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Coluna: Moisés com os tucanos

O PSDB já foi parceiro dos governos de Luiz Henrique da Silveira (MDB), entre 2003 e 2010, e Raimundo Colombo (PSD), de 2011 a 2014.

22/07/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: Moisés com os tucanos

A executiva estadual do PSDB deve almoçar hoje (22) com o governador Carlos Moisés Republicanos) para mais uma conversa. Os tucanos não terão candidato a governador e estão sem rumo.

O ex-senador Dalírio Beber (Blumenau) aponta a vaga de vice como condição de apoio do partido. Apostando em um (improvável) recuo do grupo do MDB que quer o ex-prefeito de Joinville, Udo Döhler, como vice na chapa do governador.

Tucanos se amoldam

O PSDB já foi parceiro dos governos de Luiz Henrique da Silveira (MDB), entre 2003 e 2010, e Raimundo Colombo (PSD), de 2011 a 2014. Com Paulo Bauer disputaram o governo em 2014.

Joares Ponticelli (PP), prefeito de Tubarão, era o vice. A dupla fez 1.026.722 votos, atrás de Colombo (PSD), que venceu no primeiro turno com 1.763.735 milhão de votos. Hoje, Ponticelli coordena a campanha de Carlos Moisés (Republicanos) no Sul catarinense.

*O Novo inaugurou na quarta-feira (20) a temporada de homologações de candidaturas majoritárias e proporcionais. Vai de chapa pura. Na cabeça de chapa o promotor de Justiça Odair Tramontin, de Blumenau.

*O vice de Tramontin é Ricardo Althoff, empresário de Criciúma. Para o Senado vai o oftalmologista Luiz Barbosa Neto, de Florianópolis, que em 2018 fez pouco mais de seis ml votos como candidato a deputado federal.

*Amanhã (23) o PL confirma o senador Jorginho Mello para governador. Também amanhã o senador Esperidião Amin dirá, na convenção do Progressistas se é ou não candidato a governador. Se for, terá de indicar um vice. O PP também não tem um nome para o Senado.

*Também neste sábado o União Brasil e o PSD oficializam Gean Loureiro, ex-prefeito de Florianópolis, e Eron Giordani, ex-chefe da Casa Civil do Estado, como candidatos a governador e vice. Além de Raimundo Colombo a senador.

*E, finalmente, a briga de foice no MDB, que também faz a sua convenção neste sábado. De um lado o grupo alinhado à reeleição de Carlos Moisés (Republicanos) e defendendo o empresário e ex-prefeito de Joinville, Udo Döhler, como vice do governador.

*Do outro lado e, aparentemente, em minoria o grupo que defende o também empresário e ex-prefeito de Jaraguá do Sul, Antidio Lunelli, para governador. Os deputados federais Celso Maldaner e Rogério Peninha Mendonça e o ex-governador Paulo Afonso Evangelista Vieira querem o Senado. E salve-se quem puder!


Acabou o papo
Senador Jorginho Mello (PL) cortou o papo com o também senador Esperidião Amin (PP) sobre uma possível coligação entre os dois partidos. E anunciou que vai para a disputa em chapa pura.

Por enquanto, tem o ex-Secretário Nacional da Pesca, Jorge Seif Júnior, empresário carioca do setor pesqueiro radicado em Itajaí e onde tem negócios em sociedade com o pai, como candidato a senador. É um ilustre desconhecido do eleitor e vai depender da popularidade de Bolsonaro que ainda resta por aqui para um desempenho razoável.

Procurando um vice
Mas Mello, o gerentão do PL, ainda não tem um vice. Cogitava a deputada federal Ângela Amin (PP), mulher de Esperidião, o donatário do Progressistas. Amin, por sua vez, avaliou ter como vice o advogado Felipe Mello, filho de Jorginho. Mas aí, um dos dois teria de desistir da empreitada.

A lei eleitoral veda candidaturas de um mesmo partido em chapas oponentes. Felipe Mello foi secretário estadual de Planejamento no primeiro mandato do ex-governador Raimundo Colombo. Na cota de empregos do primeiro escalão que coube ao PSDB.

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