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Retirada dos trilhos custará mais de R$ 500 milhões

A iniciativa é um dos objetivos do Programa de Segurança Ferroviária em Áreas Urbanas (PROSEFER), desenvolvido pelo DNIT entre 2008 e 2011.

18/08/2020

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Retirada dos trilhos custará mais de R$ 500 milhões

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) abriu na quinta-feira (13), as propostas para seleção da empresa que vai elaborar estudos para eliminar os conflitos ferroviários nos municípios catarinenses de São Bento do Sul e Mafra. 

A empresa contratada deverá avaliar, por exemplo, alternativas como construção de contornos ferroviários, transposições em desnível com segregação da linha e alteração de localização de pátios e instalações.  

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A iniciativa é um dos objetivos do Programa de Segurança Ferroviária em Áreas Urbanas (PROSEFER), desenvolvido pelo DNIT entre 2008 e 2011. Nesse período, foram elaborados estudos sobre intervenções em áreas críticas. 

Este ano, o programa foi atualizado e pretende aperfeiçoar o método de priorização dos empreendimentos a serem executados e adequá-lo à disponibilidade orçamentária. Nele constam os contornos de São Francisco e Joinville e a construção da variante Jaraguá do Sul, que abrange também Guaramirim.

O DNIT, por meio da Diretoria de Infraestrutura Ferroviária, criou em 2009 o Programa de Segurança Ferroviária (PROSEFER), no qual foi realizado um diagnóstico das passagens em níveis, com as respectivas indicações de soluções, como viadutos, rebaixamentos da linha férrea, variantes e contornos ferroviários, assim como a elaboração de uma relação hierárquica com o objetivo de prover a melhor destinação de recursos para implantação dessas soluções.

Custo da obra passa de R$ 504 milhões a valores de 2018

Segundo o DNIT, o PROSEFER foi idealizado com o objetivo de realizar estudos e pesquisas, para definir intervenções em trechos ferroviários com interferências em áreas urbanas. Os estudos foram elaborados por município, com levantamento de informações para cada um dos cruzamentos, que necessitavam de intervenções, seguindo critérios definidos pelo estudo.

A partir daí, foi sugerida uma ação adequada e possível para resolver o problema detectado.

Na relação do PROSEFER, informada em 2010, foram apresentados 122 empreendimentos a serem implementados pela Diretoria de Infraestrutura Ferroviária. Na atualização do Programa, após a retirada dos já executados ou em execução e aqueles sem tráfego de carga ou ainda, cuja via foi erradicada, restaram 83.

Para esses 83 empreendimentos, foram aplicadas as metodologias consideradas na atividade de atualização desse Programa, obtendo os novos Índices de Priorização do PROSEFER (IPP). O estudo considerou a potencialidade de acidentes, mobilidade urbana, operação ferroviária e avaliação estratégica.

Nesse índice, a variante de Jaraguá do Sul está em 11º lugar na lista de prioridade com custo do empreendimento de R$ 504.230.283,51, mas ainda não iniciado. Na relação está também o contorno de Joinville e São Francisco do Sul, classificados em quinto e 18º no IPP, com custos de R$ 281,2 milhões e R$ 255,8 milhões, valores de outubro de 2018.

Das 83 obras classificadas, em termos de custos, a variante de Jaraguá do Sul na ordem crescente, é a 80º mais cara, mesma classificação quando considerada a complexidade.

O tempo de obstrução médio em Jaraguá, Joinville e São Francisco do Sul, é de 0,61 hora/dia, segundo o estudo do DNIT.

Trecho da variante Jaraguá-Guaramirim tem 23,5 quilômetros

O segmento ferroviário atual, a ser substituído pela variante, pertence à Linha Tronco – Subdivisão 14, Trecho São Francisco do Sul – Mafra, iniciando no km 62+349,64 entre as estações (quando havia) de Presidente João Pessoa, em Guaramirim, e terminando no km 85+833,98 entre as estações de Jaraguá do Sul e Nereu Ramos, totalizando aproximadamente 23,48 km.

A linha ferroviária atual atravessa os perímetros urbanos de Guaramirim e Jaraguá do Sul, conflitando com os sistemas viários das duas cidades, além de cruzamentos com rodovias estaduais e federais. Divisando-se está o município de Schroeder, cuja região sul estará inserida no traçado.

As opções são a passagem por Schroeder I e o contorno do Morro Vieira e ou construção de túnel para transpô-lo. A maior parte da variante fica em território de Jaraguá. Em obras de arte necessárias são oito viadutos e duas pontes sobre os Rios Itapocu e Itapocuzinho, somando 615,90 metros.

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