Colunistas | 08/12/2020 | Atualizado em: 31/08/21 ás 19:24

Santa Catarina vai precisar de R$ 19 bilhões se quiser ter opções de transporte de cargas e passageiros pelo ar e pelo mar

Resumindo, média anual de investimentos de R$ 4,97 bilhões. Uma fortuna que estamos a anos-luz de ter nos cofres do Estado.

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Santa Catarina vai precisar da fantástica soma de R$ 19 bilhões nos próximos quatro anos para investir em obas rodoviárias, ferroviárias e outros modais se quiser ter, no curto prazo, opções de transporte de cargas e passageiros pelo ar e pelo mar, principalmente. Resumindo, média anual de investimentos de R$ 4,97 bilhões. Uma fortuna que estamos a anos-luz de ter nos cofres do Estado.

Os números estão em estudo feito pela Federação das Indústrias de Santa Cataria. O maior volume destes recursos- o equivalente a R$ 15,7 bilhões- deverá ser destinado às rodovias, federais e estaduais cuja qualificação atual é precário levando em contas os itens de segurança que deveriam existir em todas elas. Resumindo, é reflexo de décadas de descaso que ano após ano encarece os custos de maneira extraordinária. E temos um exemplo aqui bem perto: se a duplicação do trecho urbano da BR-280, entre Guaramirim e Jaraguá do Sul fosse feito no prazo prometido pelo ex-governador Raimundo Colombo (PSD), a conta seria de R$ 80 milhões. Com não se fez nada, hoje a mesma obra está orçada em R$ 150 milhões.

Na próxima segunda-feira (14) vamos saber se o governador Carlos Moisés (PSL) segue no governo ou se será afastado por tempo determinado (de novo) e com a vice-governadora Daniela Reinehr (sem partido) sentada outra vez na cadeira dele. Desta vez Moisés será julgado pela compra de 200 respirados ao custo de R$ 33 milhões pagos adiantados e sem qualquer garantia. Pior ainda, inservíveis para tratamento de pacientes com a Covid-19. Pelo andar da carruagem, deve ser absolvido.

Ainda sobre o governador: em pesquisa do IBOPE publicada no dia 2 de novembro, coincidentemente Dia de Finados, 17% das pessoas entrevistadas avaliaram a imagem de Moisés perante a população como ótimo ou bom. Outros 33% disseram ser regular 45% avaliaram como ruim ou péssima. Depois de escapar do primeiro impeachment, Moisés mudou seu comportamento, buscando o diálogo com outros poderes constituídos e viajando mais pelo Estado levando verbas e anunciando obras. Agora, fala mais que um papagaio.

Opção pela vacina- Surfado no discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) o polêmico deputado Jessé Lópes, que inventou um caso extraconjugal envolvendo o governador Carlos Moisés (PSL), além de dizer em redes sociais que toda mulher, casada ou não, gosta de levar “cantadas”, protocolou projeto de lei que dá às pessoas o direito de se vacinarem ou não contra o novo coronavírus. Nada deve ser imposto ao cidadão, discursa Lopes. A proposta também proíbe vacinas com origem na China.

Bancada do MDB, a maior na Assembleia Legislativa, já se articula para disputar e vencer a eleição para a presidência da Casa. Conversas já rolam com a bancada do PSL, parido do governador e que tem seis deputados, para que um parlamentar do partido componha a mesa diretora no biênio 2021/2022. Somando, são 15 votos garantidos dos 40 possíveis.

Depois que o Supremo Tribunal Federal, por 6 votos a 5, manteve o disposto na Constituição, que proíbe a reeleição dos presidentes da Câmara dos Deputados e Senado na mesma legislatura, parece que o senador Esperidião Amin (PP) já se assanha para tomar o lugar de David Alcolumbre. Em 2018 e em cima da hora, lançou sua candidatura e ganhou 13 votos. Foi muito para quem não teve tempo de se articular. Amin e um cara mito bem relacionado no Senado.

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Celso Machado

Nascido em Blumenau, 72 anos, 57 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

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