a cúpula do PSD para um bom jantar e descontraídas conversas. Além de deputados e outras lideranças, cerca de 40 prefeitos, todos também sem uso de máscaras, atenderam ao convite.

Com o cofre cheio e liberando recursos a todo instante, Moisés, ainda sem partido e provável candidato a reeleição, tem atraído a cobiça de não poucos partidos, incluindo o PSD. Que no governo do Estado comanda a estratégica Casa Civil. Detalhe: a foto acima foi distribuída pela própria assessoria de comunicação do governador.

Construções e rios

A Câmara dos Deputados aprovou texto base de projeto de lei do deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB), para reverter decisão do Superior Tribunal de Justiça datada de abril deste ano.

Determinando que, no caso as Áreas de Preservação Permanente, as construções devem observar afastamento mínimo entre 30 e 500 metros dos rios e outros cursos d’água, conforme a largura de cada um. O projeto aprovado prevê que caberá aos municípios decidirem, com autonomia. A proposta foi aprovada por 314 votos favoráveis e 140 contrários.

O PP na majoritária

Suplente do PP, o presidente estadual do partido, Silvio Dreveck, assumiu em fevereiro deste ano uma cadeira na Assembleia Legislativa com a ida do colega Altair Silva (um defensor ferrenho do governador Carlos Moisés nos dois impeachments) para a Secretaria da Agricultura.

E é Dreveck (faltaram 866 votos para se reeleger em 2018) quem garante: o PP terá candidato a governador, mesmo atrelado ao governo de Moisés. Como ocorre com o MDB.

Quem seria o candidato?

Joares Ponticelli, prefeito de Tubarão reeleito com 67% dos votos válidos? O senador Esperidião Amin? Ou o próprio Moisés, filiado a outro partido? O PP, até hoje, só elegeu um governador, o próprio Amin, em 1998.

Desde então, ele e a mulher, deputada Ângela disputaram o governo duas vezes cada. O senador foi derrotado por Luiz Henrique da Silveira (MDB) em 2002 e 2006. Ela, por Paulo Afonso Vieira (MDB), em 1994, e por Raimundo Colombo (PSD) em 2010.

Coelho no Podemos

Deputado federal por Joinville, onde também foi vice-prefeito de Udo Doehler (MDB) quando ainda no PDT, Rodrigo Coelho filiou-se ao Podemos. Que, agora, tem 11 parlamentares na Câmara dos Deputados (a terceira maior bancada) e nove senadores.

Eleito em 2018 (43.314 votos) pelo PSB, atualmente presidido em SC pelo ex-petista Cláudio Vignatti, Coelho foi autorizado pelo TSE a mudar de partido sem risco de perder o mandato. 

Justiça suspende lei

Governador Carlos Moisés (sem partido) sancionou lei aprovada pela Assembleia Legislativa em proposta do deputado Rodrigo Minotto (PDT), permitindo pagamento com cartão de crédito ou débito de pedágios em rodovias federais que cortam SC.

Porém, a Justiça suspendeu os efeitos da lei. A desembargadora Denise Volpato alegou “inconstitucionalidade formal por vício de iniciativa”. Ou seja, isso caberia ao Estado propor e não à Assembleia.

João Dória vetou

Já em 2019, o governador de São Paulo, João Dória Jr (PSDB), vetou totalmente idêntico projeto de lei aprovado pela Assembleia paulista. Por “interferência indevida” do Legislativo em atos reservados ao Executivo.

Nos dois casos, sem falar nos custos de implantação do sistema, com a compra de máquinas de crédito e débito e todo o processo de instalação. O que resultaria em consequente majoração das tarifas.

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