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Vegetação em contato com a rede elétrica causa 17% das interrupções na região

Em 2021, 14,7% das quedas no fornecimento registradas foram motivadas por esse tipo de acidente

14/01/2022

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Vegetação em contato com a rede elétrica causa 17% das interrupções na região

Ilustrativa

Nas regiões onde há forte presença de áreas de reflorestamento de eucaliptos e pinus, ou mesmo mata nativa, os perigos e danos provocados pela vegetação na rede elétrica são motivo de alerta. A Celesc vem reforçando os trabalhos de limpeza e poda dessas áreas, a fim de amenizar a situação, mas o problema segue sendo a principal causa das interrupções de energia no território catarinense.

Em 2021, 14,7% das quedas no fornecimento registradas foram motivadas por esse tipo de acidente. No mesmo ano, o investimento da Celesc com poda e roçada nas áreas de concessão da empresa foi de aproximadamente R$ 20,3 milhões.

O diretor de Distribuição da Celesc, Sandro Levandoski, ressalta que, em algumas regiões, esse índice é bem maior, podendo chegar a 30%. Ele reforça a necessidade da participação da comunidade para que seja respeitado o limite de afastamento de árvores da rede elétrica.

Segundo ele, a Celesc investe, anualmente, um valor significativo em ações para amenizar o problema, mas isso não é suficiente diante da demanda em Santa Catarina. A população, em especial os agricultores, tem uma participação muito importante nesse processo, com o respeito ao afastamento previsto em lei.

Levandowski destaca que, nas áreas particulares, o plantio e a manutenção de árvores em distância segura da rede elétrica – que são 15 metros de cada lado da rede elétrica, no caso de árvores de grande porte –  são soluções simples que podem ser adotadas pela população de forma preventiva.

No Núcleo Norte da Celesc, com sede em Joinville e que abrange a região de Jaraguá do Sul, o índice de interrupções acidentais no fornecimento de energia elétrica por contato de vegetação com a rede é de 6,64% e dentro da área da Unidade Jaraguá do Sul (com Corupá, Schroeder e Guaramirim), é 17,3%. Esses percentuais se referem a todo o ano de 2021.

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